1 de maio de 2008

PAISAGISMO E JARDINAGEM X – A importância de planejar, antes de plantar


Os serviços do paisagista são muito importantes para o desenvolvimento de projetos de jardins e áreas verdes, pois esse profissional reúne todos os conhecimentos técnicos indispensáveis para o sucesso do empreendimento. É importante observar também que os custos de um projeto de paisagismo não são tão dispendiosos com a maioria das pessoas julga, sendo proporcional ao tamanho da área a ser trabalhada.

Entretanto, mesmo sem recorrer a serviços profissionais, um jardineiro curioso e dedicado pode obter bons resultados em jardins, principalmente se a área a ser trabalhada não for muito grande. Basta para isso levar em consideração alguns fatores relevantes para a escolha e disposição das plantas, como o porte e a expectativa de crescimento das espécies escolhidas, a distância entre as mudas, o clima do local e as condições de insolação, umidade e ventos, entre outros.

A primeira providência para se fazer um “projetinho caseiro” é medir, com uma trena, a área a ser trabalhada. Pra quem dispõe de uma planta baixa do local, definindo os espaços externos, é meio caminho. Se não houver nada plantado, nem mobiliários ou outros elementos, é bem fácil projetar o conjunto, esbanjando criatividade. Se já houver elementos presentes, como limites de canteiros, bancos, árvores, cercas ou muretas internas, é preciso localizar cada um desses detalhes, e proceder à medição, de forma que todos sejam considerados.

Trabalhar sobre uma folha de papel milimetrado – aquele cheio de quadradinhos – é de grande ajuda para facilitar o planejamento. O paisagista usa uma régua de proporções apropriada, chamada escalímetro, mas não dispondo do conhecimento necessário para seu uso, você pode estabelecer, em função do tamanho da área, proporções de um, dois, três, quatro, ou quantos quadradinhos forem necessários para projetar cada metro. Usando uma régua comum, faça o traçado da área, e a seguir, sobre essa mapa, desenhe à sua maneira os elementos já existentes, para poder trabalhar no espaço que ficar disponível.

Ao preencher esse espaço, no projeto, considere, não o tamanho da muda, mas a expectativa de crescimento. Árvores de grande porte exigem áreas com diâmetros de quatro, seis metros, ou até mais. A maioria das frutíferas médias, como goiabeiras, amoreiras, jabuticabeiras e outras podem ficar no diâmetro de quatro metros para menos. Arbustos médios devem ser projetados entre três e dois metros de diâmetro, arbustos pequenos, na faixa de dois metros. Se quiser plantar canteiros sob o espaço das árvores, escolha plantas de meia sombra, pois com o crescimento das árvores e arbustos, elas ficaram cobertas pelos galhos e folhagens da planta maior.

Verifique também à posição do sol sobre o terreno, de forma a não desperdiçar plantas de sol pleno em locais que fiquem sombreados a maior parte do dia, ou vice-versa. Há plantas que suportam ventos, outras que não sobrevivem nessas condições, então é importante verificar a existência de paredes e muros que exerçam a proteção necessária para sua sobrevivência. O sol e o vento influenciam na umidade do ambiente, pois determinam a evaporação no local. Plantas que gostam de umidade devem ser protegidas dessas condições.

Ao escolher as espécies indicadas para o seu projeto de jardim, é indispensável considerar todas essas circunstâncias, caso contrário o jardineiro corre o risco de ver perdidos todos os seus esforços. Plantar duas mudas de árvores grandes sem observar a necessidade de espaçamento entre elas, pode obrigar a no futuro, que uma das duas tenha que ser sacrificada, para garantir o crescimento da outra.

A combinação de cores, no caso do plantio de espécies floridas, e a altura das plantas, com a colocação das mais altas no fundo e as mais baixas na frente, podem ser decisivas para você obter jardins e canteiros mais atraentes. Estudar o assunto, observando jardins que lhe agradam, ou pesquisando em revistas e livros sobre o assunto, sempre pode ser de grande ajuda. Alguns conhecimentos sobre o assunto, bom gosto e inspiração são caminhos seguros para se conceber um jardim de sonhos.

Célia Borges

“Flor de mãe” de Wendell Amorim, começa dia 9 na Câmara Municipal

O artista plástico Wendell Amorim expõe o seu trabalho “Flor de Mãe”, em homenagem ao Dia das Mães, à partir do próximo dia 9 na Câmara Municipal de Resende. A abertura da exposição está prevista para às 19 horas, no Espaço Cultural Getúlio Vargas, no Anexo da Câmara Municipal (Avenida Marechal. Castelo Branco, 104, 3° andar, Campos Elíseos). A mostra ficará aberta de 12 a 30 de maio, de segunda à sexta-feira, das 13h às 17h. Visitas escolares podem ser agendadas pelos telefones 3354-2873/3354-0335/3354-6507.

O tema da exposição é o universo feminino, com destaque para a maternidade. “Flor de Mãe” conta com 16 telas do artista, lançando mão da reutilização de materiais, com destaque para a madeira, por meio de uma técnica chamada por ele de “mosaicolagem”.

“O que viraria lenha ou lixo é reaproveitado na confecção dos quadros”, explica Wendell. Influenciado por Cézanne e Picasso - mestres do Cubismo-, o artista afirma que busca inspiração na natureza. “Meu objetivo é mostrar um caminho alternativo para a sociedade contemporânea, que transforma tudo em lixo em função do consumo, levando à degradação do meio ambiente e reproduzindo a desigualdade social”, explica.

Wendell é autodidata, e já teve um dos seus quadros premiado no Salão da Primavera de 2002. Na ocasião recebeu o Prêmio Eitel César Fernandes, concedido pela Câmara Municipal de Resende. A mostra faz parte do programa Câmara Cultural, com 5 anos de existência, que oferece programação gratuita e variada à população, com exposições de arte, exibição de filmes, apresentação de peças teatrais, saraus de poesia e leituras dramatizadas.

29 de abril de 2008

PAISAGISMO E JARDINAGEM IX – Homenagem à Margaret Mee, a Dama das Orquídeas


O trabalho de jornalista nos leva, frequentemente, à situações surpreendentes e inesperadas. Algumas dessas circunstâncias conseguem mudar nossa vida, nossa visão do mundo, nossas áreas de interesse. Para mim, um desses momentos mágicos aconteceu quando tive a sorte e o privilégio de conhecer Margaret Mee. Essa mulher extraordinária, de pouco mais de um metro e meio de altura, conseguiu despertar o meu interesse pela botânica, a minha paixão pelas orquídeas, e como um desdobramento natural, minha dedicação à jardinagem e ao paisagismo.

Nosso primeiro encontro ocorreu em 1973, pouco depois de eu ter completado 22 anos. Apesar de três anos de militância na imprensa, e de já ter meu registro profissional, me considerava ainda uma principiante. Minhas áreas de atuação era, prioritariamente, esporte, educação e cultura. Sempre fui encantada com plantas e flores, mas não sabia nada à respeito, a não ser lembrar dos esforços da minha avó Mariquinha, nos canteiros de sua casa. Parti para a entrevista completamente insegura.

A motivação para a matéria era a exposição de seus trabalhos, inaugurada no dia 3 de outubro, e que ficou três semanas na Moorland Gallery, em Cork Stret, Londres. Os cerca de 30 desenhos expostos eram fruto de suas viagens à Amazonia realizadas desde 1968, sendo que alguns já haviam sido publicados pela Tryon Gallery, também de Londres, no livro “Flowers of the Brazilian Forrest”. Fiquei surpresa ao descobrir que ela já preparava um novo livro sobre o assunto. Poucas pessoas no país, naquela época, conheciam seu trabalho.

Margaret Mee era uma exploradora britânica – e botânica – da Amazônia, que já naquela época havia descoberto oito espécies desconhecidas de plantas silvestres. Aos 64 anos, já havia feito sete viagens de canoa pelo interior daquela região, coletando plantas. Ardente conservacionista, ela se preocupava em preservar as raízes das plantas coletas, para garantir nova brotação.

Depois registrava a planta em aquarelas, reproduzindo todos os seus detalhes, oferecendo em seguida os exemplares ao Jardim Botânico do Rio de Janeiro, que em sua homenagem deu o nome de Aechmea Meeana a uma bromeliácia da família dos abacaxis, descoberta por ela em 1971, nas terras pantanosas da Amazônia.

Nascida em Chesham, no condado de Buckingham, Inglaterra meridional, estudou em Londres na St. Martin’s School of Art, na Central Schol of Art anda Design e na Camberwell Scholl of Art, onde foi aluna de Victor Passmore, famoso artista britânico. Em 1952 veio para o Brasil em companhia do marido, o artista Greville Mee, e deu aulas de arte durante cinco anos na escola britânica de São Paulo. Fez, nesse período, inúmeras exposições entre São Paulo e Rio de Janeiro, e também nos Estados Unidos, no Smithsonian Institute of Washington.

Nessa primeira entrevista, que deveria ter durado uma ou duas horas, mas se prolongou até as tantas da noite, aprendi muitas coisas com ela. E ouvi histórias emocionantes, de como ela já havia escapado inúmeras vezes de onças, tarântulas e piranhas, no meio da mata, e em companhia apenas de um guia.

Uma das que mais me impressionou, e que nunca mais esqueci, foi do momento em que, precisando retornar ao ponto de contato, antes da cheia do rio, encontrou uma enorme cobra enrolada em sua rede de dormir, equipamento imprescindível na seqüência da viagem, e precisou que esperar que a cobra espontaneamente deixasse o lugar, embora correndo o risco de ficar isolada em situação de extremo risco. Levava sempre um revolver como medida de segurança, mas se orgulhava de nunca ter precisado usa-lo.

Ela me cativou em todos os sentidos, e nos anos seguintes procurei estar sempre atenta e sintonizada com seu trabalho. Tivemos mais uma entrevista, em anos seguintes, na volta de mais uma das suas viagens. Apesar da baixa estatura, da aparência frágil, e tendo como agravante uma certa dificuldade de locomoção em conseqüência de uma cirurgia na bacia, Mrs. Mee fez ainda muitas viagens à Amazônia nos anos seguintes, produzindo uma obra memorável.

Amiga de Burle Marx, se esmerava em dividir com ele seus achados. No momento em que a conheci, preparava-se para a oitava viagem à Amazônia, em junho de 1974, onde explorou o rio Nhamundá, em busca de espécies raras de orquídeas e clusias. Realizou ainda muitas, depois disso, deixando um patrimônio artístico e botânico admirável, que pode ser conhecido através dos seus diversos livros publicados e da instituição que leva seu nome, Fundação Margaret Mee. Também existem duas comunidades no Orkut em sua homenagem, uma criada por mim, Eu Amo Margart Mee, e outra por um grande amigo, Pajeh Índio do Bem, sob o título A Dama das Orquídeas.

Célia Borges

28 de abril de 2008

ATENÇÃO – Notícia importante para quem é credor de dívidas do governo estadual (Precatórios)

A Ordem dos Advogados do Brasil, seção Rio de Janeiro, vai promover, no próximo dia 9 de maio, em sua sede – Av. Mal. Câmara, 150 – 90 andar – o evento “Precatórios Judiciais – Solução Já”. O encontro está sendo organizado pela Comissão de Defesa dos Credores Públicos, e contará com a presença do Ministro Luiz Fux, do Superior Tribunal de Justiça além de diversos outros juristas, e representantes do governo estadual.

É importante a presença do maior número possível de pessoas, para demonstrar publicamente a indignação diante do descaso dos governantes que lidam com a questão e permanecem inadimplentes com seus credores, em muitos casos por mais de 20 anos.

Só no estado do Rio de Janeiro existem aproximadamente 50 mil pessoas, entre os que tiveram propriedades desapropriadas, aposentados e pensionistas lesados em seus direitos, professores, policiais e outras categorias profissionais que em algum momento deixaram de receber valores que lhes eram garantidos por lei. Pessoas que, embora tenham ganho seus processos na Justiça, continuam sendo lesadas ou desrespeitadas, já que o poder público não cumpre suas obrigações.

Não é possível mais ficar de braços cruzados, precisamos buscar nossos direitos, e esse evento será um marco para o registro da importância que a causa tem para a sociedade. A presença do maior número de pessoas possível poderá resultar numa manifestação popular, paralela ao evento, onde teremos oportunidade de expor faixas, cartazes e “bater panela” para mostrar que não estamos mais dispostos a ficar omissos e continuar prejudicados nessa questão.

Célia Borges

27 de abril de 2008

Em memória de Élio Gouvea

.
Ele era um homem pequeno, a pele morena ainda mais acentuada pela vida ao ar livre, dono de um olhar inquisitivo, que parecia estar sempre querendo ver além, através de coisas e pessoas. O biólogo Élio Gouvêa era também extremamente bem educado, o que não quer dizer que fosse sempre simpático: uma pontinha de mau humor, e uma certa impaciência com tudo o que achava “perda de tempo” não impediam, entretanto, que quem o conhecesse melhor, acabasse admirando-o, e descobrindo que por trás da expressão sisuda havia um homem culto, entusiasmado, encantador.
.
Élio Gouvea foi um incansável pesquisador e defensor do meio-ambiente
.
Durante os mais de cinqüenta anos em que viveu em Itatiaia, a maior parte do tempo como funcionário do Parque Nacional, realizou uma grande quantidade de trabalhos de relevante contribuição científica, foi um ativo professor, orientou e incentivou pesquisas, além de ter sido um incansável líder na luta pela proteção do meio ambiente e em defesa da ecologia.
Élio Gouvêa nasceu em Santa Leopoldina-ES, em 25 de setembro de 1924, e viveu no Rio de Janeiro entre 1940 e 1943, quando concluiu o curso de horticultura na Escola Wenceslau Belo. Voltou por pouco tempo à terra natal, onde trabalhou com o pai, Mário Gouvêa, na fazenda em Sapucaieira. No ano seguinte foi indicado pela direção da Escola Wenceslau Belo para trabalhar no Parque Nacional do Itatiaia, assim como outros colegas de curso, que possuíam formação técnica em assuntos agronômicos, desenhos e projetos de construções rurais, paisagismo e estudos topográficos.
No dia 15 de junho de 1944 ele desembarcou na estação ferroviária de Campo Belo: um jovem cheio de esperanças, e tomado pela surpresa diante do cenário de inesperada beleza. Sua vinda decorria da necessidade do administrador do parque na época, Dr. Wanderbilt Duarte de Barros, de preencher o quadro de pessoal auxiliar, para atender um programa de trabalho, que iniciou a bem sucedida trajetória administrativa desse grande técnico no Parque Nacional. Contratado do mesmo dia, na função de auxiliar de agrônomo, exerceu o cargo até 1960. Nesse período realizou levantamentos topográficos, desenhos e projetos de estradas, abrigos, residências, jardins e etc.
Devido ao seu interesse e dedicação, foi indicado para fazer um curso intensivo de Museologia, no Museu Nacional do Rio de Janeiro, e outro de Ecologia, na Escola de Agronomia, que na época (1946 -1947) funcionava na Urca. O objetivo desse treinamento era a criação de um museu no parque, que mais tarde se materializou no Museu da Fauna e da Flora, importante referência científica e atração turística do parque durante várias décadas.
No regresso, após esses cursos, Élio Gouvêa passou a responder interinamente pela direção do Parque, devido ao afastamento do diretor Wandebilt Duarte de Barros, por motivo de férias. Nesta oportunidade ficou também responsável por acompanhar a naturalista e especialista em anuros, Dra. Berta Lutz, que em companhia de seu irmão, o médico Dr. Gualter Lutz, veio para estudar a região dentro da sua especialidade.
A vinda dessa naturalista para Itatiaia foi muito importante para Élio Gouvêa, pois com ela deu seus primeiros passos na atividade científica. Aos poucos, por sua influência, começou a enxergar e a ouvir os anuros, tendo sido incentivado à percebê-los inspirado no carinho e atenção que a Dra. Berta tinha por eles. Nas quatro viagens que ela fez à região – 1947, 1950, 1951 e 1957 – foram identificadas novas espécies, assim como realizadas coletas de espécies raras de altitude, cujo levantamento reuniu mais de 60 espécies geográficas, sendo consideradas de uma fauna excepcional.
Em dezembro de 1949 foi iniciada a organização do Museu da Fauna e da Flora, com o levantamento da fauna de vertebrados, após convênios assinados com o Serviço Florestal do Ministério da Agricultura e com o Departamento de Zoologia da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo, tendo participado ativamente dessa inciativa. Essa época marca o início, também, de uma trajetória profissional de Élio Gouvêa, voltada para a conservação do Meio Ambiente, com sua especialização cada vez mais inclinada para a Ecologia.
A experiência prática exigia cada vez mais conhecimentos teóricos, e assim, com quase cinqüenta anos, empreendeu sua graduação em ciências biológicas, pela Sobeu, tendo se formado em 1976. Fez vários cursos antes e depois, como pós-graduação em Recursos Naturais da OEA, pós-graduação em Metodologia do Ensino Superior pelo Cecope-Sobeu, além de estágios no Instituto Oswaldo Cruz e Instituto de Ciências Biomédicas da USP. Em seu currículo estão ainda cursos como Biogreografia do Itatiaia, Observação e Anilhamento de Aves, além de uma infinidades de congressos, seminários e simpósios relacionados com o Parque Nacional do Itatiaia.
Participou também de inúmeras atividades de intercâmbio científico entre o Parque Nacional e entidades como o Museu Nacional, o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Fundação Oswaldo Cruz, Serviço de Defesa Vegetal do Ministério da Agricultura-RJ, Serviço Florestal-RJ, Instituto de Botânica-SP, Serviço Florestal de Cantareira-SP, Instituto Butantã, Instituto de Ecologia e Experimentação Agrícola-SP, Instituto Biológico-SP, Departamento de Zoologia-SP, Parque da Água Branca-SP, Museu do Café de Ribeirão Preto-SP e Horto Navarro de Andrade, da Água Branca-SP.
Após 20 anos de dedicação, afastou-se do Parque Nacional em 1964, por motivo de saúde, retornando em 1970 por solicitação do presidente do IBDF, para reformular o acervo de exposição do Museu da Fauna e da Flora. Em março de 1976 foi classificado para a função de auxiliar de assuntos culturais do Parque. Participou como instrutor e coordenador da Operação Mauá, no parque; do V Curso de Anilhamento de Aves em 1982; requisitado pelo IBDF, integrou a equipe de levantamento florestal de essências nativas em Minas Gerais; admitido como professor de Zoologia da Sobeu, lecionou de 1980 a 1991, tendo respondido pelo Departamento de Zoologia dessa universidade, onde foi também professor pesquisador.
Como defensor do meio ambiente, criou, em 15 de junho de 1987, no cinqüentenário, e presidiu por muitos anos, a Apropani – Associação Pró-Parque Nacional do Itatiaia, tendo anteriormente dirigido também do Mover – Movimento Ecológico de Resende. No dia 10 de junho de 1996 assumiu a cadeira 14 da Academia Itatiaiense de História, que tem como “patronesse” a Dra. Berta Lutz, vindo a falecer em 19 de julho de 1999. As fontes desse texto foram o discurso de cerimônia de sua posse na Acidhis, por sua filha caçula Edinamara Gouvêa, e a primeira Revista da Acidhis, de 2005.