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2 de dezembro de 2009

LIVROS – Margaret Mee e as Flores da Floresta Amazônica



Para os amantes da natureza, principalmente os apaixonados por orquídeas e bromélias, o nome de Margaret Mee dispensa apresentações. Inglesa, com formação em artes plásticas, ela se apaixonou pelo Brasil numa viagem à São Paulo para visitar uma irmã, e aqui radicou-se - primeiro em São Paulo e depois no Rio de Janeiro. Unindo seu extraordinário talento artístico, ao conhecimento de botânica que foi adquirindo no decorrer de seu trabalho, ela realizou diversas expedições à floresta amazônica, reproduzindo suas flores em detalhes, e no próprio “habitat” natural, e agindo sempre com extremo cuidado na preservação desses espécimes.
O resultado dessas viagens foram alguns milhares de desenhos e aquarelas, que fazem parte de importantes acervos de museus e instituições de pesquisa, principalmente na Inglaterra, e que já foram publicados em diversos volumes, para o encanto de seus admiradores.
Sua primeira viagem à região amazônica foi feita em 1956, quando ela contava 47 anos. Loira, de estatura pequena e aparência franzina, ela foi entretanto uma corajosa pesquisadora, que não se intimidou com as condições adversas, com o desconforto e o perigo, para realizar estudos botânicos que jamais foram igualados. Durante 32 anos ela realizou várias viagens à Amazônia, sendo a última em 1988, aos 79 anos, e então apoiada numa bengala, em conseqüência de um problema na bacia, resultante de uma queda.
Amiga de Burle Marx, ela foi aclamada ao mesmo tempo por autoridades em botânica quanto por críticos de arte. Ela estudou botânica com o especialista em orquídeas Guido Pabst e com Richard Evans Schultes. Ela identificou nove novas espécies de plantas anteriormente desconhecidas, sendo que algumas foram batizadas em sua homenagem, como a Aechmea meeana e a Neoregelia margaretae.
Uma das edições mais acessíveis sobre o trabalho de Margaret Mee é o volume Flores da Floresta Amazonica, reunindo sessenta de suas principais obras, e com desenhos adicionais. Um belo volume em capa dura, pode ser uma excelente sugestão para presente de Natal, e encontra-se á venda na Livraria Nobel, do Resende Shopping, por apenas R$ 99,00.
Célia Borges

12 de outubro de 2008

LIVROS – “O Planalto do Itatiaia” de Helton Perillo Ferreira Leite




Uma das melhores surpresas do ano em termos de livros sobre a região é o recém lançado Planalto do Itatiaia – Região das Agulhas Negras, do Engenheiro Agrônomo Helton Perillo Ferreira Leite. Montanhista, e ex-alpinista, o autor não se limitou apenas a mostrar alguns dos mais exuberantes aspectos da mata, como discorre sobre geologia, flora, fauna, clima e preservação.
A obra, impressa em papel reciclado, contem 130 fotos e mapas coloridos, além de 234 páginas de texto, onde Helton Perillo compõe um verdadeiro guia para estudiosos e visitantes, com a descrição das trilhas, orientação sobre mapas, ensino do uso da bússola e do GPS. O conteúdo apresenta também informações históricas sobre o Parque Nacional, e um roteiro de informações sobre unidades de conservação.
O aspecto didático do livro não o torna enfadonho. Ao contrário, a seqüência de informações contribui para facilitar a compreensão e torna-lo ainda mais interessante. Há apresentação e comentários sobre a identificação de novas espécies, e a descrição detalhada da maior parte dos acidentes geográficos, trazendo informações inéditas sobre esses e outros aspectos, torna-o atrativo até mesmo para quem já conhece a região.
Filho de um engenheiro agrônomo e de uma professora de geografia a artista plástica, Helton Perillo atribui à família sua inspiração na luta pela divulgação e preservação da natureza. Ele esclarece ainda: “O Parque do Itatiaia é muito extenso, e tem uma ecologia muito complexa. Neste trabalho, limitei-me a descrever o planalto, foco maior dos meus interesses e região menos conhecida do público”.
Sobre o livro, o autor diz ainda: “Alem das minhas impressões pessoais, tentei traduzir a essência de algumas teses acadêmicas. De algumas, muito específicas, retirei poucos esclarecimentos. De outras, mais amplas e focadas em aspectos menos herméticos, aproveitei muito. Para completar, incluí experiências próprias e até umas páginas de memórias do alpinismo brasileiro, bem como algumas “dicas”
práticas. O texto pretende ser simples e conciso. As fotos, o mais natural possível. O livro tenta abordar apenas o essencial, o imprescindível. Itatiaia é muito mais amplo.”
Célia Borges

20 de junho de 2008

LIVROS – Livro sobre o General Osório terá lançamento e palestra dia 25 na AEDB

O livro “General Osório, o maior herói e líder popular brasileiro”, do Cel. Cláudio Moreira Bento, será lançado na próxima quarta-feira, dia 25 de junho, às 19 horas, no auditório da Associação Educacional Dom Bosco. A publicação comemora bicentenário do lendário comandante do Exército brasileiro, sobre o qual, além da sessão de autógrafos, o autor fará a palestra “General Osório – arte e ciência da guerra”.

Modelo de soldado brasileiro – O marechal Manoel Luiz Osório, ou simplesmente General Osório, como foi consagrado popularmente, nasceu no dia 10 de maio de 1808, em Conceição do Arroio, atual Tramandaí, no Rio Grande do Sul, e faleceu no Rio de Janeiro, como Senador e Ministro da Guerra, em 1879.

O livro agora publicado, além do conteúdo biográfico, registrando a trajetória do General desde a infância, como estudante, cidadão e militar, contem também comentários de outras personalidades sobre ele, como o de Rui Barbosa, segundo quem “No grande soldado General Osório não aplaudimos senão o grande cidadão. Sua farda é cívica. Sua farda não o discrimina do povo: confunde-se com ele(...).

O autor – O Cel. Cláudio Moreira Bento é fundador e presidente da Academia de História Militar Terrestre do Brasil e do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul. Radicado há muito em Resende, é também fundador e membro da Academia Resendense de História e da Academia Itatiaiense de História, onde é também presidente Emérito. Já escreveu mais de 80 livros, a maioria sobre história militar, mas também outros como A História da Santa Casa de Resende.

Célia Borges

9 de junho de 2008

LIVROS – Dicionário da Língua Portuguesa Medieval e o Disque-Gramática


Um dicionário especializado na língua portuguesa do período medieval, desde o ano 1100 até meados do século XVI, acaba de ser lançado pela editora da Universidade Estadual de Londrina/PR. A obra, do professor Joaquim Carvalho da Silva, aborda os aspectos semânticos, epistemológicos e ortográficos, e representa uma relevante contribuição para estudantes, pesquisadores e demais interessados no assunto.

Professor do departamento de Letras Vernáculas e Clássicas daquela universidade, o autor trabalhou por cerca de doze anos no estudo e pesquisa, e reuniu cerca de 17 mil verbetes, em 310 páginas. Segundo ele, o vocabulário do idioma naquele período era de cerca de 15 mil palavras, sendo que as expressões excedentes são por conta das muitas variações encontradas.

A língua portuguesa passou, ao longo dos anos, por uma série de variações, e o idioma, até chegar aos dias de hoje, foi recebendo novas palavras, estruturas e construções, com características próprias de cada região em que era falado. Por isso, para os estudiosos que precisam pesquisar em textos antigos, como aqueles que trabalham com História, Literatura, Filologia e Música, por exemplo, o dicionário será de grande utilidade.

“Trabalho com língua medieval na literatura há vários anos e sempre senti necessidade de um dicionário que me ajudasse a identificar palavras utilizadas nos textos mais primitivos. Muitas palavras atuais tinham, antigamente, ortografia bastante diferente, sendo difíceis de serem identificadas”, comenta o professor Joaquim Carvalho da Silva.

O dicionário está sendo vendido à R$ 65,00, com pedidos pelo site da UEL, www2.uel.br/editora, e por enquanto não está disponível na internet. Mas quem precisar da ajuda do professor, pode usar o Disque-Gramática, criado por ele mesmo há 13 anos, e que recebe cerca de 20 consultas por dia. O número é (43) 3371-4619.

Célia Borges

14 de maio de 2008

LIVROS – As camélias do Leblon e a Abolição da Escravatura


Nesse maio de 2008, em que se comemoram os 120 anos da Abolição da Escravatura no Brasil, é momento bastante oportuno para se rever, e reavaliar, esse episódio histórico de tão grande impacto na vida social, política e econômica do país, que se por um lado pecou por tardio, por outro ainda reflete uma problemática racial que se prolonga até os nossos dias.

Alguns capítulos desse processo estão admiravelmente revelados no livro As Camélias do Leblon e a Abolição da Escravatura, do professor Eduardo Silva, publicado em 2003, e que tem como subtítulo “uma investigação de história cultural”. Porque aliás, é disso mesmo que se trata: não um livro de história acadêmico, cheio de nomes e datas, mas o verdadeiro trabalho de um “detetive histórico”, percorrendo meandros, lendo nas entrelinhas, e desvendando uma história muito mais interessante do que a oficial.

Essa é uma espécie de “história secreta do movimento abolicionista”, como admite seu autor, que já foi chefe do setor de história da Fundação Casa de Rui Barbosa, e escreveu outras obras memoráveis, como Barões e Escravidão (1984), As queixas do povo (1888), Negociação e Conflito – a resistência negra no Brasil escravista ( em parceria com João José Reis, em 1989) e Dom Oba II D’África, o Príncipe do Povo – Vida, Tempo e Pensamento de um homem livre de cor (1997).

“As Camélias do Leblon” expõe e esclarece sobre situações e personagens que são ao mesmo tempo heróicos e românticos, e por outro, absolutamente reais, e a maioria deles exilada da literatura oficial. As camélias foram um símbolo aparentemente insuspeitado do movimento, caracterizaram um quilombo com relevante papel na luta abolicionista, e funcionaram até mesmo como uma espécie de código na comunicação dos demais abolicionistas com a Princesa Isabel.

Outro aspecto que merece consideração é sobre o esforço humano, através da quantidade e empenho de pessoas envolvidas no movimento, tanto brancos como o português José Magalhães Seixas (que se desdobrava como fabricante de malas na Rua Gonçalves Dias e a chefia do Quilombo do Leblon), quanto ás multidões de negros revoltados que se expuseram na luta, através das fugas em massa e da formação dos diversos quilombos. Direta ou indiretamente, homens influentes como Rui Barbosa, André Rebouças e Coelho Neto, assim como Joaquim Nabuco e José do Patrocínio, tiveram papéis relevantes nesse processo de abolição da escravatura.

Além da relevância do tema e da revelação de episódios valiosos e interessantes da nossa historia, o livro vale pela qualidade do texto do professor Eduardo Silva, que é objetivo, mas claro e agradável à leitura. E para quem ficar fã, sugiro em seguida a leitura do Dom Obá, que segue uma linha de texto histórico que além de informativa, é um verdadeiro prazer para o leitor. Ambos os livros merecem a atenção de brasileiros, brancos e negros. Prazer e oportunidade para focalizar melhor nossos papéis na história.

Célia Borges

9 de maio de 2008

LIVROS – A História das Mulheres no Brasil


Nunca me considerei uma feminista. Ao contrário, sempre fui mais uma mulher extremamente feminina, embora ardorosamente interessada na compreensão do papel da mulher na sociedade, especialmente do ponto de vista histórico. Na experiência dos meus 56 anos de vida, aprendi, e não vou negar que com alguma dificuldade, que não há conflito entre o feminismo e a feminilidade. Um papel não anula o outro, como fomos condicionadas a considerar, durante muito tempo, por influência de um universo predominantemente masculino.

É justamente com essa visão, despida de preconceitos, que se deve encarar a leitura desse livro básico para a compreensão do papel da mulher na sociedade brasileira, a História das Mulheres no Brasil. Não é uma publicação recente, nem volume muito fácil de ser encontrado, mas qualquer esforço nesse sentido, para quem se interessa pelo assunto, valerá à pena.

Emprestando uma visão ampla e abrangente, do universo feminino na história do Brasil, esse livro, publicado em 1997, através de parceria entre as editoras Unesp (da Universidade de São Paulo) e Contexto, reúne trabalhos de importantes estudiosos do tema, que nos levam desde o cotidiano das indígenas ao movimento operário feminino, das mulheres do sertão nordestino às mulheres do sul, da pobreza à psiquiatria, da religião à sexualidade, os mais variados aspectos da condição feminina estão ali pesquisados e analisados.

Organizado pela professora Mary de Priore, também autora do trabalho “Magia e medicina na Colônia: o corpo feminino”, o livro recebeu os maiores elogios da crítica especializada. Segundo Norma Couri, n’O Estado de São Paulo, “é o trabalho mais completo que já se fez sobre o tema, no Brasil”. Para Luiza Nagibeluf, da Folha de São Paulo, foi “um trabalho sem precedentes no país”.

Segundo a organizadora, na contra-capa do livro “a história das mulheres não é só delas, é também aquela da família, da criança, do trabalho, da mídia, da literatura e das suas imagens frente à sociedade. É a história do seu corpo, da sua sexualidade, da violência que sofreram e que praticaram, da sua loucura, dos seus amores e dos seus sentimentos”.

Talvez não pareça muito, mas considero, pessoalmente, que esse é um livro básico para o resgate da auto-estima de cada mulher brasileira, provavelmente muito mais útil que uma coleção de livros de auto-ajuda. Mais importante ainda para aquelas que são formadoras de opinião, como as professoras. Importante para homens e mulheres.

Célia Borges

3 de maio de 2008

LIVROS – Tesouros desconhecidos no Arquivo da Câmara Federal

.....A Biblioteca do Congresso dos EUA é um dos maiores orgulhos do povo norte-americano, e referência mundial na pesquisa dos mais variados assuntos. Ela conta com verbas garantidas e pessoal especializado, o que contribui para que tenha um dos maiores acervos de livros e documentos do planeta. No Brasil, seu correspondente em importância seria o Arquivo da Câmara Federal, que ao contrário daquela instituição, conta com muito pouco apoio e verbas, e têm sua preciosa coleção ignorada pelos leigos e muito pouco aproveitada até mesmo pelos historiadores do país.
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.....O Arquivo é pouco conhecido até para a maioria dos deputados, embora ocupe quatro andares do prédio da Câmara, sendo três subterrâneos, disponha de um staff de cerca de 200 funcionários, e conte com uma biblioteca pública de mais de 350 mil livros e duas mil obras raras. Seu acervo reúne também mais de um milhão de documentos históricos, que vão desde o registro de casamento de D. Pedro II com D. Thereza Christina, de 1842, até a certidão de óbito do deputado Ulisses Guimarães em 1992.
.....A coleção conta a história dos 185 anos do Parlamento brasileiro, incluindo a ata da primeira reunião preparatória para a Constituinte de 1823, os originais de quase todas as Constituições brasileiras – com exceção das de 1824 e 1937, que se encontram no Arquivo Nacional no Rio de Janeiro – e até as cartas de nomeações da Princesa Isabel como regente. Outro documento valioso é a ata da última sessão do Império, realizada na manhã de 15 de novembro de 1889, quando o marechal Deodoro da Fonseca já comandava as tropas para a derrubada do regime.
.....Apesar de sua importância histórica, faltam ao arquivo e à biblioteca as condições ideais de temperatura, umidade e luz, além da deficiência de pessoal especializado para trabalhar na restauração dos documentos, muitos deles já bastante deteriorados. Muitas obras raras ainda nem foram catalogadas, como o livro de Gaspar de Barleus sobre o governo de Maurício de Nassau em Pernambuco.
.....Essa obra, escrita em latim entre 1631 e 1647, ilustrada com gravuras de Franz Post, é um dos livros mais suntuosos e importantes sobre a colonização holandesa no Brasil. Outra raridade é a obra do sacerdote português João José de Santa Thereza, que escreveu em 1698, o primeiro livro sobre o Brasil, publicado em Roma.
.....Nos últimos anos, graças aos esforços de sua equipe de técnicos e historiadores, uma parte desse acervo tem sido colocada à disposição de pesquisadores através da internet. Entre outras curiosidades, encontra-se uma proposta enviada à Câmara em agosto de 1891, através da petição de dois engenheiros, Charles Muller e Augusto Tanguy, defendendo a construção de um túnel de ligação entre as cidades do Rio de Janeiro e Niterói, incluindo seu projeto com essa finalidade.
.....Entretanto, a falta de uma política cultural voltada para a preservação de documentos históricos, jornais antigos, livros raros e demais acervos das bibliotecas no país, mostra a pouca importância que ainda se dá ao conhecimento do nosso passado, dificultando o acesso desses materiais a quem se dispõem a estuda-los. E reflete o descaso das autoridades legislativas para com um patrimônio que caberia a eles proteger.

O mais antigo dicionário de português está disponível na internet


O mais antigo dicionário da língua portuguesa, o “Vocabulário Portuguez e Latino”, escrito pelo padre inglês radicado em Portugal Raphael Bluteau e publicado à partir de 1712, já está à disposição de pesquisadores e curiosos através da internet. O Instituto de Estudos Brasileiros (IEB), da Universidade de São Paulo, digitalizou e colocou gratuitamente à disposição dos internautas os mais de 40 mil verbetes da obra, composta por oito volumes e dois suplementos, sendo o último publicado em 1728.

A digitalização dessa obra faz parte do projeto do instituto, para facilitar a consulta de livros raros e de difícil acesso ao público em geral. A pesquisadora responsável pelo projeto, historiadora Márcia Moisés Ribeiro, esclarece que esse trabalho durou um ano e três meses, e foi realizado por quatro profissionais.

“Foi um grande trabalho. São aproximadamente 44 mil verbetes, que tivemos que listar para consultas on-line”, explica a historiadora. Segundo ela, por se tratar de uma obra muito antiga, todos os verbetes foram escritos tanto na forma antiga quanto na atual, com e sem acentos, para facilitar a consulta.

Por exemplo, a palavra assucar (como era escrita na forma antiga) está disponível também nas versões açúcar e açucar. “Se deixássemos apenas na forma antiga as palavras nunca seriam encontradas, porque as pessoas iriam procurar uma palavra que não conhecem”, explica Márcia Moisés Ribeiro.

O objetivo da digitalização, de acordo com a pesquisadora, é evitar o manuseio do dicionário, que é muito frágil e tem algumas folhas de trapo. Ao todo, são dez volumes de cerca de mil páginas cada um, sendo que todas tiveram que ser fotografadas, em vez de escaneadas. “O dicionário é muito frágil e não pudemos coloca-lo num scaner porque a luz poderia danificar as páginas. Além disso, há todo o problema do manuseio. E nosso principal objetivo é preservar um documento raro.

Este é o segundo dicionário raro digitalizado pelo IEB. O primeiro foi “Medicina Popular”, que também está disponível no site do Instituto. Segundo Márcia, esse primeiro dicionário foi digitalizado como teste, já que era bem mais simples e com apenas dois volumes. Outros cerca de 120 livros raros e manuscritos está digitalizados na íntegra e disponíveis no site.

O IEB continua trabalhando para oferecer novos dicionários raros para consulta, todos relacionados à língua ou à cultura portuguesa. A digitalização do “Vocabulário Portuguez e Latino” contou com ajuda financeira da Biblioteca Guita e do famoso colecionador e bibliográfo José Mindlin. “A idéia do projeto não é a de ganhar dinheiro, e a parceria do IEB com José Mindlin foi feita com a intenção de facilitar o acesso do público a obras raras, de grande utilidade e difícil acesso”, conclui a historiadora. O endereço para consulta é: www.ieb.usp.br/online/

Célia Borges