3 de junho de 2008

PAISAGISMO E JARDINAGEM – Bonsai - como reconhecer um verdadeiro e como cultivar um falso


Cultivar um bonsai não é tarefa fácil, como já vimos nos textos anteriores. É trabalho e dedicação para, no mínimo, 15 anos... geralmente muito mais do que isso. Por outro lado os bonsais estão na moda, e assim é fácil encontrar árvores em miniatura em floriculturas, feiras, e até em supermercados. Antes de escolher, é conveniente fazer uma pesquisa de preços no comércio especializado, e decidir se o que você quer é mesmo um bonsai autêntico, ou se vai se arriscar no cultivo de um falso.

O preço de um bonsai verdadeiro varia de acordo com o tipo de planta, o aspecto estético, a idade e a origem. Uma árvore brasileira adaptada, com 15 anos, pode custar entre R$ 400,00 e R$ 500,00, enquanto um pinheiro negro (japonês) com mais de 80 anos de idade, pode ultrapassar os R$ 30 mil. Entre um e outro, há uma enorme variedade de opções, sendo que o comprador deverá estar sempre atento quanto às condições exigidas pela sua planta, e se terá condições de atende-las. Comprar uma árvore que gosta de sol e condições externas, e coloca-la em ambiente fechado e sombreado, é caminho certo para o prejuízo.

É importante observar que, entre verdadeiros e falsos, existem também os pré-bonsais, miniaturas mais novas, na faixa entre 3 e 10 anos, vendidas em bandejas ou vasos de plásticos, em condições para o plantio definitivo. São adquiridas geralmente por quem já tem alguma prática, e que se dispõe à trabalhar o formato do seu bonsai desde a origem, e vão exigir do jardineiro um acompanhamento intensivo, tanto em termos de poda, quando da adubação e localização em situação ideal.

O bonsai verdadeiro pode ser reconhecido da seguinte forma: 1) verifique se a arvore está firme no vaso e se as raizes apresentam aparência saudável; 2) as folhas devem estar firmes, e não devem cair ao simples toque, além de não apresentarem vestígios de pragas; 3) vasos plásticos e bandejas indicam a condição de pré-bonsais, e as orientações de seu cultivo devem ser exigidas do vendedor; 4) o comerciante deve apresentar todas as informações sobre a planta (uma espécie de pedigree), indicando as características da espécie, procedência, tipo de adubo necessário e demais recomendações de manutenção, além de atendimento pós-venda.

Se o seu objetivo é comprar um bonsai autêntico, pense nele como quem compra uma jóia. Desconfie de preços muito baixos, observe as condições acima, e principalmente não acredite se lhe prometerem que sua planta poderá sobreviver na sombra, porque mesmo aqueles que não exigem sol pleno e abundante, necessitam pelo menos de intensa claridade. O bom senso e o bom gosto também são relevantes, e optar pelo espécime mais bonito e de aparência mais saudável é direito do colecionador.

O jardineiro que gosta de desafios, pode ser arriscar num pré-bonsai. Desde que não se esqueça da dedicação e atenção exigidas. Nesse caso, e no de quem quer um bonsai autêntico, e recomendável estudar um pouco o assunto, seja através de sites especializados da internet, ou de manuais que se encontram facilmente no mercado. Conhecer a história, os formatos e significados, e demais aspectos botânicos e culturais desse cultivo, é um estudo não apenas útil, mas muito interessante.

Há, finalmente, os jardineiros mais corajosos, e que dispõem de menores recursos financeiros (entre os quais, inclusive, eu me incluo), que podem decidir cultivar os chamados “falsos” bonsais. Apesar do adjetivo pejorativo, o fato de serem considerados falsos não significa que não tenham seu valor.

Eles são justamente aqueles que encontramos em qualquer floricultura, feira ou supermercado, e que podemos dividir entre imitações, e os falsos bonsais “assumidos”. As imitações são as mais perigosas, pois é difícil avaliar suas reais condições. Mas tanto elas, quanto os bonsais assumidamente falsos, podem ser cultivados, na base da tentativa, erros e acertos. Uma planta é sempre uma planta, e vale o investimento. É difícil avaliar essas situações, porque sem maiores informações sobre idade e procedência, cada caso é um caso. A receita, nesse caso, é atenção, amor e dedicação, e ver até onde sua plantinha pode chegar.

Alguns falsos bonsais, entretanto, podem dar ao jardineiro tanto prazer quanto um verdadeiro, sendo que alguns deles são inclusive mais bem adaptados para ambientes interiores. É o caso dos Fícus, principalmente das “figueirinhas trançadas”, tão fáceis de se encontrar. Bem menos exigentes, e muito mais resistentes, elas podem proporcionar a quem tem pouco tempo para cuidar, a oportunidade e alegria de ter uma miniatura. Meia sombra e regas duas vezes por semana, são tudo o que é necessário para manter essa plantinha vigorosa, além de podas de três em três meses, procurando dar a ela o formato que se propõe, e que podem ser bem variados.

Verdadeiros ou falsos, o cultivo dos bonsais é sempre motivo de alegrias e prazeres, como aliás, é o cultivo de cada planta que empreendemos. Jardineiros profissionais ou amadores, diletantes ou colecionadores, paisagistas ou simples apaixonados pelas plantas, cada uma delas que projetamos, plantamos e cultivamos, é a nossa forma de homenagear a natureza.

Célia Borges

29 de maio de 2008

ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE - Desperdício Não! Campanha começa dia 6 com exposição na Câmara Municipal


Artistas e artesãos de Resende que trabalham com materiais reciclados estarão expondo seus trabalhos nas mostras paralelas que abrem a campanha Desperdício Não! à partir do próximo dia 6 de junho, no anexo da Câmara Municipal, em Campos Elíseos.

Os trabalhos de artesanato expostos serão aqueles produzidos pelos núcleos e cursos de reciclagem das entidades Pestalozzi, VAP e Faetec. Os artistas são Fátima Porto e Wendell Amorim (curadores da mostra), Marcius Lima (in memorian), Tatiana Ratinetz, Paulo Cavalcanti e Tiago Gomes.

A exposição ao público estará aberta entre os dias 9 e 27 de junho, e nesse período estão previstas várias atividades, voltadas para o intercâmbio com escolas e associações de moradores, entre outras entidades, sobre os mais variados aspectos da reciclagem.

O encerramento está previsto para o dia 27 de junho, com a palestra do biólogo Luiz Toledo de Sá, autor de diversos trabalhos e experiências com reciclagem, e que terá oportunidade de mostrar os detalhes da casa que construiu, nas proximidades de Volta Redonda, com paredes, telhados, cortinas, canalizações e outros componentes que reaproveitou do lixo.

Segundo Fátima Porto, idealizadora do evento, esse conjunto de atividades tem o objetivo de propagar ao máximo possível a “cultura da reciclagem”, atingindo todas as faixas etárias e camadas sócio-econômicas, despertando a população para as vantagens do reaproveitamento do lixo tanto do ponto de vista ambiental quando para o da economia doméstica e comunitária.

“As possibilidades da reciclagem são muito amplas, e no momento não temos recursos para divulgar todas”, comenta ela. “Mas estamos tentando mostrar o máximo possível dentro das nossas possibilidades, tanto ponto de vista da arte, quanto do artesanato. Queremos despertar vocações entre pessoas que possam trabalhar esses materiais, assim como a consciência da comunidade, para dar melhor destinação ao lixo que produz todos os dias”, conclui ela.

Nas fotos, telhado, parede e painel de parede com materiais reciclados, da residência do professor Luiz Toledo de Sá.

Célia Borges

27 de maio de 2008

ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE – Proteja a natureza das pilhas velhas e do óleo de cozinha usado

Alguns resíduos que produzimos como lixo são altamente prejudiciais ao meio-ambiente. Entre os mais nocivos estão as pilhas, que podem espalhar metais pesados e elementos tóxicos durante muitos anos na natureza. E aconselhável que, na medida do possível, adotemos o hábito de usar pilhas recarregáveis. Quanto às comuns, já há uma maneira segura de desembaraçar-se delas quando estiverem gastas: o Banco Real mantém serviço de coleta em todas as suas agências, de onde são encaminhadas aos órgãos públicos responsáveis por sua destinação.

Outro lixo que compromete o meio-ambiente é o óleo de cozinha usado, resíduo comum na maioria das residências, e também produzido em grande quantidade em restaurantes e até em indústrias. Mas, cada litro dele que se recolhe é um ganho na luta pelo equilíbrio ecológico, e a natureza agradece. A região dispõe hoje de um grande número de locais, os chamados Ecopontos, que atendem a essa finalidade.

O óleo deve ir sendo armazenado em garrafa PET, e entregue em algum dos pontos abaixo. Não havendo um Ecoponto próximo à sua casa ou empresa, junte no mínimo 5 litros de óleo usado e ligue para “Disque Viva Óleo” que o carro de coleta irá até o local. O atendimento é feito pelos telefones (24) 3355-0478 e 3355-3937, de segunda à sexta, das 8 às 18 horas.

Ecopontos em Resende: Sede da Agencia do Meio Ambiente (Parque das Águas), Escola Parque Ipiranga, E.M. Sagrado Coração de Jesus, Colégio Salesiano, C.E. Dr. João Maia, E.E. Gov. Roberto Silveira, CIEP 489 Augusto de Carvalho, C.E. Aníbal Benévolo, C.E. Marechal Souza Dantas, C.E. João Medeiros de Camargo, C.
E. Engenheiro Passos, E.M. Augusto de Carvalho, C.M. Getúlio Vargas, E.M. Jardim das Acácias, E.M. José Roberto Sampaio, E.M. Algodão Doce, E.M. Clotilde de Souza Ferreira, E.M. de Educação Especial Rompendo o Silêncio, E.M. Moacir Coelho da Silveira, E.M. Adelaide Lopes Salgado, E.E. Antonio Quirino, Comunidade Céu da Montanha (Mauá), E.M. Professor Carlinhos e E.M. Área de Lazer Julieta Botelho.

Em Itatiaia: C.E. Ezequiel Freire. Em Penedo: Casa do Papai Noel, Sede da CERES, E.M. Sebastião Bernardo da Silva, E.M. Francisco Otávio Xavier. Em Quatis: C.E. Américo Pimenta.

Além desses, outros tipos de lixo trazem danos ao meio ambiente, de forma que é sempre aconselhável estar atento e aproveitar todas as formas possíveis de reciclagem, especialmente em se tratando de resíduos de difícil degradação como garrafas PET, sacos plásticos e embalagens industriais de um modo geral. Cada pequeno esforço, mesmo que seja de uma única pessoa, já estará valendo à pena.

Célia Borges

25 de maio de 2008

PAISAGISMO E JARDINAGEM XVI – Bonsais: cultivando obras de arte (segunda parte)


Bonsais não são plantas como todas as demais. Não basta comprar um espécime, colocar o vaso num canto (ainda que extremamente adequado) e regar de vez em quanto. Bonsais exigem do jardineiro um relacionamento constante, toda a atenção que for possível, e até mesmo uma espécie de ligação afetiva...como uma paixão, ou pelo menos um namoro. Aliás, um longo nomoro.

Em princípio, um bonsai autêntico deve ter mais de 20 anos (a média é entre 30 e 45 anos), podendo, portanto, ser até seu contemporâneo. E se for bem tratado, pode sobreviver à você e chegar aos seus netos. Essa perspectiva de longevidade, e ainda mais de uma miniatura, mostra traços de requinte da cultura oriental onde se originou, há seguramente mais de dois mil anos, assim como traduz o empenho do ser humano em tentar domar a natureza.

Mas, domar a natureza, também significa conhece-la e respeita-la, de forma que, ao comprar um bonsai, é bom estar preparado para ser conquistado por ele, admira-lo e corteja-lo, no sentido de adivinhar suas necessidades, e atende-las. Quanto mais jovem, maiores serão suas exigências até chegar à plenitude. A cada aniversário da sua plantinha, viçosa e saudável, comemore. É sinal de que você fez por merecer. E de que está valendo à pena o investimento.

O custo é proporcional ao tipo de planta e à idade, sendo que uma espécie importada com 15 anos chega à mil reais, e uma adaptada, entre R$ 500 e R$ 700. Para a faixa de 30 anos os valores dobram, sendo que, à partir daí, cada caso é um caso, e não há limites de preço, considerado-se principalmente o resultado estético obtido pelo mestre. Há excelentes bonsais entre R$ 2 mil e R$ 6 mil. Entre R$ 10 mil e R$ 30 mil é possível comprar uma verdadeira jóia. Quanto mais belo, mais harmônico, mais perfeito, mais caro. Por um lado, é como comprar uma obra de arte. Por outro, é como comprar uma obra de arte que nunca vai ficar pronta, se você não cuidar dela.

Estudar a localização adequada e providenciar as podas necessárias são os primeiros pontos para quem quer cultivar bonsais, como já tratamos na primeira parte dessa série. O bom gosto artístico de cada um é opcional, mas pode fazer grande diferença no resultado, assim como a disposição para observar a natureza, ao ar livre, em sua plenitude, pode ser inspiradora na hora de dar personalidade ao seu bonsai.

Outras providências são (1) ter ferramentas nos tamanhos adequados, quanto menores melhor, ainda que tenha que improvisar, entre elas garfo, gancho, tesouras e vários tipos de alicates; (2) procurar no mercado os produtos adequados para adubação, nutrição e controle de pragas, considerando que as pequenas dimensões do bonsai exigem dosagens específicas desses recursos (inseticida natural, cicatrizante, NPK 10-10-10 e vitaminas para as raízes); (3) observar o comportamento de sua planta para determinar a quantidade de regas, mudança de localização, e exposição às condições naturais mais adequadas para que permaneça sempre saudável.

Os bonsais mais jovens, provavelmente, vão exigir replantio, para transferi-lo do vaso de treinamento para o vaso definitivo ou quando se observar crescimento excessivo das raízes. É importante ter-se em mente o formato que se quer dar: existem vários estilos herdados da tradição oriental, de acordo com o formato do tronco, dos galhos e das folhagens. No bonsai maduro, é importante respeitar esse formato, mas no mais jovem, você pode interferir, e modifica-lo ao seu gosto. Para conhecer todos esses estilos, existem alguns pequenos manuais nas lojas, e você poderá pesquisar através da internet. Na próxima postagem estarei escrevendo sobre os mais populares.

O replantio começa com a escolha do vaso e a preparação do substrato cuja composição mais indicada é 50% de terra granulada de cupinzeiro (ou equivalente adquirido em lojas), 50% de pedriscos de rio (3mm) e brita bem fina (2mm). O fundo do vaso sobre o furo de drenagem deve receber uma camada de tela, fixado de preferência por arame de cobre e coberta por uma parte do pedrisco; coloca-se um pouco do substrato novo até a metade do vaso, acomodando a planta em seguida, depois de ter desbastado as raízes; completa-se com o restante do substrato, dando acabamento com uma fina camada de pedriscos ou de musgo.

Essa manutenção é indicada principalmente na primavera (mas apenas nos bonsais mais jovens e quando houver necessidade). O trabalho de dar formato ao tronco e aos galhos pode contar com a ajuda de arames flexíveis, enrolados com firmeza mas não muito apertados para não estrangular a planta no processo de crescimento. Para alguns formatos mais simples, pequenas ripas de bambu e barbante grosso podem ser suficientes, desde que consigam manter a planta na posição desejada.

O cultivo de bonsais encerra também alguns mistérios e segredinhos, sobre os quais escreverei no próximo e último texto sobre o assunto. Como os estilos e as espécies para eles indicadas, os macetes para se identificar a idade dos bonsais e algumas fórmulas para adubação.

Célia Borges

24 de maio de 2008

JORNALISTAS DA REGIÃO REUNEM-SE SÁBADO NA UBM

Jornalistas da região sul-fluminense estão confirmando REUNIÃO COM DIA DE SINDICALIZAÇÕES para o próximo dia 31/05, sábado, às 16 horas, no 4º andar (no local haverá indicação da sala) do Prédio V do UBM.

Na pauta:

1. Informes dos municípios e lutas regionais

2. Informe dos Congressos Estadual e Nacional dos Jornalistas

3. Eleição do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do RJ

- participação, propostas e indicação de nomes para compor a chapa

4. Sindicalizações

Líder do movimento, Álvaro Brito informa que estará no local a partir de 14 horas para conversar e receber as sindicalizações dos colegas que não puderem esperar a reunião. Pela manhã, de 10 às 12h30 horas, estará na sala 401-A do prédio V, onde poderá também receber sindicalizações, para quem só tiver disponibilidade pela manhã.

A mobilização da classe é importante, entre outros fatores, pela necessidade de conquista de maiores respeito e valorização profissionais, para que se possa exigir o cumprimento da legislação vigente pelas empresas de comunicação e outros aspectos formais. Mas não menos oportuna para que se reflita sobre a nossa influência e responsabilidade como cidadãos.

Célia Borges