23 de setembro de 2009

PAISAGISMO E JARDINAGEM – Iris: belas e efêmeras, mas podem florir por toda a estação





As Iris (neomárica cândida) são algumas das mais belas e exóticas flores brasileiras, que encontram na primavera seu período de floração. Suas flores lembram alguns tipos de orquídeas terrestres, e por isso são frequentemente com elas confundidas. As folhas tem a forma de lâminas cumpridas, brilhantes e dispostas à partir da raiz, na forma de um leque irregular. As inflorescências aparecem na ponta dessas folhas, daí abrindo flores brancas, com manchas azuladas, as pétalas dispostas em torno de um miolo, onde tons marrons, amarelos, azuis e arrocheados formam desenho extravagante, lembrando pelagem de tigre.
As Iris são muito recomendadas para compor canteiros e jardineiras altos, pois seu crescimento chega a 60 cm de altura. Ela aprecia uma boa umidade, embora não resista ao encharcamento, exigindo assim cuidado com as regas. Muito resistentes, se bem cuidadas e dispondo da umidade necessária, elas podem durar bastante, sendo entretanto recomendado o replantio, ou anualmente durante o inverno, ou pelo menos uma vez cada dois anos. O replantio é uma boa ocasião para reproduzir mudas, que podem ser obtidas pela simples separação das touceiras, mantendo-se uma parte das raízes em cada nova muda.
Uma boa quantidade de luz é indispensável para o sucesso do seu cultivo, e quanto mais luminosidade, maior a quantidade e exuberância da floração. O sol direto e por muitas horas, entretanto, deve ser evitado. As adubações e transplantes devem ser feitas no final do outono e nos primeiros meses de inverno. Durante a floração, as regas regulares, pelo menos a cada dois dias, vão favorecer seu prolongamento. As flores duram apenas um dia, mas com os cuidados adequados, elas podem se repetir duas a três vezes por semana, e continuar assim por mais de três meses.
Além da “neomárica candida”, espécie nativa do Brasil também conhecida como Iris-da-praia, existe outra espécie de Iris nativa do Brasil, a “neomárica caerulea”, também conhecida como falso-iris ou Iris-azul devido à coloração de suas flores, e ainda duas espécies européias, a Iris germânica, de cor azul forte a roxa, e o Iris amarelo, “Iris pseudacorus”. Há ainda uma espécie de Iris aquática, a “Iris spuria”, de flores completamente brancas.
Célia Borges

PAISAGISMO E JARDINAGEM – Um novo orquidário em Penedo







Os apreciadores de plantas em geral, e os apaixonados pelas orquídeas em particular, acabam de ganhar um presentinho para esta primavera: está funcionando, desde agosto, um novo orquidário em Penedo, o ORQUIDEASPENEDO, oferecendo ao público grande variedade de tipos e espécies, das mais conhecidas até algumas bastante raras.
O orquidário, com suas cerca de 800 espécies, já existe há alguns anos, mas só há poucas semanas abriu os portões para exposição e venda. Além de orquídeas floridas e mudas, ele oferece também grande quantidade de produtos adequados ao cultivo, como cachepôs de madeira reciclada, substratos à base de fibra de côco, ferramentas, adubos orgânicos e inseticidas naturais.
A paixão da família Barretti, proprietária do orquidário, por essas tão belas e exóticas flores, começou há cerca de oito anos, quando Roberto Barretti construiu a primeira estufa, a pedido da esposa, Anna Maria, para abrigar algumas orquídeas que ela ganhara de presente do pai e da avó. Desde então o interesse, o estudo e a coleção cresceram tanto, que a abertura do orquidário ao público aconteceu quase como uma conseqüência natural. Hoje eles dividem os cuidados com o filho Marcos (foto).
Antes mesmo de estar aberto ao público, o ORQUIDEASPENEDO já vinha fornecendo suas flores para diversas lojas, restaurantes e outras empresas, de Penedo e de toda a região. Com uma clientela cada vez maior e mais fiel, têm sido possível trabalhar com tão grande variedades de espécies, inclusive com algumas das mais raras, exóticas... e caras. Algumas chegam a custar R$ 200 reais o exemplar.
Além da exposição e venda, o orquidário oferece cursos gratuitos sobre “Orquídeas, sua cultura e seu cultivo”, em períodos a serem divulgados oportunamente. E embora só esteja funcionando atualmente aos sábados e domingos, visitas em outros dias podem ser agendadas pelo telefone (024) 3351-3253. O site é o orquideas@orquideaspenedo.com.br e endereço de e.mail orquideaspenedo@gmail.com.
Célia Borges

21 de setembro de 2009

RESENDE HISTÓRICA: O Timburibá não é só uma lenda: eles existem, e nós os apresentamos aos leitores





Apesar do dia nublado, e da tarde chuvosa desse 21 de setembro, alguns de nós, “apaixonados pela Natureza”, não nos deixamos intimidar pelo mau tempo, e saímos em campo no primeiro dia da primavera de 2009, para identificar alguns dos Timburibás remanescentes em Resende. Meus companheiros nesse empreendimento foram a artista plástica e “multi-mídia” Fátima Porto, a bióloga Tânia Vieira e o Daniel, da Oka Timburibá. É a nossa forma de homenagear o município, que faz aniversário nessa estação, e dar um presentinho aos leitores interessados no assunto, que vêm nos prestigiando, cobrando e incentivando desde o início da nossa pesquisa, que já dura vários anos.
O Timburibá é considerado, do ponto de vista histórico, a árvore símbolo de Resende. E para muitos conhecedores da cidade, já vinha sendo, há tempos, dada como extinta. Aproveito para dedicar esse trabalho ao nosso “mestre em cultura”, Claudionor Rosa, cuja curiosidade e inquietação me desafiaram à pesquisa e ao empenho. E para agradecer à Kátia Quirino, pelas contribuições e incentivo. Tudo começou com uma simples pergunta: “Existem ainda Timburibás em Resende?” Como muitos mistérios da natureza, a resposta era simples, e que estava ao alcance dos nossos olhos... e só faltava, para desvendá-la, comunicação e conhecimento.
A Lenda do Timburibá, registro da presença dos índios puris na região, é também um dos mais conhecidos capítulos do folclore de Resende. E a existência de um frondoso Timburibá, nas imediações do cemitério, no Alto dos Passos, é um fato histórico que conta com os testemunhos de historiadores e cronistas da época, segundo os quais as famílias da cidade costumavam reunir-se sob sua copa monumental, para piqueniques aos domingos. Existem inclusive narrativas de um temporal, que no início do século XX teria sido responsável pela queda da tão marcante, hospitaleira e estimada árvore, tida por muitos como o último exemplar dos timburibás no município.
Aceitei o desafio do Claudionor Rosa, feito através Kátia Quirino, numa época em que fazia curso de Paisagismo no Senac/Resende. A primeira pista veio em cerca de dois meses, através de uma colega de curso, Patrícia Marques Paraguassu, que localizou uma nota através do Instituto Plantarum, onde encontrei referências botânicas e fotos: sob o nome científico de “Enterolobium contortisiliquum”, lá estava o nosso misterioso Timburibá. Logo em seguida adquiri uma coleção da Editora Europa, em cinco volumes, onde encontrei, no das árvores, a confirmação das referências botânicas anteriores. Procurávamos uma árvore frondosa, indicada para parques e locais espaçosos, capaz de atingir até 35 metros, e com uma copa proporcional à tal altura. Olhávamos para cima, procurando velhos e frondosos timburibás, esquecendo assim de procurar exemplares mais novos, e mais à altura do nosso olhar...
Uma das dificuldades para a identificação do Timburibá é justamente essa. Ao contrário dos velhos timburibás centenários, que predominam no imaginário popular, as árvores existentes e identificadas não são tão antigas e frondosas. Os exemplares que encontramos podem ter menos de 30, e até menos de 20 anos, e entre oito e dez metros de altura, por isso foi indispensável identificá-los por fatores como os frutos, que lhe emprestam nomes populares como “orelha de macaco”. Além disso, no local onde se estão as três primeiras, encontram-se disfarçadas entre mangueiras e angicos, sendo que essa última espécie apresenta diversas semelhanças, como o tipo de folhagem e de flor, que podem facilmente induzir o observador leigo à confusão.
Alguns leitores desse blog puderam acompanhar, e outros tantos até participaram ativamente, das pesquisas em torno do Timburibá. As postagens e correspondências estão devidamente registradas, para quem quiser conferir. Mas só há cerca de dois meses consegui informações objetivas. Diante da curiosidade dos leitores, estou empreendendo pesquisa sobre as espécies botânicas nativas da região, e onde encontrar exemplares e mudas. Fui dar no Horto de Furnas, onde entre muitos assuntos, a técnica responsável, bióloga Tânia Vieira, garantiu a existência de exemplares de Timburibá, tanto em Resende quanto em Itatiaia. Poucos dias depois, o biólogo Paulo José Fontanezzi, presidente da Agencia de Meio Ambiente de Resende, confirmou a informação, e inclusive a localização dada por Tânia Vieira, da existência de três exemplares do Timburibá, nos canteiros da pista secundária da Via Dutra, sentido SP-Rio, para quem entra em direção à Aman.
Nesse 21 de setembro, saímos em campo para conferir, e mostramos nas fotos anexas, os quatro Timburibás que identificamos, sendo três no local acima referido, e um quarto, no Parque Zumbi, nas margens do Rio Paraíba do Sul, próximo aos fundos do clube CCRR. Uma parte da missão foi cumprida. Mas como nossos leitores, queremos saber, e divulgar mais... por isso, aguardem uma próxima postagem com mais detalhes sobre essa árvore, que significa tanto para a nossa cultura, a nossa história e o nosso meio ambiente. Agora que sabemos quem ela é, e onde está, podemos lutar em melhores condições, para preservar sua espécie, e reproduzindo-a, impedir a sua extinção.
Célia Borges

15 de setembro de 2009

ITATIAIA HISTÓRICA – Luis Carlos de Aquino, primeiro prefeito de Itatiaia – “In memoriam”


Faleceu no dia 2 de setembro de 2009, o primeiro Prefeito Municipal de Itatiaia, Luis Carlos de Aquino, eleito no primeiro pleito após a emancipação do município, realizado em 16 de abril de 1989, e empossado no dia 1º de junho daquele mesmo ano. Sua candidatura ocorreu de última hora, em substituição ao então candidato Noel de Oliveira, cuja candidatura havia sido impugnada pouco antes da eleição. Natural de Itatiaia, e muito querido na cidade, embora tenha passado a maior parte da sua vida adulta fora do município, foi eleito com grande facilidade, usando o apelido com o qual era conhecido na cidade, “Picolé”.
Sua atuação à frente da Prefeitura de Itatiaia foi digna de nota, e tendo encontrado o novo município em estado precário, conseguiu em três anos e meio realizar uma grande quantidade de obras de infra-estrutura, melhorar as condições de educação e saúde, deixando a cidade com uma imagem muito diferente daquela que encontrara: ruas calçadas, pontos de ônibus cobertos, rede de águas pluviais, melhoramentos inclusive nos bairros mais afastados, foram aspectos que melhoraram a qualidade de vida da população.
Descendente de uma tradicional família do município, Luis Carlos de Aquino nasceu em Itatiaia em 15 de novembro de 1926, filho de Jurandyr Reis de Aquino e Irene Borges Corrêa de Aquino. Cursou o primário no grupo escolar Dr. João Maia, em Resende, e o ginasial no Colégio São Joaquim dos Padres Salesianos, e no Liceu Nossa Senhora Auxiliadora, ambos em Lorena. Cursou o científico nos colégios Pedro de Toledo e Colégio do Estado, ambos em são Paulo. Formou-se em Direito pela Sobeu, em 1973.
Em 1946 ingressou na Companhia Siderúrgica Nacional, onde fez carreira, ocupando diversos cargos administrativos, até aposentar-se em 1979. Foi também Assessor e Secretário de Administração da Prefeitura de Resende, antes da emancipação de Itatiaia. Sua vida profissional foi pautada pela competência e dedicação, tendo sido sempre reconhecido pela capacidade de trabalho e organização.
Foi casado com Léa Rangel de Aquino, com quem teve os filhos Jurandyr Luis Rangel de Aquino, Isabel Cristina Aquino Correia e Ronaldo Rangel de Aquino. Posteriormente foi o companheiro de Márcia da Silva Oliveira, com quem teve o filho Carlos Luis Oliveira de Aquino, atualmente com nove anos.
Luis Carlos de Aquino costumava se definir como “um administrador na política”, e essa circunstância, de ter se dedicado muito mais aos aspectos administrativos do que aos políticos, lhe valeram algum reconhecimento, mas também muita compreensão e adversidades. Tanto que apesar de ser admirado e respeitado pelo trabalho á frente da administração municipal, não conseguiu mais eleger-se, nem a prefeito, em 96, nem como vereador, em 2004.
Algumas das mais importantes obras do Prefeito Luis Carlos Aquino, em Itatiaia, foram a construção do Colégio Municipal Ana Elisa Gregori, concluída no fim de seu mandato e inaugurada pelo prefeito seguinte; a pavimentação de avenidas e ruas do município, chegando a mais de 42 mil m²; a conservação das áreas verdes, com o plantio de árvores e manutenção dos bens existentes; ampliação das redes de esgoto, águas pluviais e distribuição de água; expressivas melhorias nos atendimentos de saúde; construção da Pré-Escola e da Creche municipais; investimentos maciços na educação do município.
Célia Borges

ACADEMIA ITATIAIENSE DE HISTÓRIA APROVA NOVO ESTATUTO E ELEGE DIRETORIA PARA 2009/2011




A Academia Itatiaiense de História realizou, no último sábado, dia 12 de setembro, às 15 horas, a sua Assembléia Geral, no plenário da Câmara Municipal de Itatiaia, quando foi aprovado o novo Estatuto da entidade, e eleita a diretoria e o Conselho Fiscal para o biênio 2009/2011.
Para a diretoria, em chapa única, foram reeleitas a presidente, professora Alda Bernardes de Faria e Silva, a vice-presidente Angela Maria da Silva, o Diretor Secretário Carlos Lima, e eleito como Diretor Financeiro, Paulo Zikan. Os suplentes são Ednamara Maia Gouvêa Keller e Lílian Pereira Flóres.
Para o Conselho Fiscal foram eleitos Moacir de Castro Rodrigues, Adilson Luis da Silva e Marlene Modesto, como titulares, e como suplentes, José Carlos de Souza e Silva e Anamaria Dille de Medeiros e Albuquerque.
Estiveram presentes na Assembléia, além dos integrantes da diretoria e do Conselho Fiscal, os sócios Rosa Maria Cotrim Barcellos, Cel. Lauro Amorim e sra. Olga Amorim, Consuelo Rosa, Eliana Gouvea, Rui Camejo e essa cronista.
Célia Borges