7 de agosto de 2009

CONFERÊNCIA DE COMUNICAÇÃO DO SUL FLUMINENSE


Se você é pessoa atenta ao exercício da cidadania, então, por favor, preste atenção: como etapa preparatória da I Conferência Nacional de Comunicação – convocada por decreto presidencial de 17/4/2009, e com realização prevista para os dias 1, 2 e 3 de dezembro em Brasília – será realizada nos proximos dias 14 e 15 de agosto a Conferência de Comunicação do Sul Fluminense, com atividades respectivamente no Centro Universitário de Barra Mansa e na Câmara Municipal de Volta Redonda.
A Conferência Nacional de Comunicação poderá ser uma oportunidade para que a população do país, através das suas entidades civis organizadas, possa participar e opinar sobre as políticas públicas no âmbito da comunicação, influindo em decisões sobre temas como a soberania, a liberdade de expressão, regionalização, inclusão social, diversidade cultural, diversidade religiosa, convergência tecnológica, entre outras questões que estarão na pauta.
A Conferência de C omunicação do Sul Fluminense começa no dia 14, no Salão Nobre do Centro Universitário de Barra Mansa (UBM,) com solenidade de abertura às 18h30, e o debate sobre o tema “A Importância da Conferência Nacional de Comunicação para a Sociedade”, às 19 horas, reunindo como debatedores convidados a deputada federal Cida Diogo, membro da Comissão Organizadora da Conferencia Nacional, do Juiz João Batista Damasceno, especialista em Direito da Comunicação, professor Marcos Dantas, da Escola de Comunicação Social da UFRJ, e a jornalista Oona Castro, do Coletivo Interventores de Comunicação Social.
A Comissão Organizadora da conferência do sul fluminense está convidando os representantes de órgãos públicos e entidades representativas da sociedade civil, movimentos sociais e sindicais, assim como de veículos comerciais e sociais de comunicação social, para participarem desse encontro, que terá, no dia 15, na Câmara Municipal de Volta Redonda, a seguinte programação: 8h30m – Credenciamento; 9 horas – Aprovação do Regimento Interno; 9h30 – Painel: “Comunicação: o que temos e o que queremos”, tendo como convidados Marcos Dantas, Oona Castro, Clube de Engenharia, Noely Godoy (ICRP), Cláudia Abreu (Comunicativistas), Tião Santos (Viva Rio) e Arpub.
Na parte da tarde, após intervalo para almoço, estão programadas à partir das 13h30 as atividades dos Grupos de Trabalho sobre os temas Políticas Públicas Locais de Comunicação (funcionamento, gestão, produção, difusão e acesso)”, “Marco Regulatório e Instrumentos de Controle Público e Social”, “Comunicação Pública, Comunitária e Livre (formação de redes)”, “Convergência Digital e Inclusão”, e “Comunicação, Cultura e Direitos Humanos: mídia e produção de subjetividade”.
A realização da I Conferência Nacional de Comunicação, que é uma resposta aos anseios de uma grande parcela da sociedade brasileira, preocupada com as questões éticas, econômicas, sociais e culturais referentes ao setor, vêm sendo cercada de dificuldades, como uma radical redução do orçamento a ela dedicado. Um dos principais esforços das comissões organizadoras à nível regional, em apoio à comissão nacional, é justamente a mobilização da sociedade, de forma a garantir sua realização com ampla participação, e consequente legitimidade das propostas apresentadas por seus representantes.
Quem quiser se informar melhor sobre o assunto, pode acessar o site do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação, no endereço eletrônico www.fndc.org.br. O FNDC vem produzindo cartilhas e outros materiais de divulgação, esclarecendo sobre os diversos aspectos, temas e possibilidades da I Conferência Nacional de Comunicação.
Célia Borges

5 de agosto de 2009

SAÚDE – Rejeição à carne de frango pode ter explicação científica


O tema dessa matéria é resultado, em grande parte, de experiência pessoal, e gostaria de alertar aos meus leitores de que não tem, rigorosamente, qualquer fundamentação científica. Ela foi reforçada, entretanto, por mensagem que vem circulando na internet, o que demonstra que o assunto vem ganhando espaço no inconsciente coletivo.
Há algum tempo, eu mesma e uma grande amiga, de constante convivência, temos manifestado uma aparentemente inexplicável rejeição por comidas preparadas com carne de frango. Essa carne, que durante muitos anos foi constante na nossa dieta, inclusive pelas infinitas variações de receitas de “canja”, que gostávamos de experimentar, foi ficando cada vez menos agradável ao nosso paladar.
Curiosamente, tenho verificado uma certa incidência desses casos, embora não tenha me dado ao trabalho de registrar cada um deles, por ter relegado a questão ao terreno das coincidências. Pode ser que, através dessa postagem, mais pessoas se manifestem à respeito. Costumamos dar pouca importância aos caprichos dos nossos apetites, mas sobram estudos para demonstrar que, frequentemente, eles refletem necessidades do nosso organismo. Como a vontade de açúcar, quando se tem hipoglicemia...
Há muitos anos um grande amigo meu rejeita sistemáticamente a carne de frango, sob o argumento de que os hormônios nela contidos seriam projudiciais á sua masculinidade. Sempre levamos, seus amigos, essa atitude por conta de seu caráter, bastante peculiar. Mas recentemente, comecei a dar atenção aos seus argumentos, diante da minha própria experiência. Reforçada agora por uma mensagem recebida via internet, cuja origem não tenho como me certificar.
ASAS DE FRANGO, ISSO É PERIGOSO – O texto, em tom dramático, que prefiro não reproduzir, fala da experiência pessoal de uma mulher que, depois de remover um sisto no ovário, teve reincidência. O médico perguntou se ela seria consumidora de asinhas de frango, tendo comentado que os frangos geralmente recebem as injeções de esteróides – destinados a apressar seu crescimento – nas regiões da asas e do pescoço, onde as dosagens de hormônios ficariam, consequentemente, mais concentradas.
O uso de produtos químicos, sejam hormônios, adubos ou inseticidas – ou até outros que nem sequer imaginamos – encontram-se disseminados, especialmente nos paises pobres ou em desenvolvimento, onde o contrôle dos seus efeitos é desprezado, na busca de maior produtividade. As consequências dessas políticas estão longe de serem avaliadas, especialmente com relação aos seus efeitos sobre a saúde de quem consome tais produtos.
Recentemente fomos alertados, em ampla campanha, de que o consumo de ovos só deve ser feito após seguro processo de cozimento, para se evitar contágio por “salmonella”, incontrolável nos produtos de granja, ou seja, nas produções intensivas. Sobre a qualidade da carne de frango, as autoridades de saúde pública não se manifestaram, o que não nos exime de estrita atenção, se estamos preocupados com a nossa saúde.
É lamentável que não possamos confiar no controle daquilo que consumimos, ficando expostos, assim como nossas famílias, aos mais variados tipos de problemas, que podem ir de uma simples alergia, até o risco de contrair um câncer. E se não nos restar outra defesa, podemos e devemos, pelo menos, estar atentos às reações dos nossos próprios organismos, quando pedem ou rejeitam tais ou quais alimentos. Consultar os médicos e narrar seus sintomas é sempre uma esperança, mas respeitar os caprichos, limites e imposições do próprio organismo, é um passo importante na manutenção da saúde.
Célia Borges

PAISAGISMO E JARDINAGEM – O centenário de Roberto Burle Marx


Hoje comemoram-se os 100 anos de nascimento de Roberto Burle Marx. Uma data memorável, dentro e fora do Brasil, e uma data muito especial para paisagistas, botânicos e jardineiros, país afora, toda uma geração para a qual ele foi inspiração e exemplo. Um revolucionário no paisagismo, foi também um artista talentoso como ceramista, gravurista, tapeceiro, designer de jóias, pintor e músico.
Burle Marx deixou a marca peculiar do seu talento, originalidade, genialidade mesmo, em tudo o que fez. Sua visão modernista foi matéria prima para a criação de alguns dos mais extraordinários projetos paisagisticos do país, transformados em verdadeiros cartões postais, emprestando sua identidade ao conceito de “arte brasileira”. Por esses, e outros projetos em diversos países, recebeu os títulos de “Doutor honoris causa” da Academia Real de Belas Artes da Holanda e do Royal College of Art, da Inglaterra, ambos em 1992. No ano anterior, 1991, o Museu de Arte Moderna de Nova York dedicara à ele sua primeira exposição de paisagismo.
EXPOSIÇÃO COMEMORATIVA – As comemorações pelo centenário de nascimento de Burle Marx começaram em dezembro passado, com a abertura da exposição “A Permanência do Instável”, que permaneceu até março no Paço Imperial do Rio de Janeiro, e montada posteriormente no Museu do Ibirapuera, em São Paulo. A mostra, com curadoria de Lauro Cavalcanti, é composta de 335 itens, revelando as várias áreas de atuação do artista, inclusive como autor de cenários e figurinos para peças de teatro e óperas.
Através dessa exposição é possível conhecer a trajetória desse contemporâneo, parceiro e amigo de Oscar Niemayer, autor dos projetos de paisagismo de obras tais como o Aeroporto da Pampulha, em Minas Gerais, do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, e do Eixo Monumental de Brasília. Também é dele o projeto original do paisagismo do Parque do Ibirapuera, que nunca chegou a ser completado. Seus jardins foram executados em cerca de 20 países.
DADOS BIOGRÁFICOS – Roberto Burle Marx nasceu em 5 de agosto de 1909, em São Paulo, quarto filho do alemão Wilhelm Marx e da pernambucana Cecília Burle. Em 1913 a família muda-se para o Rio de Janeiro, onde a proximidade com o mar e outras paisagens, além da influência da mãe, dedicada à jardinagem, e do pai, assinante de revistas estrangeiras de paisagismo, contribuiriam para incentivar seus talentos naturais. Entre 1928 e 1929, vive com a família um período na Alemanha. Na volta, em 1930, ingressa na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro.
Em 1932 Burle Marx assina seu primeiro projeto de paisagismo, para a família Schwartz, no RJ, e em 1934 assume a Diretoria de Parques e Jardins de Recife, onde tem oportunidade de projetar praças e jardins públicos. Em 1937 cria o primeiro Parque Ecológico do Recife. Nos anos que se seguem, realiza pesquisas botânicas, recolhendo espécimes pelo país. Em 1949, adquire um sítio em Guaratiba, RJ, com área de 365 mil metros quadrados, onde iria abrigar sua notável coleção de plantas, e também uma boa parte da sua produção artística.
Entre 1953 e 1961 projeta os jardins da Cidade Universitária do Fundão, do Aeroporto da Pampulha, do Parque do Ibirapuera, do MAM-RJ, do Eixo Monumental de Brasília e do Aterro do Flamengo. Em 1968 faz o paisagismo da Embaixada do Brasil em Washington, EUA, e em 70, o do Palácio Karnak, sede oficial do governo do Piauí. Em 1971, recebe a Ordem do Rio Branco, do Itamaraty, em Brasília. De sua rica biografia, impossivel de ser sintetizada nesse espaço, vale lembrar que, já com mais de 70 anos, coordenou uma expedição científica à Amazonia, através da qual um grupo de botânicos, arquitetos paisagistas e fotógrafos percorreram mais de 10 mil quilômetros, em 53 dias de exaustiva observação, coleta de espécies, documentação, catalogação e embalagem de plantas vivas.
Pioneiro em tantos aspectos, Burle Marx foi também um homem desprendido, que em 1985 doou seu sítio, e todo o seu acervo, ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN. Sua vida e obra têm sido alvo de inúmeros estudos, pesquisas, e publicações, e valem serem conhecidas, tanto por interessados nos assuntos, quanto por leigos que queiram conhecer melhor a história da arte no Brasil. Roberto Burle Marx faleceu no Rio de Janeiro, em 5 de junho de 1994, depois de ter projetado mais de 2.000 jardins.
Com admiração e respeito.
Célia Borges

4 de agosto de 2009

ENCONTRO REUNIU JORNALISTAS ASSESSORES DE IMPRENSA EM QUATIS





A suspensão de exigência de diploma de nível superior para o exercício da profissão, recentemente decidida pelo STF, e os preparativos para a Conferência Nacional de Comunicação, programada para dezembro próximo, foram os principais temas debatidos durante o último fim de semana – 31/07 e 1 e 2/08/2009 - no Encontro Regional de Jornalistas em Assessoria de Comunicação, realizado no município de Quatis, RJ, e que reuniu mais de 100 profissionais da área, dos diversos municípios do Rio de Janeiro. Também foram discutidos o fim da Lei de Imprensa, o mercado de trabalho e os limites éticos para as assessorias politicas e as dos órgãos publicos, entre outros assuntos.
O EREJAC 2009 foi promovido pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio de Janeiro, com o apoio da FENAJ – Federação Nacional dos Jornalistas – tendo na Comissão Organizadora os jornalistas Maria Magdalena e Ruth Ferreira, respectivamente vice-presidente e diretora do sindicato, Àlvaro Brito, representando o FENAJ, e o delegado sindical Igor Abreu. O evento foi realizado no Hotel Fazenda Bom Retiro, com apoio da Prefeitura Municipal de Quatis. A sessão da abertura, na sexta, contou com a presença de autoridades, entre as quais o prefeito José Laerte d´Elias, que deu as boas vindas aos participantes. Ainda na sexta os jornalistas Cláudio Monteiro, Maria Madalena e Cláudia Abreu conduziram o painel “Assessoria de Imprensa: o jornalismo passa por aqui”.
A programação de sábado começou com o tema “A crise internacional e o mercado de Assessoria: superar com criatividade”, tendo como mediadora Ruth Ferreira e os convidados Mário Souza, diretor de Comunicação da Prefeitura de Niterói; Levi Gama, da agencia de publicidade CLG, de Volta Redonda; e Edgar Fonseca, publicitário e jornalista, editor do jornal Diz, de Niterói. Ainda na parte da manhã foi realizado o painel sobre “Eleições 2010: Assessoria Politica”, mediado por Maria Madalena e com a participação de Maurício Duarte, assessor de imprensa do TER-RJ e Osvaldo Maneschy, assessor de imprensa do Ministério do Trabalho no Rio de Janeiro.
Na parte da tarde, após o almoço, o painel foi sobre “Fim da Lei de Imprensa, fim do Diploma: e nós, aonde vamos?”, tendo como mediador o jornalista Nilo Sérgio, e convidados Cláudio Souza Neto, Conselheiro Federal da OAB; Sergio Murilo de Andrade, presidente da FENAJ; e a deputada federal Cida Diogo. Os debates sobre o tema foram acalalorados, revelando as dificuldades que vêm sendo enfrentadas para a realização da Conferência Nacional de Comunicação, diante das pressões políticas e das entidades patronais.
A última etapa do encontro foi dedicada às reuniões dos cinco Grupos de Trabalho, que discutiram e apresentaram relatórios sobre os temas CONFECOM (Conferência Nacional de Comunicação), O Mercado de Assessoria, Assessoria no Serviço Público, Lei de Imprensa e Diploma, e Assessoria Política. Após a Plenária Final, foi realizada uma festa de confraternização. No domingo houve a entrega dos certificados de participação, campanha de sindicalização e um churrasco de despedida, que contou mais uma vez com a presença do prefeito de Quatis, José Laerte.
O EREJAC 2009 foi o 16º encontro da categoria dos Assessores de Imprensa, e sua realização foi uma oportunidade de debate, intercâmbio e confraternização, que veio atender aos anseios da classe, num momento em que os profissionais do jornalismo no Brasil enfrentam um dos maiores desafios de sua história, tanto pela suspensão da exigência de diploma para o exercício profissional, quanto por outras questões de ordem política, ética, social e cultural. A necessidade de união e organização foi um dos aspectos enfatizados em vários momentos do encontro, revelando as dificuldades que as lideranças encontram para a mobilização da classe, em defesa tanto dos seus interesses profissionais quanto aos destinos do país.
Célia Borges

3 de agosto de 2009

KÄRRI RYHMÄ TRAZ DANÇA FOLCLÓRICA AO CLUBE FINLANDIA, SÁBADO, DIA 8



O Clube Finlândia vai brindar os moradores e visitantes de Penedo, neste sábado, com a apresentação do Kärri Ryhmä, grupo de danças folclóricas vindo da Finlândia. Esta será mais uma atividade cultural promovida pelo clube, que faz parte da programação comemorativa dos 80 da colonização finlandesa em Penedo. O grupo se apresenta às 21 horas, como atração de abertura do tradicional baile.
O Kärri Ryhmä é um grupo de grande tradição na Finlândia, e vêm se apresentando desde a década de 1950, sem interrupções. Seu nome tem origem na dança Kärri-Ukko – o velho puxador de carroças – que eles consideram ironicamente apropriado, já seus integrantes não são jovens, embora alegres e enérgicos: alguns dançarinos atuais já o integram desde os anos 70, e a maioria possui históricos de dezenas de anos de dança.
Embora tenha incluido no repertório algumas variações das danças folclóricas, o Kärri tem seu principal foco nas danças mais tradicionais. O grupo se apresenta regularmente em festivais, seja na Finlandia, seja em outros países da Europa, América e Austrália. A equipe regular é atualmente composta por vinte dançarinos, que ensaiam semanalmente.
O Kärri é dirigido por Antti Savilampi, e o músico permanente é Vesa Kari, com seu acordeão, sendo os ensaios na Associação de Jovens de Munkkivuori. Na apresentação desse sábado, no Clube Finlandia, o Kärri vai dividir o salão com o Penedon Kanssantanssin Ystävät – Amigos da Dança de Penedo – tradicional grupo local, que assim vai receber seus colegas da Finlandia, proporcionando um espetáculo de integração e confraternização entre o Brasil e a Finlandia, através da dança.
Célia Borges