13 de maio de 2010

PROJETO CERCANIAS - Rechuan manifesta preocupação com desapropriações em Itatiaia



O prefeito de Resende, José Rechuan, em audiência em Brasília na terça-feira, dia 11, com o ministro chefe da Secretaria de Relações Institucionais do Brasil, Alexandre Padilha, e acompanhado de outros seis prefeitos dos estados de São Paulo e Minas, manifestou preocupação com a medida do governo federal que prevê desapropriações de hotéis e residências localizadas na parte baixa do Parque Nacional do Itatiaia. A notícia foi veiculada durante a semana, pelo jornal Diário do Vale.
Segundo a matéria, Rechuan declarou: “Viemos manifestar que somos contra a determinação, que logicamente afeta mais Itatiaia, contudo irá atingir toda a região em seu entorno. O nosso entendimento é que a preocupação e o posicionamento das prefeituras da região são legítimos, visto a possibilidade de prejuízos à vida das pessoas que moram há vários anos no Parque e construíram seu patrimônio dentro do local. Além disso, existem riscos diretos á economia da Região das Agulhas Negras, motivo pelo qual achamos que o assunto precisar ser rediscutido”.
O texto do Diário do Vale sobre o assunto é bastante detalhado, e ainda está acessível à leitura na edição on line do jornal, que recomendo ao leitor que preza sua cidadania e gosta de se manter informado sobre a atuação das administrações da nossa região. Transcrevo apenas mais um trecho, com o comentário do prefeito Rechuan sobre o encontro: “Saimos da audiência com a certeza de que a discussão em torno do assunto terá continuidade dentro do governo federal. Acredito que vamos ter êxito no nosso pedido”. Segundo a matéria, o próximo passo será uma audiência com representantes do Ministério do Turismo.
Com esse posicionamento claro, e a prioridade dada ao assunto – tanto o Projeto Cercanias quanto a questão das desapropriações – o prefeito Rechuan ampliou sua competência como uma promissora liderança regional, mostrando uma visão ampla sobre as questões que envolvem o conjunto de municípios no projeto, num total de quinze prefeituras, em três estados – RJ, Minas e São Paulo. Atitude aliás coerente com a sua administração, que vem sendo ativa na implantação de seus projetos, e agindo mesmo sob o risco de errar. Uma administração atuante, e não paralizada, como muitas que se vêem por aí.
É animador ver o prefeito de Resende assumindo com tamanha disposição uma iniciativa como o Projeto Cercanias, criado sob a expectativa do desenvolvimento integrado desses municípios, sob os pontos de vista econômico, social e cultural. Levar a questão das desapropriações no Parque Nacional do Itatiaia com tanta firmeza ao governo federal, é atitude corajosa e que merece respeito. Se é verdade que cada povo tem o governo que merece, então a população de Resende está de PARABÉNS!!!
Célia Borges

9 de maio de 2010

AUMENTO DO IPTU DE ITATIAIA - Nesta segunda, ás 9h, população de Itatiaia faz manifesto em frente à Prefeitura



Os aumentos impostos à população de Itatiaia nos carnês do IPTU desse ano, estão causando grande insatisfação, e começam a provocar algumas mobilizações de grupos de moradores. Nesta segunda, às 9 horas da manhã, está programada uma manifestação na Praça Mariana da Rocha Leão, em frente á sede da prefeitura, reunindo a população do Centro e dos bairros vizinhos, além de quem mais queira participar.
Na quinta-feira, dia 6 de maio, mais de 50 moradores de Penedo reuniram-se no Clube Finlândia, para discutir com advogados as medidas cabíveis para reverter tais aumentos, que em alguns casos chegam a mais de 1.000%. A maioria dos aumentos está na faixa de 100%, mas algumas propriedades estão sendo alvo de cobranças bem maiores.
Em todos os bairros de Itatiaia, moradores que já receberam seus carnês do IPTU de 2010 estão considerando os valores das cobranças exorbitantes. No caso dos moradores do Penedo que participaram da reunião da quinta-feira, a decisão foi que cada um entrará individualmente com pedido de revisão na Secretaria Municipal de Finanças, e ficará aguardando decisão antes de pagar o imposto. No caso da decisão ser negada, eles poderão entrar na justiça, de forma individual ou coletiva.
Os moradores do centro do município, que não tiveram orientação jurídica, estão se mobilizando na perspectiva de uma revisão de todos os carnês, e cobrando justificativas para os critérios desse aumento. Nessa região, os novos valores ficaram em média 50% mais altos que no ano anterior, mas com grande impacto na população por atingir justamente a população mais pobre.
Célia Borges

5 de maio de 2010

IMAGENS DE ITATIAIA – Esperanças frustradas por um governo sem rumo



A eleição do empresário Luis Carlos Ferreira Bastos para prefeito de Itatiaia no ano passado, renovou as esperanças da população, já cansada da alternância no poder de administrações incompetentes e comprometidas com a politicagem local, que condenaram o município à estagnação. Mas, passados dezesseis meses, as esperanças deram lugar à frustração, já que pouca coisa mudou, e a velha cartilha continua sendo seguida: muita promessa e pouca realização.
O prefeito segue reclamando que não tem dinheiro, mas como não há transparência na prestação de contas, não temos como saber. As reuniões que vêm sendo realizadas à título de prestação de contas do secretariado, são informadas em cima da hora e de forma a evitar que a população realmente compareça, fiscalize e cobre. No entanto, se o leitor/eleitor/morador atento se der ao trabalho de acompanhar a publicação de atos oficiais, já terá motivos de sobra para desconfiar de, senão malversação do dinheiro público, pelo menos numa inexplicável inversão de prioridades.
É compreensível que o poder público municipal tenha suas dificuldades financeiras, é justificável que não dê para resolver todos os problemas do município ao mesmo tempo. Mas não é razoável que a administração tenha começado atirando para todos os lados, prometendo “mundos e fundos”, e passados tão poucos meses já consiga demonstrar tanta inércia, tanto descaso e omissão.
Diversos Conselhos Municipais foram renovados ou reativados... mas continuam não funcionando. O cidadão de Itatiaia continua tendo que ir se consultar em unidades de saúde do município vizinho de Resende. A Educação pode estar razoável, mas até onde se saiba, nada brilhante. A Secretaria de Obras não tem dinheiro nem para tapar buracos, e as reivindicações da população demoram semanas, senão meses, para serem atendidas. Volta e meia falta água, e a água que vem é de qualidade duvidosa na maioria dos bairros. E a Secretaria de Meio Ambiente, ao que se sabe, não tem recursos para operar e cumprir suas responsabilidades.
A lista de problemas não solucionados é quase tão grande quanto a lista de projetos municipais que foram lançados, divulgados, mas não saíram do papel. A área de Assistência Social parece ser a campeã nesse tipo de projeto. À essa somem-se os projetos da vice-prefeita Gilda Molica, que vinha se empenhando em iniciativas também de cunho social, como para aumentar e melhorar a reciclagem de lixo, e formação de cooperativas profissionais, e que foi exilada da administração juntamente com seus projetos.
Como os governos federal e estadual, a atual administração municipal parece acreditar que basta criar projetos e divulgá-los, para satisfazer a população. Mesmo que não tenho a menor intenção de levá-los adiante. E assim, segue semeando promessas, e produzindo frustrações.
No início de março o prefeito anunciou que pôs em dia as contas públicas, pagou e negociou dívidas federais e estaduais, e que assim o município está novamente habilitado a receber verbas. O que pode ser bom. Ou talvez, nem tanto assim. Depende de como o dinheiro vai ser gasto. Há contratos, como o da publicação de atos oficiais, que beira o escândalo, e que precisam ser revistos. Os funcionários públicos, assim como a população, devem se manter atentos ao que acontece no IPREVI. Seria interessante também que se identificasse o secretariado do município, apontando quais são os cargos, os titulares e os seus salários, para evitar, quem sabe, a existência de algum secretário fantasma. Saravá!!!!
Célia Borges

PROJETO DE TEATRO GESTO CRIATIVO EM ITATIAIA



As atividades do Projeto de Teatro Gesto Criativo estão sendo retomadas, e a coordenadora, professora Cláudia Hartung, informa que as oficinas são abertas à comunidade e gratuitas, respeitando o critério de idade para inscrições nas turmas.
O projeto está sendo desenvolvido desde o segundo semestre do ano passado, atendendo a alunos da rede municipal à partir dos oito anos. Atualmente as aulas acontecem no Teatro Oswaldo Mota, às segundas de 8h30 às 10h30 para a faixa de 8 a 10 anos; terças, das 8h30 às 11h, para a faixa de 10 a 12 anos; quartas, das 19 às 22h, para maiores de 18 anos, e sextas, das 14h às 17hs para a faixa de 13 a 17 (esta está com inscrições esgotadas).
Também estão sendo realizadas aulas em Penedo, na Escola Municipal Fernando Otávio Xavier, às segundas, das 14 às 17 horas, para a faixa de 10 a 14 anos, e na Vila Flórida, na Escola Municipal Léa Duarte Jardim, às sextas, das 8h30 às 11h, também para a faixa de idade de 10 a 14 anos.
Segundo a coordenadora, as atividades das oficinas visam o desenvolvimento das habilidades artísticas à partir da linguagem teatral, tendo como conteúdos a expressão corporal e verbal, a improvisação, a interpretação e a dramaturgia.
Além dos conteúdos específicos das artes cênicas, também é proporcionado ao aluno o contato com outras formas de manifestações artísticas, incluindo a educação musical, apreciação de obras de arte e o resgate da cultura popular, através dos contos, lendas e brincadeiras folclóricas.
Célia Borges

25 de abril de 2010

PAISAGISMO E JARDINAGEM – Clima seco exige cuidados especiais com plantas de vasos e canteiros


As mudanças climáticas que temos observado, com fases de chuvas excessivas alternadas com períodos de seca, exigem de nós atenções especiais com as plantas de vasos e canteiros, onde a umidade precisa ser controlada para lhes garantir a sobrevivência. Nas últimas semanas enfrentamos períodos de pouca umidade do ar – quando o normal é 60%, temos tido nas grandes cidades, como Rio e São Paulo, índices menos do que 30% - que afeta nossa saúde e também as necessidades dos vegetais.
Nessa época do ano, meados do outono, já é normal reduzir-se a freqüência das regas, pois que o clima geralmente mais frio reduz a evaporação. Mas, se a temperatura permanece alta como agora, e a unidade relativa do ar em índices tão baixos, é preciso que adaptemos nossos conceitos, para oferecer às plantas aquilo que elas precisam: água, muita água, e na medida do que for necessário, e que só pode ser medido pela observação.
As regas de outono costumam ser satisfatórias numa freqüência de duas à três vezes por semana, mas nas atuais circunstâncias, essa quantidade deve ser aumentada para dia sim dia não, dependendo da planta e do tamanho da vaso. Recipientes menos – vasos, jardineiras ou canteiros – tendem a perder a umidade mais rapidamente, daí a necessidade de maior freqüência nas regas durante os períodos de clima seco. As chuvas, mesmo que não caiam diretamente sobre as plantas, umidecem o ar, reduzindo a necessidade das regas.
As plantas mais exigentes com a água são aquelas que precisam mais atenção nessas circunstâncias, devendo-se sempre estar atento às condições de umidade nos vasos. Como manter os pratinhos cheios de água pode atrair insetos e promover a multiplicação de mosquitos como o da dengue, o ideal é colocar pedriscos nos espaços vazios, e só então encher de água, o que ajuda a manter a umidade de forma saudável.
Outro recurso para manter a umidade é cobrir os espaços vazios de vasos e canteiros com alguns tipos de cobertura, como casca de pinus, palha de arroz ou milho, argila expandida ou outros materiais, como pedriscos coloridos, inclusive alguns muito decorativos. Cobrindo-se os espaços de terra dessa maneira, também contribuímos para manter a umidade por mais tempo.
Vivemos num tempo em que os ciclos climáticos estão em transformação, então é recomendável que consultemos os manuais de paisagismo e jardinagem, mas dando desconto sobre as situações que podemos observar, diariamente em nossos próprios jardins e quintais. As orientações que eles trazem podem ser válidas, mas nada vai substituir a sensibilidade de cada um, ao cuidar de suas plantas.
Célia Borges