12 de outubro de 2008

LIVROS – “O Planalto do Itatiaia” de Helton Perillo Ferreira Leite




Uma das melhores surpresas do ano em termos de livros sobre a região é o recém lançado Planalto do Itatiaia – Região das Agulhas Negras, do Engenheiro Agrônomo Helton Perillo Ferreira Leite. Montanhista, e ex-alpinista, o autor não se limitou apenas a mostrar alguns dos mais exuberantes aspectos da mata, como discorre sobre geologia, flora, fauna, clima e preservação.
A obra, impressa em papel reciclado, contem 130 fotos e mapas coloridos, além de 234 páginas de texto, onde Helton Perillo compõe um verdadeiro guia para estudiosos e visitantes, com a descrição das trilhas, orientação sobre mapas, ensino do uso da bússola e do GPS. O conteúdo apresenta também informações históricas sobre o Parque Nacional, e um roteiro de informações sobre unidades de conservação.
O aspecto didático do livro não o torna enfadonho. Ao contrário, a seqüência de informações contribui para facilitar a compreensão e torna-lo ainda mais interessante. Há apresentação e comentários sobre a identificação de novas espécies, e a descrição detalhada da maior parte dos acidentes geográficos, trazendo informações inéditas sobre esses e outros aspectos, torna-o atrativo até mesmo para quem já conhece a região.
Filho de um engenheiro agrônomo e de uma professora de geografia a artista plástica, Helton Perillo atribui à família sua inspiração na luta pela divulgação e preservação da natureza. Ele esclarece ainda: “O Parque do Itatiaia é muito extenso, e tem uma ecologia muito complexa. Neste trabalho, limitei-me a descrever o planalto, foco maior dos meus interesses e região menos conhecida do público”.
Sobre o livro, o autor diz ainda: “Alem das minhas impressões pessoais, tentei traduzir a essência de algumas teses acadêmicas. De algumas, muito específicas, retirei poucos esclarecimentos. De outras, mais amplas e focadas em aspectos menos herméticos, aproveitei muito. Para completar, incluí experiências próprias e até umas páginas de memórias do alpinismo brasileiro, bem como algumas “dicas”
práticas. O texto pretende ser simples e conciso. As fotos, o mais natural possível. O livro tenta abordar apenas o essencial, o imprescindível. Itatiaia é muito mais amplo.”
Célia Borges

10 de outubro de 2008

ELEIÇÕES – Que tal aproveitar a virada e passar a cobrar mais dos vereadores eleitos?

O despertar dos eleitores - e a virada na escolha dos novos prefeitos de Resende e Itatiaia - é um fato político digno de análises mais especializadas. Não é o meu caso, já que escrevo como jornalista, mas também, e principalmente, como cidadã. Torci intimamente, e fiquei satisfeita com os resultados. Mas também acho que ainda é cedo para comemorações exageradas, já que não é justo nem razoável esperar que os novos prefeitos sejam, sozinhos, os salvadores dos nossos municípios. Nem os únicos responsáveis pelas melhorias nas nossas condições de vida.
A administração pública municipal, para ser competente e eficiente, depende muito do desempenho do Poder Legislativo, ou seja, das Câmaras e dos vereadores. Os dois governos municipais atuais se caracterizam por uma estreita – e por isso mesmo, para o cidadão, possivelmente incômoda e inconveniente – aliança entre Executivo e Legislativo. Juntos, eles fazem o que querem, mesmo que à revelia dos interesses da população. E gastam o nosso suado dinheirinho, naquilo que lhes interessa.
Não vou entrar nos méritos dos absurdos que nos assolam, como os de desperdícios de recursos públicos, porque isso é assunto para uma grande reportagem, que eu mesma gostaria de fazer. Nem vou entrar nos méritos dos nomes escolhidos para a próxima vereança, porque isso também merece uma análise à parte. O fato é que elegemos um grupo de cidadãos como nossos representantes, e a obrigação principal deles é exatamente essa: a de nos representar.
Isso deveria significar também que a nossa opinião – e a nossa responsabilidade como cidadãos – não acaba no momento em que depositamos nossos votos na urna, ou quando conferimos a relação daqueles que foram efetivamente eleitos. Tendo ou não votado nos que se elegeram, é preciso, é necessário, é indispensável, que continuemos a exercer nossos direitos, cobrando deles uma representação à altura da nossa confiança.
O produto do trabalho dos nossos vereadores, nos últimos anos, avaliado em conjunto, fica abaixo de medíocre. As poucas iniciativas relevantes, do ponto de vista do interesse da comunidade a que deveriam servir, geralmente são pobres, mal feitas, e sem continuidade. Ao invés de exercerem suas verdadeiras responsabilidades, acham que dando uma esmolinha ou outra do seu farto orçamento para a cultura, para o atendimento social ou para o esporte, é suficiente para “lavar” as suas consciências.
Essa política “da idade da pedra”, essa ótica clientelista, precisa ser modificada, ao custo de ficarmos marcando passo indefinidamente. Não elegemos vereadores para ficarem discutindo nomes de ruas. Não elegemos vereadores para ficarem apenas negociando seus interesses pessoais a troco de voto para os projetos do Executivo. Não elegemos vereadores para encerrar as sessões legislativas com 15 ou 20 minutos, por falta de presença ou por falta de assunto.
Enquanto as prefeituras estão prestes a passar por uma renovação, nas Câmaras Municipais a continuidade está mais ou menos garantida, com a reeleição de uma boa parte dos vereadores (menos em Resende, mais em Itatiaia). O que significa que, para mudar alguma coisa, o cidadão vai ter que continuar na sua luta. Freqüentar as sessões, por exemplo, é uma boa sugestão para nos mantermos informados sobre o que eles fazem, e principalmente, sobre o que eles não fazem e deveriam estar fazendo.
A pressão pode funcionar muito bem quando está em votação alguma proposta de interesse coletivo. A presença de público, geralmente tão rara, pode influir em decisões cruciais sobre a nossa vida. E dificulta a cumplicidade entre os poderes. Estamos acostumados a deixar tudo passar ao largo, como se não nos dissesse respeito. Mas é assim que os políticos que tanto detestamos, encontram espaço para fazer suas tramóias. E a única forma de atuarmos efetivamente é participando de todas as etapas daquilo que diz respeito à nossa cidadania.
Se não lutarmos pelos nossos interesses à nível municipal, quem vai nos representar à nível estadual e federal? Por isso é que eu acho que, mesmo a contragosto, deveríamos nos revezar em plantões nos plenários das Câmaras, em dias de sessão. Deveríamos criticar o que consideramos errado, cobrar resultados em todos os níveis da administração, fazer valer nossos direitos constitucionais...
Se nós continuarmos sendo cidadãos acomodados, desinteressados do que fazem aqueles que nos representam, vamos acabar não tendo nem mesmo de quem, nem a quem reclamar...
Célia Borges

7 de outubro de 2008

ELEIÇÕES: Milagre!!! Milagre!!! Parece que dessa vez o eleitor acordou!!!!

Os resultados das eleições municipais em Resende e Itatiaia não deveriam ser tão surpreendentes à luz da razão, porque afinal, parece que se elegeram os melhores candidatos. Mas, considerando o panorama político que vinha se desenrolando na última década, não seria exagero dizer que eles foram, realmente, uma surpresa. Surpresa principalmente para os candidatos derrotados, que acreditaram que continuar fazendo uso da máquina administrativa para obter votos seria garantia suficiente para a vitória e a continuidade no poder.
Embora não tenha tido oportunidade de acompanhar de perto, acredito que a apuração em Resende tenha sido das mais emocionantes, disputada urna a urna, e com o resultado indefinido até o último momento. Não sei se, em algum momento, a turma da situação chegou a comemorar vitória, mas não duvido. Apesar dos sintomas das últimas semanas, parece que o atual prefeito não acreditava que fosse perder. Havia a perspectiva de uma margem apertada. Mas perder?!?!?! Até sem bola de cristal sou capaz de jurar que eles não esperavam por isso.
Pelos ecos da comemoração, parece que nem o prefeito eleito e sua equipe esperavam por essa. O foguetório que costuma marcar a conclusão do pleito, dessa vez foi tímido. A chuva, aliás torrencial, não contribuiu para reunir multidões, e parece até ter acalmado os ânimos dos descontentes. A vitória apertada da oposição parece ter criado uma espécie de anti-climax. A notícia, se não ganhou o troar dos alto-falantes, correu pela cidade na base do boca-a-boca. Correu como rastilho do pólvora. Na segunda-feira pela manhã todos já sabiam, mas muitos ainda tinham dificuldades em acreditar. Como eu mesma!!!! Sinceramente, essa vitória pra mim teve gosto de milagre...
A polarização entre os dois principais candidatos foi indiscutível, e consumiu mais de 90% dos votos válidos, sendo que a votação dos demais candidatos foi irrelevante. Juntos, os dois outros candidatos – Stagi e Esch - não chegaram a 5% do total dos votos apurados. E tudo estaria dentro do previsível, se não fosse a virada promovida por pouco mais de 1000 eleitores. O que significa, afinal, que cada pequeno votinho fez uma grande diferença...
Enfim, é assim que se exerce a DEMOCRACIA. A opinião popular, dessa vez, prevaleceu sobre os interesses pessoais. Foi por pouco... mas foi. Por pouco é melhor do que por nada. O eleitor parece estar dando um basta à era da acomodação, à era do voto útil... O cidadão resolveu arriscar. Se dessa vez não acertar, pelo menos não estará incorrendo na repetição do erro. É melhor arriscar num erro novo, do que se continuar insistindo nos erros antigos.
A voz do eleitor resendense mostrou ao prefeito que não adianta mais ficar três anos ausente, e aparecer para mostrar trabalho no último ano antes da eleição. O povo já não está tão fácil de enganar. Também não adianta promover embelezamento de última hora na cidade, na ilusão de que vai continuar a enganar o eleitor desavisado. Aquela politicazinha mesquinha de antigamente, dessa vez não deu resultado. A avaliação popular mostrou que chega de politicagem, de empreguismo, e de acomodação por parte das autoridades.
Com relação à Itatiaia, a surpresa não foi tão grande, mas ainda assim foi considerável. As pesquisas, formais e informais, já mostravam o crescimento do candidato Luis Carlos Ypê, que aliás, na eleição anterior, ficou em segundo, depois de fazer “suar a camisa” do atual prefeito, que ganhou por margem relativamente pequena, naquela oportunidade. Dessa vez a administração medíocre, o nepotismo, e outras mazelas da atual administração parecem ter sido decisivas na opinião do eleitor itatiaiense, que optou pela renovação.
Os futuros prefeitos dos nossos dois municípios são políticos estreantes, sem mandatos anteriores, e vão ter a oportunidade de mostrar que a renovação, na política, é importante, senão indispensável. O eleitorado da região demonstrou uma surpreendente vitalidade, apostando nessa renovação. Vamos esperar que ambos estejam à altura da confiança que neles foi depositada. A responsabilidade de mudar os velhos hábitos da política, de concessão aos interesses econômicos em detrimento dos sociais, do pouco caso com a educação e cultura, com a saúde e com a segurança...
O eleitor, dessa vez, já fez a sua parte. Agora vamos esperar que nossos prefeitos eleitos façam as deles. Só nos resta torcer para que dessa vez a escolha tenha sido acertada. Afinal, o sucesso deles será o nosso sucesso também...
Célia Borges

22 de setembro de 2008

ACADEMIA ITATIAIENSE PROMOVE EXPOSIÇÃO DE ARTES

A Academia Itatiaiense de História está promovendo, entre os dias 25 à 27 de setembro, a sua já tradicional exposição de artes, que acontece sempre na época da primavera. A mostra, dessa vez com tema livre, reune dez artistas do município, e ficará na Galeria do Centro Comercial de Itatiaia 1, entre 9 e 17 horas.
Os artistas participantes da X Expoita são Maria Consuelo Rosa, Dagmar de Resende, Elizabeth Pereira Adão, Maria Helena Guimarães, Dulce de Barcelos Gjorup, Rosa Maria Cotrim de Barcellos, Luiz Felipe de Lima, Odete Alvarenga, Maria do Carmo Silva e Adilson Luiz da Silva.
A realização da exposição mostra o esforço da presidente da entidade, professora Alda Bernardes de Faria e Silva, no sentido de incentivar a cultura e promover as manifestações de arte no município. A professora Alda vem se desdobrando também para concretizar a instalação do Museu do Café de Itatiaia, para o qual a prefeitura está desapropriando uma antiga casa junto à Praça Mariana Rocha Leão.
Célia Borges

19 de setembro de 2008

DEFESA DO CONSUMIDOR – Como enlouquecer, tentando transferir uma linha telefônica

As empresas de telefonia, no Brasil, sempre foram campeãs de reclamações por parte dos consumidores. Mas com o advento da telefonia celular, o aumento da concorrência, mudanças de donos das companhias e outras circunstâncias, era de se esperar que esse panorama tivesse mudado. O que se constata, entretanto, é que quanto mais tecnologia, piores os serviços. E maiores os problemas e dificuldades do consumidor.
A minha novela é um bom exemplo disso: o caso é que vou me mudar, em cerca de duas semanas, e para não deixar tudo para a última hora, resolvi consultar a empresa de telefonia fixa da nossa área, para saber da disponibilidade de uma linha no meu novo endereço. Isso no dia 15/09. Precisava, antes de mais nada, de informação. Se ainda não é cliente, digite um; ou disque pausadamente o número do telefone para o qual deseja serviço. Quando ligo para o número do famigerado SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor), primeiro tenho que digitar o número da minha linha atual. Até aí, tudo bem...
Se quer isso, disque tal, se quer aquilo, disque aquilooutro... E segue a ladainha com dúzias de opções que não te interessam, até que finalmente você consegue “falar com um dos nossos atendentes”. A voz, atenciosa, e com carregado sotaque nordestino, me explica que precisa transferir a ligação para o setor encarregado de mudança de endereço. E me joga de novo na ladainha do disque isso, disque aquilo. Quatro opções que não atendem ao que eu quero – um pedido de informações – e apenas a última oferecendo mudança de endereço, mas imediata. Não quero mudança imediata, quero me informar, consultar, programar...
Mas enfim, como só me oferecem isso, resolvo arriscar. Outra simpática atendente nordestina, e depois de ouvir minhas dúvidas e pedido de informação, se oferece para fazer uma simulação do local onde vou morar. Nooooossa!!! Finalmente, acho que vou conseguir o que queria!!! Mas a moça volta dizendo que não conseguiu localizar o logradouro!?!?!?! Me pergunta se conheço outra pessoa residente na mesma rua que já tenha telefone, para ela usar como referência. Mas eu não sei!!! Ainda nem me mudei!!! Agradeci a atenção, prometi me informar melhor e desliguei. Desisti!!! No momento, pelo menos!!!
No dia seguinte, inquieta ante a possibilidade de não ter linha telefônica no meu novo endereço, resolvi consultar o catálogo telefônico regional. Outra cilada!!! Vou morar ao lado de um colégio, e é licito esperar que o colégio tenha telefone. Mas a lista, ao contrário daquelas de antigamente, tão pesadas, chega a ser anoréxica. Na forma e no conteúdo. O município de Itatiaia se encontra resumido em menos de duas páginas, e não há um único telefone daquele colégio, nem de qualquer outro!!!!! Mesmo assim consigo localizar dois números de telefone na mesma rua... Enfim, renovam-se as esperanças, e eu decido tentar novamente.
Dia 16/09, e eu recomeço a minha maratona para garantir uma linha telefônica no meu novo endereço. Ligo pro SAC, digito a linha atual, e para encurtar caminho, vou logo para Mudança de Endereço, mesmo correndo o risco com a condição imediata que me é imposta, mas na expectativa de obter uma nova simulação. Sou atendida por um simpático Tiago, ainda com sotaque carregado do nordeste, a quem explico todos os passos anteriores, inclusive a localização de duas linhas telefônicas na minha rua. E solicito uma simulação, para ver se há disponibilidade de mais uma linha.
Dessa vez, a resposta foi rápida, e o jovem retorna confirmando a existência de linha disponível. Pergunta se quero a transferência imediata, e repito a situação, de que só vou me mudar no dia primeiro de outubro, e que portanto, antes disso, não haverá morador no local para a instalação da linha. Ele me diz que não tem problema, que pode programar a instalação à partir do dia que eu quiser. Mas insisto que não posso cancelar a linha atual por enquanto, porque justamente por me achar em mudança, vou necessitar muito dela. Meu interlocutor garante que não há problema, e que a linha antiga só será desligada ao mesmo tempo, ou logo após a nova ser instalada.
Fiquei feliz. Após alguma demora, consegui saber inclusive qual seria o número do meu novo telefone, o que facilitaria a etapa de transição. Insisti nas datas e prazos, e após tudo respondido à contento, não contive a minha curiosidade de perguntar: de onde é que você está falando? E o atendente responde, após certa hesitação: de Fortaleza. Pra quebrar o gelo, elogiei a cidade, da qual, aliás gosto mesmo muito. E me despedi, agradecida, certa de que havia conseguido resolver pelo menos um item na minha lista de providências para a mudança. No fundo, também procurava justificar a dificuldade daqueles funcionários que, de lá de Fortaleza, não poderiam entender mesmo muito bem a geografia do interior do Rio de Janeiro.
Mas minha alegria durou pouco. Algumas horas depois, ao tentar fazer uma ligação, descubro que meu telefone está mudo. Liguei pelo celular – felizmente também tenho um da mesma companhia do fixo – para o SAC, e quando pedem o número da linha para a qual quero serviço, digito o da linha atual. Resposta: “Este telefone encontra-se desativado”. Ligo de novo, digitando o número do futuro telefone. Toca, toca, e ninguém atende. É claro, o silêncio do outro lado parece dizer: “Essa linha ainda não foi instalada”. Muda e queda, tento não arrancar os cabelos, enquanto penso num solução para esse impasse: para a companhia telefônica, entrei no limbo; misteriosamente, deixei de existir!!! Cansada demais para reagir, decidi deixar passar mais um dia...
Acordo no dia 17, sem poder cumprimentar minha afilhada pelo aniversário – ela mora em BH, e ligação de celular para interurbano fixo é cara demais!!! – e pensando numa solução para o meu problema. Resolvo apelar para os amigos. Um me atende pelo celular, muito bravo, dizendo que meu telefone bloqueou o dele. Que ligou pra mim na véspera, e que além de eu não ter atendido, depois disso o telefone dele ficou mudo. Arrepio na espinha, começo a suspeitar de que essa situação é produto das “artes do além”. Mas como não sou de “dar bola” para maus espíritos, resolvi levar meus direitos de cidadã ao pé da letra, e liguei para a Anatel.
O número está na conta, a ligação é gratuita. Você precisa passar antes por uma sabatina para se identificar, precisa dizer seu problema sinteticamente, senão o atendente não te entende (desculpem a cacofonia!!!), e depois de muitas explicações e retificações, ele te informa que a reclamada tem CINCO dias para se manifestar. Enquanto isso, você fica sem telefone, e que se dane. Felizmente, uma amiga minha intercedeu ao mesmo tempo, e dando o número do telefone dela para o serviço (e correndo, sabe Deus que riscos!!!) pediu socorro para mim.
Com duas reclamações ao mesmo tempo, sendo uma da Anatel, tive o privilégio de receber uma ligação no dia 18, na qual outra simpaticíssima criatura me explicou a seqüência de mal entendidos, que culminaram no desligamento do meu telefone. O tão simpático Tiago, de Fortaleza, esqueceu de digitar um campo no seu relatório... enfim, a nova simpática me afirmou que ia cancelar o pedido de mudança de endereço, que ia tentar religar a minha linha em 24 horas (já se passaram 30, e nada!!), e que quando faltarem dois ou três dias para a mudança, aí sim eu devo pedir a transferência de endereço. Sem garantia de quantos dias vão levar para concretizar o serviço...
Enfim, para garantir um telefone, consegui ficar sem nenhum... quer dizer, tenho três celulares, mas sempre tem um sem bateria, outro sem crédito, e outro segurando o resto da barra, inclusive agora do fixo que não funciona....
Deixo maiores comentários para a próxima crônica. Agora, confesso, estou cansada demais...
Célia Borges