4 de março de 2008

ARTES, ARTISTAS E EXPOSIÇÕES - I

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Luiza Ramagem na coletiva das Pintoras de Resende do projeto Câmara Cultural
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A artista plástica Luiza Ramagem é uma das pintoras convidadas para expor na mostra que homenageia as pintoras da região, como parte do projeto Câmara Cultural. Carioca, mas visitante encantada por Mauá desde a juventude, reside em Resende há cerca de 25 anos. Várias vezes premiada nos Salões da Primavera do Museu de Arte Moderna de Resende, possui diversas obras catalogadas neste museu. Em sua formação, foi aluna do Instituto Brasileiro de Belas Artes (Parque Lage) e dos professores João Salgueiro (história da arte), Hélio Rodrigues e Maria Tereza Vieira.
Com cerca de trinta exposições em seu currículo, teve seu trabalho mostrado em 2005 no Museo Francisco P. Moreno, em Bariloche, na Patagônia argentina. Em 2007 participou da mostra comemorativa dos 80 anos da Associação Comercial, Agropecuária e Turística de Resende (Aciar) e na coletiva do acervo do MAM-Resende.
Mais conhecida por suas colagens, onde reúne magia, misticismo e metafísica, ora em cores delicadas, ora em tons mais exuberantes, Luiza incursiona, em seus novos trabalhos, no óleo sobre tela, técnica para onde leva sua sensibilidade e preocupação sobre os desígnos do ser humano.


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Afrodite e A Mulher e sua Unidade Cósmica

Borboletas e Percepções

Caminhos da Luz e Vigília Transcendente

Entidades e O Homem e sua Unidade Cósmica

I - CRIAR UM JARDIM

Este é o primeiro de uma série de textos que vou postar sobre paisagismo e jardinagem, com eventuais incursões na botânica e ciências afins. Não gosto de publicar textos de outros autores, menos ainda sem autorização deles, mas não resisto a transcrever o texto que se segue, por considerar que é uma das mais brilhantes introduções que já li sobre o assunto. É lindo, é poético, é exatamente tudo o que gostaria de dizer. A titulo de retribuição, este texto é a introdução do livro O Mundo dos Jardins, uma obra linda em todos os aspectos, de autoria de Marina Schinz. Meus agradecimentos a ela, pelo texto e pelo livro maravilhoso que produziu.
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CRIAR UM JARDIM
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"Criar um jardim é buscar um mundo melhor. Em nosso esforço para aperfeiçoar a natureza, somos guiados por uma visão do paraíso. Quer o resultado seja uma obra-prima da horticultura ou apenas um modesto recanto vegetal, ele se baseia na expectativa de um futuro glorioso. Essa esperança de futuro está no cerne de toda a jardinagem. Quem trabalha o solo precisa fazer uma previsão com algumas semanas de antecedência ou imaginar o jardim no ano seguinte, pois a maioria dos jardineiros está convencida de que a melhora está a caminho. Portanto, a jardinagem é um exercício de otimismo. Às vezes é a vitória da esperança sobre a experiência."

"Ainda que todas as formas de jardinagem sejam válidas, nem todos os resultados podem ser considerados uma realização artística. Para que um jardim seja um prazer estético, é preciso um cérebro que planeje a estrutura e escolha o conteúdo. Como assinalou Russel Page, a idéia, ou mesmo o tema, deve vir em primeiro lugar. O tema pode ser qualquer coisa: um padrão geométrico, um grupo de plantas, uma característica da paisagem já existente – uma árvore, um muro, uma massa d’água – ou um conceito arquitetônico, com espaços demarcados. Se o tema for realçado e bem sucedido, se a idéia for clara, se a composição do volume, da forma, da cor for boa, se a plantação resulta num conjunto harmonioso, pode-se dizer que o jardim é uma obra de arte."

"Enquanto que a jardinagem básica – fazer crescer as plantas – é fácil, criar uma obra-prima é bem mais difícil. Há muitos fatores em jogo. O solo, o clima, o momento oportuno de cada ação e a viabilidade do trabalho têm que ser levados em conta. Os jardins nunca ficam prontos. Estão sempre fluindo, e seu momento de perfeição é efêmero. Captar essa visão, como uma fotografia, é fixar aquele breve momento de esplendor."

3 de março de 2008

NARCISA AMÁLIA (1852-1924)

Narcisa Amália é uma poeta resendense por definição, até porque sua produção literária ficou bastante restrita ao período em que viveu aqui. Sua importância para a literatura brasileira, entretanto, vai muito além dessa definição, porque ela foi pioneira não apenas pelo fato de ter sido uma das primeiras jornalistas brasileiras, e a primeira a se profissionalizar como tal, mas também por ter sido uma das primeiras mulheres do Brasil a romper com o preconceito do que era considerado masculino e feminino, abordando temas e explorando assuntos que até então eram considerados exclusivamente de homens. Poeta brilhante, alvo dos comentários dos mais respeitados críticos da época, que entretanto, na maioria, estranhavam o fato dela não se limitar ao romantismo amoroso que se esperava de uma literatura feminina.
Antes dos dezoito anos já editava o jornal A Gazetilha e colaborava no Garatuja, publicando suas poesias também no Resendense, e divulgando suas idéias vanguardistas, contra a escravidão e a favor do regime republicano, enfatizando a condição submissa, imposta à mulher pela sociedade conservadora da época. Admiradora de Castro Alves e Victor Hugo, sua principal inspiração era a liberdade, e seu sonho era de que, num futuro não muito distante, pudesse ver os povos, homens e mulheres, livres da violência, da opressão e da injustiça.
Essa bela transgressora, admirada e invejada com igual fervor, não conhecia então, limites para perseguir seus sonhos. E assim, aos 21 anos, partiu para o Rio de Janeiro, sozinha, com o objetivo de conseguir os recursos para publicar seu primeiro livro. Essa atitude foi um escândalo para a época, gerando comentários maldosos. Mas sua resposta ultrapassou a malícia dos censores, pois em 1873, a Garnier, uma das editoras mais respeitadas da época, lançou Nebulosas. É desse livro o poema “À Resende”, que publicamos em seguida.
Nos anos seguintes, e enquanto continuou a escrever, Narcisa Amália sempre manteve a marca da rebeldia, desafiando limites e chegando ao limiar dos extremos. Em 1874, publica seu segundo livro, dessa vez de contos, Nelúmbia. Suas atitudes corajosas e talento literário indiscutíveis mereceram a consideração e o respeito dos seus contemporâneos.
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À RESENDE
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(respeitada a forma de escrever da época)

Enfim te vejo, estrella da alvorada,
Perdida nas cellagens do horizonte!
Enfim te vejo, vapososa fada,
Dolente preza de um sonhar insonte!
Enfim, do meu peregrinar cansada,
Pouzo em teu collo a suarenta fronte,
E, contemplando as pétreas cordilheiras,
Ouço o rugir de tuas cachoeiras!

Mal sabes que profundos dissabores
Passei longe de ti, éden de encantos!
Quanto acerbo soffrer, quantos agrôres
Humedeci co’as bagas de meus prantos!
Sem um raio se quer de teus fulgores
Sem ter a quem votar meus pobres cantos...
Ai! O Simun cruel de atroz saudade
Matou-me a rubra flor da mocidade!...

Vivi bem triste! O coração enfermo
Buscava embriagar-se de harmonias,
Porem via do céo no azul sem termo
Um presságio de novas agonias!...
O bolício do mundo era-me ermo
Onde as lavas do amor chegavam frias...
Só uma melancholica miragem
Doirava-me a solidão – a tua imagem!

Caminhei, caminhei sem ter descanço
Ao som das epopéias das florestas;
Caminhei, caminhei e no remanso
Da tarde, ouvi do mar as vozes mestas;
Nas ribas descansei de um lago manso
P’ra gozar do talento as nobres festas,
E adormeci na esmeraldina alfombra
Da palmeira real a grata sombra!

Caminhei inda mais: com nobre empenho
Penetrei no sagrado sanctuario
Onde o gênio – em delírio – arrasta o lenho
Do trabalho, em demanda de um Calvário!
Vi surgir sobre a tella, à luz do engenho,
E povoar o templo solitário,
Da carioca a lânguida figura,
De Nhagassú o feito de bravura!...
Inclinada nas longas penedias
Acompanhei o vôo das gaivotas;
Meu nome arremessei às ventanias
Sem que sentisse sensações ignotas!
Da musa do piano as melodias
De uma flauta canóra as doces notas,
O gello que sorvi n’um mago enleio,
Tudo gellado achou meu débil seio!...

Mas apoz negridão de noite lenta,
Na curva do horizonte o sol resplande:
Apoz o horror da tétrica tormenta,
Gazil santelmo ló no céo se acende:
Apoz o latejar da dor cruenta
Vejo-te enfim, ó plácida Resende,
Debruçada no cimo da colinna,
Sorrindo meiga à exhausta peregrina!

Abre-me os braços, filha do occidente,
Quero beber teus máditos luares!
Quero escutar o solluçar plangente
Do vento pelas franças dos palmares!
Não vês no no meu lábio há sede ardente?
Que calcinou-me a tez o sol dos mares!...
Ah! Mostra-me ao passo meu tardio, incerto,
A sombra d’arequeira do deserto!

Que saudades que eu tinha das campinas,
D’estes prados e veigas odorantes!
De teu tyrso de cândidas neblinas
Recamado de auroras cambiantes!
D’estas brandas aragens matutinas
Que doudejam com as ondas murmurantes,
De tudo, tudo quanto em ti resumes,
Formosa noiva dos estivos lumes!...

Na corolla da flor da minha vida
Se aninha agora inspiração mais pura;
Do meu rio natal a voz sentida
Desperta em mim um mundo de ternura!
Em minha triste fronte empallidecida
Mais uma estrophe límpida fulgura,
E no berço de tuas matas densas
Libo sedenta o orvalho de mil crenças!...

Ó filha de Tupan, que um véo de brumas
Estendes sobre o mísero precito;
Ó ave linda, as mimosas plumas
Aqueces nos ardores do infinito;
Garça gentil, que surges das espumas
Como da mente do poeta o mytho,
Enquanto a lua ondula pelo espaço
Abre a meu somno eterno o teu regaço!

29 de fevereiro de 2008

ALDEIA GLOBAL XVII - Herbert de Souza (Betinho) e o preconceito contra a maturidade

A profissão de jornalista traz privilégios, alguns dos quais aprecio muito, como o de criar oportunidades para que se possa conhecer pessoas a quem admiramos. Quase sempre meus trabalhos permitiram que eu criasse as minhas próprias pautas, e assim consegui privar, mesmo que pelo curto tempo de uma entrevista, com alguns ídolos (enorme concessão, porque não sou pessoa de cultivar idolatrias). É o caso de Herbert de Souza, o Betinho, sociólogo e cidadão que, por tudo o que fez pelo Brasil, merece um reconhecimento muito maior do que atualmente recebe.

Estou certa de que o amigo leitor sabe sobre quem escrevo, mas para quem desconhece, lá vai uma síntese: superando a condição de aidético, tendo contraído a doença em conseqüência da hemofilia, criou e dirigiu o IBASE – Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas, através do qual lançou o primeiro grande movimento social em favor dos menos favorecidos, que foi a Campanha da Cidadania. Campanha essa que mobilizou a sociedade brasileira num movimento solidário de doações que atravessou todo o país, e que teve desdobramentos tais como o Natal sem Fome.

Conheci Betinho no primeiro sábado de novembro de 95, em sua casa em Itatiaia, justamente no dia em que completava 60 anos. Ele era um sobrevivente à freqüentes crises e internações, mas persistia no trabalho, até além do que a saúde permitia: extremamente franzino, pesava então 47 quilos para os seus 1,70 de altura. Mas perto dele não nos ocorria falar de doenças... ele emanava pura energia, e tinha assuntos muito mais importantes (segundo ele mesmo) para tratar e sobre os quais falar.

Posso transcrever com fidelidade suas palavras, porque a entrevista foi publicada na edição 5 da Revista Regional, daquele mesmo mês. Sobre ele mesmo, comentou que “se houvesse um Guiness, o livro dos recordes, sobre hemofílicos, já estaria nele. São poucos os aidéticos que chegam aos 60 anos”. E sobre seus sonhos: “Gostaria de ver a passagem do século, de chegar ao ano 2000. Basta eu viver mis cinco anos, até os 65”. (sonho esse que, infelizmente, não concretizou).

Ele só olhava para a frente, só pensava no futuro: “Este ano nosso trabalho (na Campanha da Cidadania) se concentrou prioritariamente nos jovens, pela urgência de se encontrar soluções nessa área, mas precisamos pensar que o Brasil é um país que está envelhecendo, e o idoso também está exigindo uma atenção especial”. Mas ele se preocupava muito também com a faixa intermediária, da sua própria faixa etária: “Entre os 50 e os 60, 65 anos, o cidadão está em plena capacidade profissional. Não é justo que seja colocado de lado. E um momento de reconhecer seu próprio valor e lugar pelo seu espaço”, disse ele, destacando o indiscutível preconceito que ronda a maturidade.

Para efeitos legais, o cidadão só é idoso à partir dos 65 anos. Mas vá alguém concorrer a qualquer tipo de emprego, depois dos 48, por exemplo... e assim descobrir que toda a sua experiência, toda a sua capacitação profissional, toda a sua perfeita saúde física e mental podem não servir de muita coisa. Mesmo considerando o aumento da expectativa de vida, no Brasil e no mundo, e a melhora na qualidade de sobrevida, o cidadão maduro acaba classificado, arbitrariamente, como um idoso.

Não pretendo escrever um tratado sobre assunto (não só porque não o domino tanto, quanto porque não cabe nesse espaço), mas ele me mobiliza porque estou em minha plena maturidade, assim como a maioria dos meus amigos. Somos incentivados a voltar a estudar, a reciclar nossos conhecimentos, a adotar novas profissões, mas para onde quer que nos viremos na hora de encontrar trabalho, estaremos na maioria dos casos, em situação de inferioridade.

É difícil enfrentar o mercado de trabalho competindo com os mais jovens... e afinal, eles precisam muito de seus empregos. E não existem fórmulas mágicas para encarar essa situação. Vivemos numa época do “cada um por si”, e já não existe nem ao menos o consolo do “Deus por todos”. Pouco nos resta senão transformar, como o Betinho, nossa força em energia, e apelar para a criatividade.

Célia Borges

25 de fevereiro de 2008

O MISTÉRIO E A LENDA DO TIMBURIBÁ

O Timburibá é uma importante referência para quem lê e estuda a história de Resende, porque essa árvore é considerada o símbolo da cidade. Entretanto, dela só temos notícia através da Lenda do Timburibá, página marcante do folclore regional. Do ponto de vista botânico e paisagístico, o Timburibá converteu-se num grande mistério. Depois de quase dois anos de persistente pesquisa, tudo o que me resta é uma pergunta: será que alguém, além da lenda, pode me dar notícias de onde encontro um Timburibá?

O Timburibá ou Timburi: Enterolobium Contortisiliquum

A lenda é de amplo conhecimento. A minha curiosidade sobre o assunto foi despertada por Kátia Quirino, que numa conversa sobre botânica e paisagismo, pediu minha ajuda a respeito. Saí em campo, porque gosto desse tipo de desafio... mas estaria perdida até hoje se não fosse uma dica de outra amiga, e colega do curso de paisagismo, Patrícia Paraguassu, que localizou uma pista através da Fundação Plantarum, que reúne interessantes estudos e publicações sobre o assunto.
Seguindo essa pista, o Timburibá é a mesma árvore classificada sob o ponto de vista botânico como Tiburi. A descrição da planta, que acabei encontrando num volume da enciclopédia 2200 Plantas e Flores (volume 1, pág. 34) sob o nome científico de Enterolobium contortisiliquum, corresponde às características folclóricas, como uma árvore de copa ampla e frondosa, que proporciona ótima sombra e, segundo eles, costuma ser cultivada em parques, atingindo até 35 metros de altura.
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Será que alguém, além da lenda, pode me dar
notícia de onde encontro um Timburibá?
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Do ponto de vista histórico, fui consultar primeiro a professora Alda Bernardes de Faria e Silva, presidente da Academia Itatiaiense de História, e que é a minha fonte prioritária quando se trata de história da região. Segundo ela, haveria ainda um exemplar no Alto dos Passos, nas proximidades do cemitério. Mas meus conhecimentos de botânica são insuficientes para reconhecer à olho nu, uma espécie aparentemente tão rara. Bem que eu pedi ajuda aos meus guias históricos da cidade, como o mestre Claudionor Rosa, para empreender uma espécie de caça ao Timburibá tido como remanescente, mas sem sucesso...
Em seqüência dessa pesquisa, acabei localizando um texto do Cel. Cláudio Moreira Bento, outro incansável pesquisador da nossa história, segundo quem Timburibá era o nome que os índios Puris davam à região onde se encontra Resende, por avistarem à longa distância a árvore desse nome, situada (novamente) no Alto dos Passos. Mas segundo ele, “a árvore serviu por longos anos como atração turística local, e reuniu em torno dela resendenses em festas familiares domingueiras, até tombar com o peso dos anos, para grande tristeza das primeiras gerações de resendenses”.
Lido assim, parece que o Timburibá se extinguiu? E é mesmo uma figura rara nos estudos botânicos, o que parece confirmar essa tese. Mas é difícil crer que não existissem outros timburibás na região... ou que a árvore não tenha existido em outros lugares. Em São Paulo, capital, existe uma rua Timburibá. No Paraná existe um município chamado Timburi. Encontrei referências botânicas contraditórias, pois parecem se referir à outra planta.
O caso é que eu não sou de desistir fácil, e esse trabalho de detetive botânica é, sem dúvida, desafiante. Será que não existe mais nem um Timburibá que se possa localizar? Vou continuar procurando. Conto com a ajuda dos amigos, leitores e demais apaixonados pela natureza como eu... porque não acho justo se perder um símbolo histórico como esse, apenas por falta de interesse.
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Quem tiver notícias de um Timburibá, mande pra mim, por favor (clique em "comentários" aí em baixo)... Quem não conhece a lenda e ficar curioso, é fácil encontrá-la pela internet, assim como em diversos livros históricos da região. Em último caso, mande recado com endereço, que terei o maior prazer em enviar.
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Saudações histórico-botânicas

Célia Borges