11 de dezembro de 2008
EVENTO COMEMORA OS 100 ANOS DO NÚCLEO COLONIAL DO ITATIAYA
A programação, com início previsto para as 16 horas, começará com uma confraternização entre os convidados, seguida de palestra sobre os aspectos históricos do centenário, e de uma exposição de fotos, com comentários da bióloga Paula Vergne, sobre “A História de uma Recuperação Florestal”. O evento será encerrado com um coquetel.
A primeira leva de imigrantes europeus, convidados pelo governo brasileiro para adquirirem terras nessa região, tanto nos núcleos do Itatiaia quanto no de Visconde de Mauá, chegou à Resende no dia 14 de dezembro de 1908. Eram 20 famílias, com pouco mais de cem pessoas, com a predominância de suíços, que chegaram no navio Cap Verde, desembarcando no porto do Rio de Janeiro e sendo imediatamente encaminhadas ao seu destino no país.
A criação dos dois núcleos coloniais promoveu a mais significativa vinda de imigrantes europeus para essa região, ao longo de mais de uma década. O primeiro passo foi dado em abril de 1908, quando o governo do Estado do Rio de Janeiro, representando a União, propôs ao Comendador Henrique Irineu de Souza a compra dos 48 mil hectares de terra de suas fazendas no maciço do Itatiaia, herdadas do pai, o Visconde de Mauá.
O negócio foi fechado rápidamente, e no dia 4 de junho do mesmo ano foi lavrada a escritura de compra pelo governo federal. O Núcleo Colonial do Itatiaya recebeu predominantemente famílias imigrantes alemãs, suíças e austríacas, havendo também imigrantes de outras nacionalidades, como italianos, espanhóis e belgas.
O propósito era a produção de frutas européias, cereais, tubérculos, e a criação de pequenos animais, além de gado de clima temperado. Apesar desse objetivo não ter sido alcançado, não se pode dizer que a iniciativa tenha sido um fracasso, pois criou a tendência de atrair estrangeiros de diversas nacionalidades, inclusive cientistas, e desenvolvendo atividades econômicas menos agressivas ao meio ambiente, e revelando na região o seu potencial como atração turística.
Célia Borges
6 de dezembro de 2008
PAISAGISMO E JARDINAGEM – Ferramentas e cuidados na manutenção de jardins

Paisagistas e jardineiros, mesmo amadores, precisam reunir uma boa quantidade de conhecimentos para se desempenhar bem o trabalho a que se propõem. Além dos aspectos culturais e estéticos, como a história e os estilos de jardins, existem uma infinidade de condições e exigências técnicas, como a posição do terreno com relação ao sol, os ângulos de inclinação, a composição do terreno, a umidade e etc...
Os conhecimentos botânicos também são indispensáveis... mais do que isso, básicos, primordiais. São informações que exigem boa base teórica, mas que certamente só vão chegar próximas às nossas necessidades, através da prática. O reino vegetal é uma espécie de terra mágica dentro do nosso universo, e nem sempre as plantas reagem de acordo com os nossos planos e expectativas. Plantas de sombra se adaptam ao sol, e vice-versa. Plantas tropicais vicejam em serras frias. Mas nem é bom contar com isso, porque esse tipo de milagre nem sempre acontece...
Qualquer que seja nosso projeto, como paisagistas, ou apenas como jardineiros trabalhando na manutenção de jardins, é importante também estarmos atentos a alguns aspectos de ordem prática. Além de dominar todos os conhecimentos acima, é preciso saber os caminhos para se chegar ao resultado desejado, que ferramentas usar, e até mesmo como usa-las, porque disso também dependerá o sucesso da empreitada.
PRIMEIROS PASSOS – Antes de projetar, planejar, comprar implementos e partir para o plantio, é aconselhável conhecer a qualidade da terra onde se vai trabalhar, e fazer as correções necessárias com relação ao PH exigido pelas espécies para ali destinadas. Para grandes áreas o ideal é fazer testes mais completos, e a Emater de sua região poderá orienta-lo. Para pequenas áreas, testes do tipo comprado em lojas especializadas podem ser suficientes. Nessas mesmas lojas existem os produtos indicados para a correção do solo de acordo com as necessidades, como NPK, farinha de ossos, torta de mamona e outros.
FERRAMENTAS PARA O PLANTIO – A preparação do solo, dependendo das condições do terreno, podem exigir ferramental mais pesado, como enxadões, e até picaretas, nos casos em que o terreno esteja excessivamente endurecido. Esse trabalho deve ser feito por profissionais habituados ao uso dessas ferramentas, que além de pesadas, podem ser perigosas para quem não possui prática em seu manuseio. Para o restante do processo, existem “kits” de ferramentas de vários tamanhos, desde aquelas pequenas, apenas para vasos, até as maiores, para canteiros e outros terrenos. Também é comum você não encontrar a ferramenta adequada para o que precisa, momentos em que a criatividade e a improvisação podem fazer grande diferença. Esbanje-as, porque você vai precisar delas...
A terra revolvida deve ser limpa de restos de outras plantas e mato, e ter a superfície peneirada, para eliminar os torrões que podem dificultar o desenvolvimento das novas mudas. Em seguida é a hora da adubação e correção do solo, que pode exigir alguns dias de descanso até o plantio (de acordo com a orientação na embalagem dos produtos). As covas devem ser abertas de acordo com o tamanho da muda e a expectativa de crescimento, sendo que quanto maior a planta, maior deve ser também a abertura onde ela será abrigada, facilitando a expansão das raízes desde o início.
As regas, em seguida ao plantio, devem ser mais freqüentes e intensas, até que se sinta que a planta mostra sinais de reação, geralmente com algum broto novo. À partir daí, pode receber a umidade indicada para a sua espécie. Manter o terreno livre de mato nas primeiras semanas também pode ser de considerável ajuda para que a planta cresça saudável, sem concorrência para os nutrientes de que tanto necessita.
FERRAMENTAS PARA A PODA – Existem ferramentas de poda dos mais variados tipos e formatos, adaptadas para cada necessidade. As tesouras de poda compõem uma grande família, desde as mínimas, parecidas com alicates de unha, indicadas para os bonsais, até as maiores e mais afiadas, indicadas para trepadeiras de galhos mais grossos, como os buganvilles. Os podões também existem em grande variedade, para aparar recortes na grama, para cercas vivas, e até para galhos mais altos de árvores, do tipo que deve ser adaptado à ponta de um cabo. E os serrotes de poda, em formato semicircular, para galhos mais grossos, de qualquer tipo de planta.
É importante comprar a ferramenta adequada para o trabalho a que se propõe, não apenas pelo conforto em sua utilização, como também pelos resultados. Faquinhas e facões, trinchas e pincéis, chaves de fenda e outros utilitários do dia a dia, vão acabar fazendo parte do arsenal do jardineiro, que vai encontrar sempre novos desafios no trato com as plantas e os terrenos. O meu, por exemplo, reúne alguns objetos estranhos, como uma espátula de bolo, um pincel de tinta para cabelos... enfim...
CUIDADOS COM O JARDINEIRO – Boas ferramentas devem estar sempre limpas e afiadas. A limpeza deve ter uma escova macia ou estopa, depois de serem lavadas com bastante água e sabão (ou detergente), e completada com óleo vegetal nas engrenagens. Se for possível mante-las protegidas, envolvidas em algum tipo de tecido (quanto mais poroso melhor) elas estarão sempre prontas para o uso. Já a questão de afiar, eu prefiro levar em um profissional, mas existem recursos domésticos para isso.
O manuseio das ferramentas, entretanto, exige cuidados. A própria prática da jardinagem exige cuidados, sendo recomendado sempre o uso de botas e luvas, e em muitos casos, como as podas, inclusive, óculos de proteção vendidos em lojas de material de construção. As luvas podem ser escolhidas de acordo com a tarefa, sendo que as mais curtas não restrigem tanto os movimentos e são mais maleáveis quanto a destreza dos dedos. Mas as mais longas, geralmente de camurça, são necessárias quando se trabalha com plantas com espinhos, ou em locais onde haja risco de animais peçonhentos. Nesses casos é indicado inclusive o uso de chapéu com tela.
Ao usar qualquer ferramenta, é importante avaliar os riscos que ela impõe, tratando-se de evita-los. Proteger o corpo com mais roupas ao entrar em locais de risco, usar repelentes e procurar todo o tipo de defesa preventiva, pode fazer grande diferença na história do seu jardim. Palavra de quem já quase decepou o dedo num serrote de poda, já estacionou num formigueiro, e voltou pra casa cheia de carrapatos, depois de um dia de trabalho de campo.
Célia Borges
3 de dezembro de 2008
ALDEIA GLOBAL – Por que é que os bancos, além de tanto lucro, ainda precisam humilhar clientes e usuários?
Os bancos só abrem às onze. Nem sempre pontualmente. Enquanto a maioria das atividades comerciais e industriais iniciam sua jornada às sete, às oito, às nove, e os mais retardatários como os centros comerciais (que também fecham mais tarde) às dez... os bancos, esses, só abrem às onze. E fecham às quatro, quando todas as demais atividades econômicas ainda estão “à pleno vapor”.
Com expediente tão restrito, era de se esperar um pronto e eficiente atendimento. Mas quem é cliente e usuário de agências bancárias, sabe que não é essa a realidade. As filas, por exemplo, deveriam ser inexistentes, ou pelo menos, bem menores. Mas a maioria das agencias bancárias funciona quase sempre com um, dois, ou no máximo três guichês, sendo um para atendimento prioritário. Os banqueiros decidiram, há tempo, economizar em pessoal (Aliás, esse deve ser um dos motivos por que lucram tanto!!!). E o cliente? Que se dane!!! E que perca o seu tempo!!!
Mas pior do que as filas é a dificuldade em se ter acesso às próprias agências. As tais portas giratórias não vão impedir assaltantes de agir, mas vá lá, poderiam servir para dificultar o acesso de pessoas suspeitas. Mas daí a tratar cada cidadão como um suspeito vai um largo passo. Entretanto, é o que acontece na maioria das agências bancárias, pelo menos nas que eu conheço, sendo a “bendita” porta giratória uma espécie de fator de intimidação aos clientes e usuários. Tipo assim: “ponha-se no seu lugar!!! Você aqui é um nada!!! E pode até ser um bandido!!!
Algumas situações chegam a ser emblemáticas quanto ao desrespeito pelo cidadão, como as que acontecem diariamente na entrada da agencia Resende da Caixa Econômica Federal, onde todos, rigorosamente todos os que precisam ter acesso à agencia, precisam deixar pelo menos alguns de seus pertences numa espécie de caixa coletiva, para terem direito a usufruir do seu direito de ir e vir.
“A porta automática detectou objeto de metal” e pronto. Travou. Trate de expor o conteúdo de suas bolsas e bolsos, senão, não entra. As poucas exceções parecem ser os correntistas regulares e conhecidos na agência, e que já entram cumprimentando os guardas. Mas isso é fácil. Na agência em que tenho conta, também sou conhecida, nunca me travam a porta, e me cumprimentam com a maior civilidade.
Só mesmo os ingênuos ou desligados (além dos muito mal informados) iriam acreditar que a tal porta não rola se tiver metal. Exigem que ofereçamos nossos objetos no altar de uma tecnologia obsoleta ou pelo menos ineficiente, já que passamos com relógios, anéis, cordões, pulseiras, fivelas de cinto, etc, etc, etc..., sem que a tal porta nos importune, já que deixamos alguma oferenda na caixinha da autoridade.
Eu me limito a oferecer um dos meus três celulares (desculpem o exagero!!! São os ossos do ofício!!!), as chaves e os óculos. Depois disso, me deixam passar. Se fosse tirar tudo de dentro da bolsa que tenha metal, teria que deixar tudo o que está lá dentro, inclusive as moedinhas.
A trava da porta é acionada ao bel prazer do guarda de plantão, e esse pessoal parece ter tido aula de sadismo na sua formação profissional. Travam a porta para pessoas tão óbviamente alheias à qualquer tipo de violência, gente simples, idosos, que se tudo não fosse tão revoltante, chegaria a ser cômico. E não sendo cômico, é, pelo menos ridículo. Um retrato típico de como o país e suas instituições tratam o cidadão.
Um exemplo disso é o que acontece frequentemente com uma amiga minha, uma jovem de 70 anos, porque não aparenta a idade, mas ainda assim está longe de aparentar algum risco para a segurança de qualquer banco. Respeitada e cumprimentada naquela onde tem conta, é sistematicamente barrada na porta da outra agencia, do Itaú, no Manejo (Resende). Como só usa essa em situações de urgência, justamente quando tem pressa, já vi minha amiga chegar às lágrimas, depois de deixar seus pertences e continuar enfrentando a porta travada.
Eu mesma já passei por isso, nessa mesma agencia. A porta travou para mim três vezes (no dia 21/10/2008), mesmo depois de eu ter deixado quase todos os meus pertences. Quando reclamei, a gerente veio até a porta de forma arrogante, exigindo que eu mostrasse meu cartão do banco para permitir o meu acesso. Já dentro da agência, fui novamente abordada por ela, que fez questão de ver meu cartão em suas próprias mãos, como se tivesse autoridade para me penalizar por “mau comportamento”. E eu ainda tenho conta nesse banco!!! Pasmem!!!
O que me assusta é que esse comportamento autoritário das instituições bancárias, e outras de ordem financeira, está cada vez mais fundo e abrangente. Não somos bem atendidos, não temos autonomia e autoridade sobre nossos próprios recursos (já que os bancos limitam valor de saques e outras operações) e, depois de proporcionar os mais estratosféricos lucros bancários do planeta, ainda somos humilhados pelo simples fato de querer entrar numa agencia bancária. Geralmente, aliás, para pagar alguma conta, deixando lá nosso rico e suado dinheirinho.
O lucro e a prosperidade dos bancos deveriam fazer com que nos recebessem com tapete vermelho e cafezinho. Mas é mais fácil nos intimidar, corroer nossa auto-estima, minar nosso sentido de cidadania. Assim fica mais fácil de nos imporem taxas e tarifas cada vez mais exorbitantes (ótima matéria sobre o assunto no jornal O Globo, do dia 1/12/2008 – Tarifas bancárias padronizadas e até 329% mais caras em seis meses). E se não abrirmos o olho, qualquer dia vão nos cobrar até para entrar na agencia bancária.
Célia Borges
1 de dezembro de 2008
IMAGENS DE ITATIAIA: lixo e desmazelo pelas ruas de Penedo
Montes de lixo se acumulam em vários pontos da Av. Penedo // Na Av. Dr. Arnaldo Marzotto, lixo como "cartão de visitas"14 de outubro de 2008
CARTA AO FUTURO PREFEITO – Em defesa da Cultura!!!!
O senhor mal se refez das emoções da vitória, e eis que estamos nós aqui, querendo “meter o bedelho” no seu mandato, ainda nem iniciado. Não repare. E até desculpe a precipitação – eu prefiro considerar uma antecipação... O que me move são os rumos sempre incertos da frequentemente esquecida “política cultural” do nosso município. Porque Cultura nunca é prioridade. Nem municipal, nem estadual nem federal. E em Resende, pode-se dizer que ela está há anos luz abaixo das suas possibilidades.
Sei que muitos vão discordar do que lhe escrevo. Podem até nos passar uma longa lista dos eventos realizados nos últimos anos. O Museu (MAM), apesar de pessimamente instalado, continua cumprindo sua finalidade, e realizando suas exposições. A Casa da Cultura também promove seus eventos, e o Teatro de Bolso (teatro com muito boa vontade, diga-se lá!!!) monta de vez em quando alguma peça ou espetáculo. Não vou dizer que é cultura “pra inglês ver”, porque os ingleses valorizam demais a sua cultura, ao contrário de nós mesmos.
Temos um Festival de Teatro, que acontece de vez em quando, mas lava a alma. E só. Mesmo assim, com as maiores dificuldades. Não existe um engajamento real do poder público em torno das atividades culturais. Na “era do marqueting político”, essas iniciativas são ótimas para enfeitar imagens, mas quando o evento acaba, a situação da área cultural continua igual. Sem apoio e sem recursos.
O empobrecimento da cultura, em Resende, é lamentável sob todos os aspectos. Somos hoje o pálido fantasma de um passado glorioso. Até os anos 90 o município ainda teve uma vida cultural à altura da sua história. Havia teatros com atividade regular (como o da AMAN e o Senac), havia o Boca de Cena, havia a Companhia das Artes. Exposições e lançamentos de livros eram bem mais freqüentes que hoje. E havia uma muito maior e melhor divulgação de tudo isso.
Não acho que cultura seja só isso. Mas nós, que estávamos presentes naquela tão efervescente vida cultural, tínhamos olhos para o futuro, e acreditávamos que dali todas as formas de arte iriam conquistar o “grande público”, que iram se popularizar. Investimos muitos sonhos e energias (Menção especial para Celina, Vivi, Dudu e os demais animadores culturais da época). Havia muitas possibilidades. As comemorações dos 200 Anos, por exemplo, poderiam ter sido uma excelente oportunidade para resgatar a história e alimentar a auto-estima dos munícipes. Mas pra que gastar dinheiro com isso, não é mesmo? Como tudo o que diz respeito à cultura, essa oportunidade única passou ao largo do conhecimento da maioria da população.
Cultura é coisa que dá trabalho!!! Cultura é ação e ao mesmo tempo preservação da memória. Cultura é o resgate dos conhecimentos do passado, e a preparação da nossa identidade no futuro. Não é nem questão de muito dinheiro, é questão de muita vontade. É o caso por exemplo da recuperação dos arquivos históricos do município, que estão se deteriorando nas precárias instalações da Casa da Cultura. A microfilmagem e acondicionamento dos documentos custa, no total, tanto quanto um automóvel de preço médio, cerca de R$ 50 mil. É um valor irrisório, diante do seu significado. Mas nenhuma autoridade municipal dos últimos anos considerou que valesse à pena o investimento. É mais fácil gastar isso em medidas populistas, do interesse apenas de uma minoria.
Porque cultura, senhor futuro prefeito, é assunto do interesse de todos. Cultura é um ingrediente sutil, mas de um valor que faz grande diferença na vida do cidadão e da comunidade. Cultura é música, teatro, cinema, literatura. Cultura é museu e biblioteca. Cultura é conhecimento e acesso à Cidadania. E Resende tem um grande potencial cultural, de Claudionor Rosa à Marcos Esch, da Academia de História à ong Oito Deitado, de tantas mais pessoas e iniciativas que é impossível citar nessa carta.
A Saúde, a Educação, a Segurança, as Finanças, tudo isso é importante e de caráter prioritário para qualquer administração, e qualquer cidadão consciente tem que reconhecer isso. Mas o que eu quero lhe pedir, e tenho certeza de que não estou sozinha nessa solicitação, é de que não se esqueça da Cultura. Que não faça como outros prefeitos, deixando-a por conta de pessoas que não são do setor, não têm conhecimentos, nem estão interessadas em desenvolver trabalhos sérios nessa área.
O animador cultural, por definição, não estará lhe solicitando um emprego público. Ele terá um projeto, frequentemente interessante, eventualmente viável, e que trará dividendos sociais muito maiores do que o custo do investimento. Abrir espaço para o desenvolvimento de novas idéias, apoiar eventos populares, ampliar o acesso do público às atividades artisticas e esportivas, tudo isso é trabalhar pela cultura. E se eu conheço bem essa cidade, posso garantir que não vai faltar gente séria e dedicada, disposta a lhe ajudar!!!
Célia Borges


