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5 de junho de 2009

SEMANA DO MEIO AMBIENTE INAGURA PRIMEIRO ECOPONTO DE ITATIAIA

A Semana do Meio Ambiente começa hoje, sexta-feira, 5/6, em Itatiaia, com a inauguração do seu primeiro Ecoponto, em Maromba. A programação, desenvolvida em parceria entre as secretarias de Meio Ambiente, Educação e a de Trabalho, Habitação e Assistência Social, será aberta às 8h30, na Escola Municipal Joaquim Miguel dos Santos, localizada naquele centro turístico da região de Visconde de Mauá. Está prevista a presença da vice-prefeita Gilda Molica e de diversos secretários municipais.

As atividades desse primeiro dia incluem a realização de três palestras – Biodiversidade da Mata Atlântica na Região das Agulhas Negras, pelo biólogo Izar Aximoff, Projeto Agro florestal, pelo professor Daniel Cabral, e Votorantim Siderurgia e Desenvolvimento Sustentável, pelo gerente corporativo para meio ambiente daquela empresa, Túlio Xavier Lanza. No final da manhã haverá o lançamento do Ecoponto de Coleta Seletiva e Compostagem, conduzida por Joaquim Moura, e em seguida a inauguração do primeiro Ecoponto do município.

Na parte da tarde os colégios estaduais Antonio Quirino e Dr. João Maia farão apresentação de relatórios sobre as ações ambientais neles desenvolvidas, respectivamente pelas professoras Melissa Florêncio e Adriana Deslandes. As atividades serão encerradas após o lançamento do Programa da Jornada Ecológica, pelo secretário municipal de Meio Ambiente, Domingos Baumgratz.

A Semana do Meio Ambiente de Itatiaia levará ainda essa programação à Escola Municipal Ana Elisa Gregori, na segunda-feira, e Escola Municipal Dom Ottorino Zanon, em Penedo, na terça-feira. As atividades de terça-feira, na escola de Penedo, incluirão também a palestra do secretário Domingos Baumgratz, “Meio Ambiente, Gerenciando Conflitos”.

Célia Borges

RECICLAGEM É A ESTRELA DA MOSTRA “COM UMA PEQUENA AJUDA DOS MEUS AMIGOS” HOJE NA CÂMARA

Em comemoração ao primeiro aniversário do projeto Desperdício Zero, lançado há exatamente um ano - em homenagem ao Dia Internacional e à Semana do Meio Ambiente - será aberta hoje às 19 horas, no anexo da Câmara Municipal de Resende, a exposição “Com Uma Pequena Ajuda dos Meus Amigos”, exibindo mais uma vez a produção dos artistas da região, feita com materiais reciclados. A mostra ficará aberta ao público até o dia 30 de junho, com visitação de segunda à sexta-feira, das 13h às 17h.
O projeto Desperdício Zero é voltado para o incentivo à reciclagem, e a divulgação dos trabalhos de artistas e artesãos da região, que produzem suas obras através do reaproveitamento do lixo. A atual exposição reúne quadros e esculturas de Wendell Amorim, Fernando Fleury, Kátia Quirino, Paulo Cavalcanti, Tatiana Ratinetz, Tiago Gomes, Pedro Kaleo, João Sabóia, Marcius Lima (in memoriam) e da curadora da mostra e idealizadora do projeto, Fátima Porto.
Neste ano de atividade, o projeto Desperdício Zero – que já conta com mais de 40 expositores – levou a exposição pelos vários municípios da região das Agulhas Negras, sendo que a apresentação mais recente foi feita entre fevereiro e março desse ano, na Escola Municipal Ana Elisa Gregori, em Itatiaia. Esse ano o projeto deverá continuar percorrendo o mesmo circuito, mas incluindo os distritos de Engenheiro Passos, Capelinha, Serrinha do Alambari, Maringá/Maromba, Bulhões, Falcão e Floriano.
- “Queremos levar o projeto para as áreas rurais, que têm pouco acesso à Cultura, e fazer com que essas comunidades também se envolvam”, explica Fátima Porto. Ela diz ainda que “um dos objetivos do projeto é justamente criar redes associativas, e envolver e revelar outros artistas”.
A exposição “Com Uma Pequena Ajuda dos Meus Amigos” é uma iniciativa do Porto das Artes Atelier e do projeto Câmara Cultural, em parceria com o Grupo Cultural Oito Deitado. Com seis anos de existência, o Câmara Cultural visa oferecer à população uma programação cultural variada e gratuita, incluindo peças teatrais, filmes, shows, exposições de artes plásticas e leituras dramatizadas.
Célia Borges

11 de abril de 2009

MEIO AMBIENTE – A saúde do beija-flor


Recebi essa mensagem de fonte confiável, através da internet, e repasso por considerar o assunto relevante, para quem se preocupa com a fauna, a flora e a preservação da natureza. Biólogos avisam sobre a saúde do beija-flor, e quase ninguém sabe disso. Muitas vezes, com a melhor das intenções, tomamos atitudes que mais prejudicam do que ajudam. Por isso, segue a mensagem:
A foto anexa foi tirada no Parque das Águas, em São Lourenço, MG.
Por favor, leia com atenção, e divulgue de acordo com a sua consciência:
A SAÚDE DO BEIJA-FLOR
É comum, quando gostamos de pássaros, especialmente beija-flores, colocarmos-lhes água com açúcar nos bebedouros. Entretanto, saibam que isso mata o bichinho.
Deixem-me explicar melhor: o açúcar, em contato com a água, traz doença semelhante ao câncer, no biquinho do beija-flor. O mais indicado é comprar produtos apropriados, que já vem adoçados sem a adição de açúcar, garantindo dessa forma a saúde dessas tão lindas aves. Esses produtos custam pouco mais de R$ 6 reais, e podem durar até um mês, dependendo da quantidade de bebedouros que se tiver. Além do mais, você pode deixar a solução por até cinco dias, sem problemas, enquanto a água com açúcar precisa ser trocada diáriamente. Os bebedouros também precisam ser limpos e diáriamente, para não colocar em risco a saúde dos beija-flores.
Poucos sabem disso... por isso aconselho que estudem e pesquisem mais, para que possamos agir conscientemente em benefício da natureza, em todas as suas variadas formas. Essa mensagem segue com um carinho especial àquelas pessoas que, como eu, tanto apreciam e gostariam de ajudar aos beija-flores. Até porque seria muito triste saber que as pessoas que mais gostam de cuidar deles, podem ser, inadvertidamente, aquelas que vão acabar contribuindo para adoece-los.

10 de fevereiro de 2009

ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE – Exposição “Desperdício. Não!” chega à Itatiaia




O Projeto Despedício Zero, evento itinerante do circuito das Agulhas Negras, dedicado ao incentivo à reciclagem, abre na próxima sexta-feira, dia 13 de fevereiro, a exposição “Despedício. Não!” no Colégio Municipal Ana Elisa Gregori, em Itatiaia.
A mostra, realizada com apoio da Prefeitura do município, através do Departamento de Cultura, contará com a participação de cerca de 30 expositores, entre artistas, artesãos e instituições, e ficará aberta ao público de 14 de fevereiro à 14 de março, das 8 às 17 horas. Além da exibição dos trabalhos, serão oferecidas oficinas aos visitantes, voltadas para a divulgação de técnicas de reciclagem.
O projeto foi iniciado há cerca de um ano, com uma exposição na Câmara Municipal de Resende, e desde então vem percorrendo a região, e dessa forma conquistando cada vez mais adeptos. A atual mostra reúne trabalhos produzidos em Quatis e Porto Real, além de Resende e Itatiaia.
O maior contingente de expositores é de Resende, com quinze participantes: Fernando Fleury, João Sabóia, Wendell Amorim, Katia Kirino, Laurens, Nádia Nelson, Paulo Cavalcanti, Pedro Kaleo, Samuel Costa, Tatiana Ratinetz, Tiago Gomes, Wilson Anastácio, Marcius Lima (in memoriam) e a idealizadora do projeto, Fátima Porto.
Quatis estará representado pelo projeto da prefeitura Recicla Quatis, e os artistas Arcanjo, Cazoba, Elizabeth, Edna e Marize. Porto Real terá Wagner Moura e Yone e sua turma. Itatiaia terá oito expositores, sendo quatro da região de Visconde de Mauá – Regina Sampaio, Maurício Mr. Papel, Liria Mariana e Vig e sua turma – e outros quatro de Penedo – Carmem Gardon, Luigi, a instituição Arcanjo Gabriel, e Kalimba, Escola de Percussão, que apresentará instrumentos musicais feitos com material reciclável.
Segundo a idealizadora do projeto e artista plástica Fátima Porto, a realização dessa exposição contou também com o indispensável apoio da diretora do Colégio Municipal Ana Elisa Gregori, professora Cláudia Hartung, que está convidando os demais colégios para visitação e oficinas. O projeto conta também com a parceria da oscip Alecrim Cultura e Saúde.
Célia Borges

9 de agosto de 2008

ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE – Fórmula ecológica para matar ratos

O uso de produtos tóxicos no combate aos ratos põe em risco a saúde de seres humanos e animais domésticos, podendo inclusive ser fatal, assim como é extremamente prejudicial ao meio ambiente. Mas a falta de controle pode ser igualmente perigosa, de forma que a busca de soluções alternativas é sempre uma boa noticia. Sobre essa que apresento abaixo, embora não tenha tido possibilidade de comprovar, recebi de pessoa integra, através da internet. Mas é simples e barata, de forma que compensa experimentar.

Todo o custo é o de uma simples xícara de feijão cru, que não deve ser lavado, levado ao liquidificador ou multiprocessador, e triturado até virar uma farofinha, mas sem chegar totalmente ao pó. Coloque em montinhos, pequenas porções nos cantos onde há ocorrência desses roedores, como perto de portas e janelas, atrás de geladeiras, fogões e demais locais que julgar conveniente.

O rato não consegue digerir o feijão cru, que nesse estado contém substâncias para as quais se organismo não está preparando, causando assim um envenenamento natural por fermentação. Assim, além de não apresentar riscos para pessoas ou animais que entrem em contato, o próprio raticida não apresenta riscos para seres humanos e outros animais, que conseguem digerir o feijão, mesmo cru.

A fórmula não tem qualquer tipo de contra-indicação, e quem tiver interesse em se informar melhor à respeito pode consultar o Site da Universidade Federal de Pelotas.

Célia Borges

2 de agosto de 2008

ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE – Os caramujos africanos gigantes voltam a atacar...


O mês de agosto é um momento ótimo para cuidar das plantas, principalmente dos replantios das que se reproduziram excessivamente, daquelas que já estão há muito tempo se renovação de vasos, e também para limpeza e adubação de canteiros de hortas e jardins. Vou voltar ao assunto em breve, numa postagem sobre Paisagismo e Jardinagem, mas o que me mobiliza agora é a questão de, ao mesmo tempo em que se renova e cuida de nossos amigos vegetais, exercer controle e proteção futura contra uma das mais devastadoras pragas que aniquilam nossas plantações durante a primavera e o verão, que são os “famigerados” (literalmente!!!) caramujos africanos.

Mesmo correndo o risco de ser julgada preconceituosa contra tais bichinhos, que afinal fazem parte da natureza, não tenho como resistir ao fato de que (como disse no primeiro texto, postado em outubro passado) eles são resultado de uma verdadeira “barbeiragem” ambiental, uma espécie invasora classificada pelo IBAMA como “a segunda maior causa de perda de biodiversidade no planeta”. O que vale dizer que não adianta só reciclar o lixo, preferir produtos isentos de agrotóxicos, fazer coleta seletiva de materiais que degradam o ambiente, se deixarmos o tal do caramujo africano solto por aí...

O caso é que, como alias muitos outros problemas que enfrentamos, o combate à proliferação do indigitado já parece ter escapado há muito da possibilidade de eficiente atuação das autoridades (in)competentes, de forma que é indispensável que tomemos o problema em nossas próprias mãos, pois trata-se não apenas de proteger nossas plantas de todos os portes (porque eles são capazes de devorar até mesmo uma árvore inteira), como também nossa própria saúde, já que os bichinhos transmitem várias doenças.

Acabo de despertar para a ameaça do caramujo, pois aproveitando a Lua Nova de Agosto, justamente num dia primeiro – o que me pareceu tão poético – resolvi replantar os lindos Abacaxis Ornamentais, que venho cultivando em duas bacias de cerâmica, e que pareciam estar pedindo socorro, pela enorme quantidade de mudas que se formaram, e por algumas matrizes estarem amarelando. Achei que era apenas uma questão de superpopulação, mas ao replantá-los para um canteiro (cada três plantas originais viraram 12!!!!) descobri logo abaixo da superfície da terra, colônias de filhotes ainda pequenos, mas já se alimentando das raízes e folhas inferiores.

Ah! Bem que eu havia observado essa ausência! Motivo de preocupações e cuidados constantes entre a primavera e verão, já devia ter desconfiado que estavam hibernando. Espero ter livrados os abacaxis, mas isso me lembrou os riscos em outras plantas, e eis que descobri que estão atacando também e novamente as ervas medicinais (eles tem preferências irritantes) e também uma das minhas mais belas orquídeas, talvez atraídos pelo perfume... sabe-se lá!!!

O resultado é que as próximas semanas vão exigir uma revisão geral em vasos e canteiros, na tentativa de localizar a praga antes que se desenvolva demais, e volte a ficar fora de controle, como nas duas temporadas anteriores. Enquanto as autoridades abriram a “temporada de caça ao eleitor”, eu sigo aqui na minha temporada de caça aos caramujos, antes que façam estragos irreversíveis no meu jardim e quintal (porque pelo menos isso está ao meu alcance tentar evitar!!!).

Aconselho (desculpem a liberdade!!!) que meus leitores que residam em cidades do interior, como eu, ou em regiões rurais, comecem a tomar providências. Resultado de um projeto, no Paraná, nos anos 80, o bicho já se espalhou pelo país inteiro. Além de destruir de forma fulminante as plantas onde se alojam, eles transmitem várias doenças, entre as quais as mais graves e difíceis de diagnosticar são angiostrongilíase, nas formas meningoencefálica e abdominal. Sem tratamento, podem ser fatais.

O combate a essa espécie exótica invasora deve ser feito com cuidado, porque a ingestão ou simples contato com o caramujo vivo pode causar a contaminação. Eles também contaminam as frutas e verduras, assim disseminando doenças, mais um motivo para que os alimentos sejam cuidadosamente lavados antes do consumo. A coleta deve ser feita com as mãos protegidas, colocados em sacos plásticos, e cobertos por sal ou cal virgem (dando-se preferência a essa última opção, por garantir a não contaminação do lençol freático).

É importante observar que eles se proliferam através de milhares de ovos, sendo indispensável que esses também sejam exterminados, para evitar a continuidade da contaminação. A proliferação descontrolada do caramujo africano gigante é uma questão de Saúde Pública, mas que infelizmente não vem sendo tratada como tal, com descaso de todos os níveis político-administrativos para o problema. Mas a gravidade pode ser conferida no próprio site do Ibama na internet.

Célia Borges

14 de julho de 2008

ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE – Receitas naturais para combate às pragas, usando recursos vegetais


A ocorrência de pragas em qualquer tipo de planta, seja de jardins, hortas ou pomares, é geralmente indício de algum tipo de desequilíbrio, e portanto, antes de iniciar o combate aos sintomas, é recomendável pesquisar as causas. Devemos ter em mente que um vegetal manejado adequadamente, bem alimentado e suprido em todas as suas necessidades, dificilmente será afetado por pragas e doenças.

Varias circunstâncias podem contribuir para esse desequilíbrio, como falta ou excesso de umidade, adubações e podas insuficientes ou exageradas, o efeito de agrotóxicos aplicados indevidamente, estresses de todos os tipos (inclusive alguns decorrentes do tipo de enxertia), inadequação climática e muitos outros fatores. A observação cuidadosa, e uma atenta pesquisa sobre as necessidades de cada planta, pode dar a pista do que é que está sendo feito errado.

Corrigir a causa é importante, mas não menos é combater os efeitos, e a utilização de soluções naturais, que não agridam a natureza nem afetem o meio ambiente, são aquelas que devem ser privilegiadas. Além das muitas receitas baseadas em ingredientes orgânicos, como as que apresentei nas postagens anteriores, existem outras utilizando as próprias espécies vegetais como ingredientes de fórmulas inseticidas.

Em fase de pesquisa sobre o assunto, vou relacionar abaixo algumas que já consegui encontrar, limitando-me às espécies de uso comum e de fácil acesso na nossa região sul-fluminense, no Rio de Janeiro, e na região sudeste de um modo geral.

Urtiga – o macerado de urtiga é um tradicional recurso no combate aos pulgões, uma das pragas mais comuns em todo o tipo de planta. Os ingredientes são apenas 10 litros de água para cada cem gramas de urtiga, devidamente macerada e manejada com cuidado, pois é planta que causa irritações na pele. Primeiro a planta deve ser deixada em infusão por três dias, em um litro de água, e depois ter a mistura coada e diluída no restante da água, e assim pronta para ser pulverizada, o que pode ser repetido a cada quinze dias. O preparado resiste a armazenamento até três dias.

Angico – o chá de angico é um eficiente recurso no combate às lagartas, e pode ser conseguido da seguinte forma: 100 gramas de folhas de angico para cada litro d’água, sendo que o preparado deve ficar em repouso por dez dias, mexendo-o um pouco, diáriamente. Coar e guardar em garrafa tampada, sendo que no momento da utilização, deve ser diluída uma parte desse extrato para cada dez de água, e pulverizado sobre as plantas.

Pimenta – o extrato de pimenta é muito utilizado, e com sucesso, no combate à praga chamada “vaquinha”, uma espécie de besouro extremamente voraz na destruição de vários tipos de plantações. A receita indica o uso de meio quilo de pimenta para cada dois litros d’água, batidos no liquidificador, depois de coado, misturar a outros dois litros d’água onde tenham sido diluídas 50 gr de sabão de coco. Cada litro dessa mistura pode ser diluído em outros dois litros d’água, e nessa proporção, pulverizados sobre as plantações afetadas.

Cerveja – Caramujos, lesmas e tatuzinhos podem ser facilmente atraídos para latas de pouca espessura, contendo restos de cerveja misturada com um pouco de sal. Os insetos são atraídos, e dessa forma rapidamente exterminados.

Outros vegetais – muitos outros vegetais são úteis no combate às pragas, e na impossibilidade de dar detalhes sobre todos, vou relacionar os nomes e indicar os usos, prometendo mais detalhes em próximas postagens: Allamanda nobilis (inseticida); Alho (inseticida, repelente, bactericida, fungicida e namaticida); Anonas (inseticida, larvicida e repelente); Araucária (inseticida para animais); Arruda (inseticida); Cálamo ou Acorus calamus (inseticida); Camomila (fungicida e indutor de resistência a doenças); Coentro (inseticida); Cravo de defunto ou Tagetes minutas (inseticida, nematicida e repelente); Erva de rato ou palicourea marcgravii (raticida); Eucalipto (repelente); Escila vermelha ou unginea maritma (raticida); Fumo (inseticida, repelente, fungicida e acaricida); Hortelã (repelente); Jacatupé ou pachyrrhizus tuberosus (inseticida); Mamão (fungicida); Pimenta do reino (inseticida); Pimenta vermelha (inseticida, repelente, inibidor de vírus e inibidor de ingestão).

Esperando estar contribuindo para uma vida mais saudável e para um mundo melhor para todos nós, deixo aqui meu caloroso abraço.

Saudações botânicas,

Célia Borges

ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE – Ferrugem na jabuticabeira? Receitas naturais para essa e outras pragas


A necessidade é a mãe do conhecimento. E certamente, uma das molas que move o mundo. Pude comprovar isso, mais uma vez, há alguns meses, quando a jabuticabeira – única frutífera do meu quintal e menina dos meus olhares botânicos – apresentou sintomas de ferrugem. Depois de produzir seis vezes em 18 meses, desde fevereiro, na última frutificação e quando apareceu sobre os frutos aquela poeira amarelo-alaranjada, ela parou de corresponder aos meus cuidados. Foram safras e safras anteriores dedicadas à geléias e licores, e meus amigos já estavam mal acostumados com os mimos do meu quintal...

Após uma limpeza manual de galhos e tronco, adubações e muita rega, sem resultados, decidi partir para a pesquisa das soluções possíveis para o problema. Mas depois de consultar algumas pilhas de revistas e livros sobre plantas, percebi que isso não seria assim tão simples. Para quase todas as pragas e parasitas parece haver solução rápida e fácil. Mas sobre a ferrugem, na maioria dos casos, apenas citava-se o problema, sem apresentar qualquer indício de solução.

Frustrada nas fontes escritas, recorri à internet. Onde redescobri que a pesquisa botânica é uma espécie de aventura, onde o pesquisador precisa ser tão persistente quanto um Sherlock Holmes. Não vou narrar aqui as minhas desventuras até encontrar a solução – afinal, tão simples quanto aquelas dos romances policiais – mas o fato é que depois de passar por uma infindável coleção de textos repetitivos, e de tratados com fórmulas sobre as quais não consegui entender nada, tropecei na resposta quando já estava prestes a desistir.

Enfim, não foi através do nome popular da doença, nem do nome científico, que consegui resultado: foi seguindo de pista em pista, através de sites de “receitas naturais de combate às pragas”. A experiência, auspiciosa e até mesmo deslumbrante para uma curiosa botânica como eu, foi como o de alguém que procura uma única flor, e que acaba se deparando com um enorme jardim. Colecionando dezenas de fórmulas naturais para jardins e quintais, consegui descobrir como curar a minha jabuticabeira, e também muitas outras dicas, que passo a partilhar com vocês... Espero que possam fazer bom proveito!!!!

Ferrugem nas jabuticabeiras e outras frutíferas – Ferrugem é uma doença que ataca as jabuticabeiras, mas que foi originalmente observada em goiabeiras, e identificada em outras frutíferas, como as macieiras. Provocado pelo fungo Puccinia psidii wint, afeta folhas, botões, frutos e ramos, não só com manchas necróticas circulares, como por um pó amarelo vivo. Seu combate pode ser feito através da pulverização de calda bordalesa (cuja receita segue abaixo), ou no caso de grandes plantações, de produtos químicos à base de fungicidas cúpricos, mancozeb ou benomyl, produtos que só podem ser adquiridos com receituário apropriado.

Calda bordalesa: ingredientes para 10 litros – 100 gr de sulfato de cobre, 100 gramas de cal virgem e 10 litros de água; preparo: quatro horas antes ou no dia anterior, dissolver o sulfato de cobre préviamente amarrado num pano de algodão limpo, em um litro de água morna; pouco antes do preparo, colocar cal em recipiente de 10 litros, adicionando 9 litros de água aos poucos, até dissolver, e em seguida misturando a água do sulfato. Misturar bem. Para testar o PH, use uma faca de metal comum, bem limpa, mergulhando por três minutos na mistura. Se escurecer está ácida, e precisa mais cal. Se não sujar, a calda estará pronta para uso.

Pulverizar sobre as plantas, cuidando para usar botas, luvas e proteger o rosto contra a inalação do produto. Além da ferrugem, a calda bordalesa é eficiente no combate a quase todos os tipos de fungos, bactérias e outras pragas, tendo a vantagem, sobre as fórmulas químicas, do baixo custo e de não deixar resíduos tóxicos. Ela também contribui para o fortalecimento das folhagens, fornecendo nutrientes importantes como cálcio, cobre e enxofre. Substitui inseticidas e adubos artificiais.

Calda sulfocálcica – Muito eficiente no combate aos ácaros, é também opção contra a ferrugem. Para cada 100 gr da solução (que pode ser comprada em lojas de produtos agropecuários) a diluição é em 10 litros de água. Pulverizar a cada quinze dias, até obter resultado no controle do problema.

Calda de fumo e sabão de coco – Um rolo de fumo, 50gr de sabão de coco e um litro de água para a diluição. Deixe curtir por 24 horas, coe e adicione mais 5 litros de água, pulverizando em seguida em plantas infestadas por ácaros, lagartas e pulgões, repetindo a cada semana, ou sempre que necessário.

Emulsão de óleo – A mais eficiente fórmula de combate às cochonilhas é a emulsão de óleo, obtida através de 8 litros de óleo mineral, 1 kg de sabão comum e 2 litros de água, misturados e levados à ferver. O produto será uma pasta, que pode ser guardada, e na hora da aplicação, dissolvidos 50 gr da pasta em 3 litros de água morna, devendo ser aplicados com algodão ou pano limpo sobre as folhas infestadas.

Enfim, esse é só o primeiro capítulo. Minhas pesquisas botânicas sobre receitas naturais no combate às pragas de plantas renderam muito mais, o que vocês poderão conferir numa próxima postagem.

Por enquanto, vou deixando um grande abraço aos meus tão queridos e fieis leitores...

Célia Borges

ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE – Receitas naturais para o combate às pragas de jardins, hortas e pomares


O uso de produtos químicos, como inseticidas, pode ser muito eficiente, mas também cobra um alto preço, do ponto de vista do meio ambiente. A contaminação do solo e das águas, sem falar nos riscos de intoxicação pelo consumo de frutas, legumes e hortaliças que recebem esse tipo de tratamento, se somam à possível resistência de insetos, fungos e bactérias aos princípios ativos utilizados, contra-indicando seu uso sempre que for possível evita-los.

A consciência dos riscos dessas fórmulas tem sido de grande incentivo para a pesquisa de soluções naturais, não só por instituições científicas, como as universidades, a Emater e outras, mas também por parte de pesquisadores independentes, instituições regionais e entidades comunitárias. O resgate de soluções caseiras utilizadas por nossos antepassados, assim como a identificação de novos produtos orgânicos nos meios acadêmicos, vêm contribuindo para o uso e difusão de práticas mais adequadas e menos perigosas, como algumas que enumero abaixo.

Dando seqüência às receitas de caldas orgânicas que publiquei na postagem anterior, vão aí algumas novas fórmulas:

Cinzas – a cinza de madeira é um material rico em potássio, e muito recomendado na literatura mundial para o controle de pragas e doenças dos vegetais, sendo eventualmente aplicada em mistura com outros produtos naturais. Uma das suas utilizações mais populares, contra lagartas e vaquinha dos melões, é a seguinte: meio copo de cinza de madeira, meio copo de cal virgem e quatro litros de água. A cinza deve ser misturada antes com a água, repousando 24 horas, e finalmente acrescentando-se cal virgem, misturando bem e pulverizando em seguida.

Farinha de trigo – a farinha de trigo é recurso eficiente no controle de ácaros, pulgões e lagartas em horas domésticas e comunitárias. Sua aplicação deve ser feita em dias quentes e secos, de preferência com sol. Diluir uma colher de sopa de farinha para cada litro d’água e pulverizar sobre as folhas infestadas, de preferência na parte da manhã, pois a mistura cria uma película quando em contato com o sol, envolvendo os organismos invasores, facilitando sua remoção manual ou pela ação do vento. Repetir a cada duas semanas, até a solução do problema.

Leite – na forma natural ou como soro, o leite é indicado no controle de ácaros e no combate de lagartas, fungos e vírus, além de ser um eficiente atrativo para lesmas, facilitando sua remoção. Seu emprego é recomendado principalmente em hortas domésticas e comunitárias, através da diluição de um litro de leite para cada cinco de água, e pulverizando sobre as plantas. Contra insetos o processo pode ser repetido a cada três semanas, e para outras doenças, a cada dez dias.

No combate às lesmas, a recomendação é embeber com uma mistura de água e leite em partes iguais, um saco de estopa ou pano de algodão limpo, que deve ser colocado no pé da planta infestada, sob o qual elas se abrigarão durante a noite, e que poderá ser retirado facilitando o recolhimento das mesmas, pela manhã.

O leite, misturado com cinza de madeira, também é indicado no controle de míldio. Outra utilidade do leite é como fungicida, nas culturas de pimentão, pepino, tomates e batata, podendo ser usado também em hortaliças, nas diluições anteriormente recomendadas.

Sabão – o sabão (não confundir com detergente!!!) tem efeito inseticida, e pode ser ainda mais eficiente se acrescentado de outros defensivos naturais. Sozinho, tem efeito satisfatório no combate de insetos como pulgões, lagartas e mosca branca. O preparo mais comum é feito através da solução de 50 gr de sabão (de preferência de coco, mas também podendo ser do comum) em 5 litros d’água quente, que depois de fria e bem misturada, deve ser pulverizada sobre as plantas.

Para aumentar a eficiência contra insetos sugadores, como ácaros e cochonilhas, é indicada a mistura com 20 ml de querosene na fórmula anterior, sendo que neste caso é indispensável a aplicação imediata da mistura. A pulverização é a forma mais eficiente de aplicação, mas na falta desse equipamento, pode ser usado também o regador.

As receitas naturais não acabam aqui!!! Ainda tenho algumas, baseadas no uso de plantas, que vou mandar para vocês na próxima postagem. Por enquanto, vou mandando beijocas botânicas!!!

Até!!!

Célia Borges

27 de junho de 2008

ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE – “Morte Súbita dos Cítricos” ameaça plantas enxertadas em limão-cravo e já chega ao Rio de Janeiro


As laranjeiras, limoeiros e outros cítricos plantados nas áreas rurais de Resende e Itatiaia, vêm apresentando nos últimos anos um acelerado processo de decadência, caracterizado pela infestação simultânea de várias pragas, com o ressecamento de galhos e troncos, comprometimento e perda das folhas, e retenção ou deformação de frutos. Nas minhas andanças por esses locais, venho observando isso há cerca de um ano e meio.

Primeiro considerei essa incidência como fatos isolados, mas no momento, empenhada na recuperação de um pomar em Visconde de Mauá, me vi diante de um problema que se revela mais amplo, já que além da contaminação generalizada e da destruição dos cítricos, pude observar que a doença parece ter se propagado para outras frutiferas, destruindo rapidamente espécies mais frágeis, como figueiras, pessegueiros e cerejeiras. Pensei em tratar o caso com podas radicais, inseticidas naturais e adubação intensiva, mas decidi antes de criar despesas desnecessárias para o cliente, pesquisar mais sobre o assunto.

As características da doença, conforme consegui levantar pela internet, são compatíveis com a MSC – Morte Súbita dos Cítricos – que nos últimos anos vêm provocando grandes prejuízos à citricultores, nas regiões interiores de São Paulo e Minas Gerais. Segundo informações colhidas na publicação especializada Caderno Agrícola, “a MSC vem preocupando o setor agrícola devido a rapidez com que aniquila as laranjeiras doces enxertadas de limão Cravo. Ela foi observada pela primeira vez em 1999 afetando laranjeiras de Valência, com 12 anos de idade, enxertadas de limão Cravo no município de Comendador Gomes-MG. Posteriormente expandiu-se para outras regiãos, e segundo o Fundecitrus, ela já atinge mais de um milhão de plantas no sul do Triângulo Mineiro e norte do Estado de São Paulo”.

Os estudos mais acessíveis, que vão até 2003, não indicam que ela se propague para outras espécies, e meu comentário sobre outras frutíferas é apenas produto da minha observação pessoal. O que se pode saber é que em março daquele ano a MSC já havia sido identificada em 14 municípios, sendo sete de São Paulo (Altair, Barretos, Colômbia, Guaraci, Nova Granada, Olímpia e Riolândia) e outros sete no Triângulo Mineiro (Campo Florido, Comendador Gomes, Frutal, Monte Alegre, Planura, Prata e Uberlândia). Em fevereiro de 2003 foi instituída uma “força-tarefa” pelos governos federal e estaduais de SP, MG e Paraná, ficando decidida varredura imediata em cerca de 210 milhões de plantas cítricas nesses estados.

O conhecimento empírico de que os cítricos enxertados em limão Cravo têm vida efêmera, como pude verificar, fazem parte da cultura botânica dos nossos homens do campo, que a chamam popularmente de “tristeza”, mas que entretanto não parecem ter idéia dos riscos à médio e longo prazo que significam a manutenção dessas espécies contaminadas. As plantas vão morrer, secando completamente ou dando origem à uma muda secundária de limão Cravo, mas não sem antes propagar a doença à sua volta.

Até onde consegui pesquisar, a MSC não tem cura, e a indicação para evitar sua propagação é o extermínio radical das espécies contaminadas. As suspeitas mais consideradas eram a da existência de algum tipo de “distúrbio fisiológico” decorrente do comportamento do limão Cravo como porta-enxerto. Motivo pelo qual, mesmo sem comprovação científica definitiva, passou a ser recomendado que se evite o limão Cravo como base de enxertos, ou que se recuse a reprodução de enxertias assim produzidas.

O comportamento dinâmico da Natureza, respondendo de formas variadas aos desafios impostos pela ocupação humana, vem criando novas doenças e distúrbios de ordem biológica, cuja compreensão pode ser demorada. Lidar com a natureza de forma atenta e responsável, faz parte do compromisso intrínseco do ser humano em preserva-la. Assim, estudar melhor o assunto e tomar as providências adequadas para evitar a propagação de pragas e doenças é a atitude mais recomendável, o que pode ser decisiva inclusive para a sobrevivência da espécie humana, sabe Deus quando!!!

Sem maiores recursos senão a prevenção, os estudiosos do assunto só tiveram a dizer, até agora, que é indispensável erradicar as espécies contaminadas, e passar a fazer replantio com mudas enxertadas em outras espécies alternativas, que não o limão Cravo. Na dúvida, pode ser um investimento para evitar a perda de outras frutíferas. Mas pelo visto, é assunto longe de ser esgotado. Quem quiser conferir, indico pesquisa Google, com o nome Morte Súbita dos Cítricos, onde estão disponíveis vários trabalhos.

Célia Borges

9 de junho de 2008

ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE VIII– Plante uma árvore...e siga algumas regrinhas para proteger a Natureza



O dia 5 de junho é o Dia Mundial do Meio Ambiente. E 21 de setembro é o Dia da Árvore, evocando o início da Primavera. A luta pela preservação da natureza é, entretanto, uma luta de todos os dias, que não precisa de datas comemorativas para ser lembrada. Através de algumas simples providencias e atitudes, cada um pode ir dando no dia a dia a sua importante contribuição.

Antigamente costumava-se dizer que a pessoa realizada era aquele que tivesse pelo menos um filho, escrevesse pelo menos um livro, e plantasse pelo menos uma árvore no decorrer da sua vida. Nos nossos dias, com o crescimento de uma “consciência ecológica”, mesmo quem não tem filhos nem pretende escrever um livro, pode pelo menos, e com grande relevância, fazer a sua parte, plantando uma árvore.

Plantar uma árvore – Uma única árvore pode absorver em média, 200 quilos de carbono durante seu crescimento. Além da sombra, flores e frutos, ela estará ajudando a combater o aquecimento global.

Transporte – De preferência ao transporte público (economizando combustível e reduzindo a emissão de gás carbônico), e sempre que possível use a bicicleta ou caminhe, ajudando a si mesmo a ter uma boa saúde.

Alimentação – Planeje o cardápio e as compras de forma a reduzir ou evitar o desperdício. Nesse momento em que a crise de alimentos se apresenta como um risco, é importante também pesquisar receitas que aproveitem talos, cascas e folhas. Prefira produtos orgânicos, isentos de agrotóxicos.

Economia de água – A adoção de pequenos hábitos, na hora de lavar a louça (deixando de molho, ensaboando, e depois enxaguando em grupos), no banho (ficando menos tempo sob o chuveiro e desligando no ensaboamento), e evitando vazamentos, é importante, assim como evitar de jogar pelo ralo óleo de cozinha usado e produtos tóxicos que possam contaminar os rios.

Economia de energia elétrica – Nesse assunto cada brasileiro devia ser mestre, depois da crise do apagão. Manter os hábitos aprendidos naquela época é útil para a economia doméstica, e indispensável como investimento na questão ambiental.

Sacolas e embalagens plásticas – Evite tanto quanto possível... na Europa os supermercados cobram pelas sacolas e estimulam o cliente a levar suas próprias. Sacolas plásticas jogadas no lixo vão levar 450 anos para se decompor, contaminando o meio ambiente. Evite também produtos que tenham embalagens desnecessárias, preferindo aquelas em que elas possam ser reaproveitadas.

Recicle tudo o que puder – Comece a experiência por sua própria casa ou local de trabalho, procurando reaproveitar o máximo possível. Existem inúmeras fontes para se pesquisar formas de reciclagem, como revistas, livros, sites na internet, além de cursos de artesanato. Os materiais que você não puder reaproveitar podem ser vendidos em “ferro-velhos” ou encaminhados para instituições filantrópicas que os vendem para obter recursos. Dois sites interessantes para quem gosta do assunto são o da Recicloteca (www.recicloteca.org.br) e do Cempre (www.cempre.org.br).

Apóie as iniciativas de reciclagem – Não basta só reciclar, é importante também contribuir para o aumento dessa “rede de reciclagem”, divulgando as instituições e prestigiando empresas que trabalhem com recicle. Doar seu lixo reciclável, adquirir produtos resultantes desse esforço, encaminhar a bibliotecas e escolas públicas os livros e revistas usados, e apoiar enfim todas as iniciativas com esse objetivo, são pequenas atitudes que podem proporcionar grandes resultados.

Combata o tráfico de animais – Além de não comprar animais silvestres, é importante combater o tráfico de animais, e assim evitar sua caça predatória. Denúncias sobre esse crime devem ser encaminhadas ao IBAMA, pelo telefone 0800-618080.

E afinal, se você já plantou uma árvore, plante outra. Nunca é demais. A natureza agradece. E as próximas gerações, provávelmente também.

(Nas fotos, minha homenagem aos historiadores e ambientalistas de Resende, na figura da árvore símbolo do município, o misterioso Timburibá.)

Célia Borges

3 de junho de 2008

ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE – O dia 5 de junho e a responsabilidade de cada um na proteção à natureza


O dia 5 de junho é aquele em que se comemora o Dia Mundial da Ecologia e do Meio Ambiente. Comemora-se é o modo de dizer. Não é exatamente um dia para comemorar, mas uma oportunidade para se meditar, avaliar e tomar posição quanto à novas posturas diante da questão ambiental. É um bom momento para decidir se vamos continuar agindo de forma inconsciente, e “empurrando com a barriga” os problemas, ou se já é boa hora de passar da teoria à prática, e de começarmos a agir de acordo com a responsabilidade que o meio ambiente requer.

Já houve um tempo que em achávamos que podíamos responsabilizar os outros, fossem autoridades municipais, estaduais ou federais, ou até mesmo os nossos próprios vizinhos, pela poluição que nos assola em todos os níveis. Mas o desenvolvimento de uma “cultura ambiental” nas últimas décadas, contribuiu para nos mostrar que a poluição, ou melhor dizendo, o controle da poluição, é responsabilidade de todos, e de cada um de nós. Não nos cabe apenas agir individualmente, mas discutir, argumentar, propor novas soluções e técnicas para enfrentar a questão no dia a dia.

O aquecimento global, o degelo das calotas polares, as mudanças climáticas, as enchentes e ocorrências de fenômenos inéditos em várias partes do mundo, tudo o que antes parecia ser apenas o noticiário de situações distantes, hoje começa a bater em nossas próprias portas. A falta de água potável e de alimentos são expectativas que não podemos mais desprezar, deixando a responsabilidade para “os outros”. Porque nós fazemos parte desses “outros”, seja pelo nosso comportamento, seja por nossa opinião.

Do ponto de vista da opinião, podemos manifesta-la das mais variadas formas possíveis, seja aderindo e fazendo parte de entidades que as compartilham conosco, filiando-nos a um partido político que apresente projetos de acordo com nossas idéias, ou votando em candidatos que apresentem plataformas que nos agradem nesse sentido. Associações de moradores, entidades de classe, grupos de amigos, a cada um desses podemos levar o debate, discutir e sensibilizar para um assunto que, afinal, não vai nos trazer nem um centavo de lucro pessoal, mas pode representar um valor acima de qualquer medida.

Mas a principal mudança precisa ocorrer no nosso próprio comportamento, nos menores gestos e nos mínimos detalhes. Conscientes do custo e da dificuldade de se obter água potável à longo prazo, por exemplo, é indispensável que aprendamos a economiza-la e a ensinar aos demais a fazer o mesmo. A mudança de pequenos hábitos, como a forma de lavar a louça, o tempo gasto no banho e o uso de produtos biodegradáveis são pequenas medidas que, se tomadas por muitos, podem levar à grandes resultados.

Economizar energia elétrica é assunto que já deveríamos dominar, desde a época dos apagões, e é sempre bom manter aquela experiência em mente, controlando o consumo tão rigorosamente quanto possível. Nos dias de hoje, a carência da vez diz respeito aos alimentos, então é importante começarmos a aprender a economizar também nesse setor, comprando o necessário e evitando o desperdício. A cultura do reaproveitamento pode trazer surpresas muito agradáveis, não apenas do ponto de vista da economia doméstica, mas também no da criatividade. Há sites na internet e outras fontes, como livros e revistas, com excelentes dicas sobre isso.

A reciclagem passou a ser assunto importante para quem cultiva uma consciência ambiental, e ela pode estar presente na opção de compra de cada pessoa, em relação à uma multiplicidade de produtos. Apoiar iniciativas baseadas no princípio da reciclagem é uma maneira, ainda que indireta, de contribuir para o equilíbrio ecológico. Na outra ponta do processo, encaminhar detritos com grande potencial de poluição para finalidades adequadas, evitando com eles comprometer o ambiente, é atitude ativa de grande importância. Pilhas gastas, latas de alumínio, óleo de cozinha usado, garrafas PET, embalagens de plástico e de vidro, hoje há uma infinidade de produtos que já contam com endereços de coleta, que se pode pesquisar na internet ou nos órgãos competentes de cada cidade.

A consciência da necessidade de economizar, e a perspectiva da reciclagem como forma de evitar o desperdício e ao mesmo tempo proteger a natureza, são atitudes culturais, que precisam ser criadas, alimentadas e cultivadas. Elas podem se manifestar como arte, como artesanato, como solução econômica, como projetos científicos, e uma infinidade de outras potencialidades.

Os problemas ambientais existem, e não há como evita-los. Mas encontrar as soluções adequadas, é coisa que depende de cada um de nós.

Célia Borges

29 de maio de 2008

ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE - Desperdício Não! Campanha começa dia 6 com exposição na Câmara Municipal


Artistas e artesãos de Resende que trabalham com materiais reciclados estarão expondo seus trabalhos nas mostras paralelas que abrem a campanha Desperdício Não! à partir do próximo dia 6 de junho, no anexo da Câmara Municipal, em Campos Elíseos.

Os trabalhos de artesanato expostos serão aqueles produzidos pelos núcleos e cursos de reciclagem das entidades Pestalozzi, VAP e Faetec. Os artistas são Fátima Porto e Wendell Amorim (curadores da mostra), Marcius Lima (in memorian), Tatiana Ratinetz, Paulo Cavalcanti e Tiago Gomes.

A exposição ao público estará aberta entre os dias 9 e 27 de junho, e nesse período estão previstas várias atividades, voltadas para o intercâmbio com escolas e associações de moradores, entre outras entidades, sobre os mais variados aspectos da reciclagem.

O encerramento está previsto para o dia 27 de junho, com a palestra do biólogo Luiz Toledo de Sá, autor de diversos trabalhos e experiências com reciclagem, e que terá oportunidade de mostrar os detalhes da casa que construiu, nas proximidades de Volta Redonda, com paredes, telhados, cortinas, canalizações e outros componentes que reaproveitou do lixo.

Segundo Fátima Porto, idealizadora do evento, esse conjunto de atividades tem o objetivo de propagar ao máximo possível a “cultura da reciclagem”, atingindo todas as faixas etárias e camadas sócio-econômicas, despertando a população para as vantagens do reaproveitamento do lixo tanto do ponto de vista ambiental quando para o da economia doméstica e comunitária.

“As possibilidades da reciclagem são muito amplas, e no momento não temos recursos para divulgar todas”, comenta ela. “Mas estamos tentando mostrar o máximo possível dentro das nossas possibilidades, tanto ponto de vista da arte, quanto do artesanato. Queremos despertar vocações entre pessoas que possam trabalhar esses materiais, assim como a consciência da comunidade, para dar melhor destinação ao lixo que produz todos os dias”, conclui ela.

Nas fotos, telhado, parede e painel de parede com materiais reciclados, da residência do professor Luiz Toledo de Sá.

Célia Borges

27 de maio de 2008

ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE – Proteja a natureza das pilhas velhas e do óleo de cozinha usado

Alguns resíduos que produzimos como lixo são altamente prejudiciais ao meio-ambiente. Entre os mais nocivos estão as pilhas, que podem espalhar metais pesados e elementos tóxicos durante muitos anos na natureza. E aconselhável que, na medida do possível, adotemos o hábito de usar pilhas recarregáveis. Quanto às comuns, já há uma maneira segura de desembaraçar-se delas quando estiverem gastas: o Banco Real mantém serviço de coleta em todas as suas agências, de onde são encaminhadas aos órgãos públicos responsáveis por sua destinação.

Outro lixo que compromete o meio-ambiente é o óleo de cozinha usado, resíduo comum na maioria das residências, e também produzido em grande quantidade em restaurantes e até em indústrias. Mas, cada litro dele que se recolhe é um ganho na luta pelo equilíbrio ecológico, e a natureza agradece. A região dispõe hoje de um grande número de locais, os chamados Ecopontos, que atendem a essa finalidade.

O óleo deve ir sendo armazenado em garrafa PET, e entregue em algum dos pontos abaixo. Não havendo um Ecoponto próximo à sua casa ou empresa, junte no mínimo 5 litros de óleo usado e ligue para “Disque Viva Óleo” que o carro de coleta irá até o local. O atendimento é feito pelos telefones (24) 3355-0478 e 3355-3937, de segunda à sexta, das 8 às 18 horas.

Ecopontos em Resende: Sede da Agencia do Meio Ambiente (Parque das Águas), Escola Parque Ipiranga, E.M. Sagrado Coração de Jesus, Colégio Salesiano, C.E. Dr. João Maia, E.E. Gov. Roberto Silveira, CIEP 489 Augusto de Carvalho, C.E. Aníbal Benévolo, C.E. Marechal Souza Dantas, C.E. João Medeiros de Camargo, C.
E. Engenheiro Passos, E.M. Augusto de Carvalho, C.M. Getúlio Vargas, E.M. Jardim das Acácias, E.M. José Roberto Sampaio, E.M. Algodão Doce, E.M. Clotilde de Souza Ferreira, E.M. de Educação Especial Rompendo o Silêncio, E.M. Moacir Coelho da Silveira, E.M. Adelaide Lopes Salgado, E.E. Antonio Quirino, Comunidade Céu da Montanha (Mauá), E.M. Professor Carlinhos e E.M. Área de Lazer Julieta Botelho.

Em Itatiaia: C.E. Ezequiel Freire. Em Penedo: Casa do Papai Noel, Sede da CERES, E.M. Sebastião Bernardo da Silva, E.M. Francisco Otávio Xavier. Em Quatis: C.E. Américo Pimenta.

Além desses, outros tipos de lixo trazem danos ao meio ambiente, de forma que é sempre aconselhável estar atento e aproveitar todas as formas possíveis de reciclagem, especialmente em se tratando de resíduos de difícil degradação como garrafas PET, sacos plásticos e embalagens industriais de um modo geral. Cada pequeno esforço, mesmo que seja de uma única pessoa, já estará valendo à pena.

Célia Borges

10 de maio de 2008

ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE – Energia solar fácil e gratuita


A engenhosidade de pessoas simples pode levar a soluções que superam e desafiam a formação técnica dos cientistas. É o caso da lâmpada de energia solar, criada por um mecânico de Uberaba, de nome Alfredo (sobrenome não informado), e que se encontra amplamente difundida naquela cidade mineira, já conquistando outros locais.

O engenho, além de sair praticamente de graça – todos os materiais são reciclados, menos duas medidas de água sanitária – consegue proporcionar iluminação sem qualquer custo, aproveitando apenas a luz solar. Para cada lâmpada, basta uma garrafa PET de dois litros, transparente, duas tampinhas da garrafa de água sanitária, e uma embalam (o potinho descartável) de filme fotográfico.

A garrafa e a água devem estar bem limpas. Depois de misturar a água sanitária, basta tampar (com a própria tampa da PET) e cobrir a tampa com a embalagem de filme. A garrafa deve ser fixada numa abertura do teto, deixando-se cerca de dez centímetros para fora, garantindo a captação da luz do sol. O efeito interno, já medido por um engenheiro especializado, é o de uma lâmpada entre 40 e 60 wats para cada garrafa.

Além do custo quase nenhum na confecção da lâmpada, o custo do consumo também é zero. Segundo usuários, ela tem outras vantagens, como por exemplo a de não ser preciso o trabalho de apagar e acender, pois seu funcionamento vai depender da intensidade do sol. Mesmo não dispensando inteiramente a energia elétrica, ela pode proporcionar uma grande economia. Há quem garanta que uma lâmpada já funciona há dois anos, sem necessidade de manutenção.

Segundo o criador, “seu” Alfredo, a idéia surgiu como solução na época do Apagão, em 2002. Hoje o sucesso já é tanto que está sendo usado no Parque Ecológico Chico Mendes, na grande São Paulo.

O leitor curioso, que quiser conhecer o vídeo demonstrando a confecção, instalação e utilização da lâmpada solar gratuita, pode escrever como comentário para essa matéria, informando o endereço de e.mail para onde a resposta possa ser encaminhada.

Célia Borges

4 de maio de 2008

ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE – Estudos sobre o Rio Paraíba do Sul terão Banco de Dados unificado


A criação de um Banco de Dados unificado, e em formato digital, reunindo todos os trabalhos de pesquisa, teses de mestrado e doutorado sobre o Rio Paraíba do Sul, foi um dos principais objetivos do I Simpósio de Recursos Hídricos do Rio Paraíba do Sul, realizado entre 26 e 28 de abril, no campus da Associação Educacional Dom Bosco, em Resende.

O Simpósio fez parte do Projeto Redevale – Rede de ensino, pesquisa e educação à distância para recursos hídricos do Rio Paraíba do Sul, cujo portal vai abrigar os trabalhos científicos cadastrados.

Promovido pela Agevap (Agência Pró-Gestão das Águas da Bacia do Rio Paraíba do Sul), pelo Ceivap (Comitê para Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul) e pela ABRH (Associação Brasileira de Recursos Hídricos), o encontro reuniu cerca de 150 pessoas, entre pesquisadores e estudantes de graduação e pós-graduação, autores e participantes de trabalhos sobre a bacia do Rio Paraíba.

Segundo Flávio Simões, representante da Agevap na organização do Simpósio, “é importante que a classe científica tenha acesso rápido a esse conjunto de informações”. Ele disse também que o Banco de Dados é importante por promover intercâmbio entre as instituições de pesquisa e ensino, e os demais agentes envolvidos nas questões ambientais, técnicas e sociais do Vale do Paraíba.

Além da Agevap, participaram da organização do Simpósio dos professores Wilson Cabral de Souza e Pedro Fidelman, ambos do Redevale/ITA (Instituto Tecnológico da Aeronáutica). Segundo informações dos organizadores, os trabalhos apresentados no Simpósio, assim como os demais estudos a serem incluídos no Banco de Dados, vão dar os subsídios necessários para o desenvolvimento de projetos e para a ação dos órgãos executivos, responsáveis pela despoluição e outras iniciativas ligadas ao Vale do Paraíba.

Maiores informações sobre o Projeto Redevale e sobre o Banco de Dados podem ser obtidas através dos sites www.agevap.org.br e www.ceivap.org.br.

Célia Borges