13 de dezembro de 2010

EXPOSIÇÃO “O PAPEL DAS VILAS” NO JARDIM BOTÂNICO DO RJ



A exposição “O Papel das Vilas”, apresentada inicialmente em Visconde de Mauá, mas que no decorrer do ano percorreu o circuito regional, chega agora ao Jardim Botânico do Rio de Janeiro. A mostra coletiva, que reúne trabalhos de 50 artistas, realizados sobre papel artesanal, terá abertura no próximo dia 15, quarta-feira, às 17 horas, no Centro de Visitantes daquele parque, onde permanecerá até 3 de janeiro de 2011, das 8 às 17 horas.
Promovida pela MR Papel – Papelaria Artesanal, e pelo Centro Cultural Visconde de Mauá, a iniciativa comemora os 30 anos de pesquisas em papel artesanal no Brasil, e o ano de 2010, como o Ano Internacional da Biodiversidade. O papel artesanal produzido a partir de plantas da Mata Atlântica, pelo papeleiro Maurício Rosa, foi distribuído pelos artistas da região, que sobre ele produziram suas obras de arte.
Os artistas participantes são Alcantara Martins, Anielli Carraro, Antonio Barbosa, Beatrijs T´Kindt, Beth Rego, Beth Reis, Bia Dietrich, Boi, Cândido, Carlos BG, Carlos Guerrero, Carmem Gardon, Carmem Flores, Cássia Freitas, Cazoba, Cláudia Simões, Cristina Ayres, Cristina Loureiro, Daleni Kuraiem, Di Monaco, Diva Elena Buss, Domitila, Elvira Vigna, Fábio Genovesi, Fátima Porto, Felicidade Patrocínio, Fernando Fleury, Cesar Moras, Key Ferreira, Luisa Ramagem, Maurício Rosa, M. Cecília, Nívea Leite, Flávia Góes, Flávio Porto, Gabi Six, Gisele Barino, Jeanne Curty, Jomauro Bal, Juliana Mello, Julio Rainier, Pedro Ferreira, Rainier Jacobi, Roseana Murray, Rubens Saboya, Rui Takeguma, Tatiana Ratinetz, Victor Silvestre, Vivian Cury, Wendell Amorim, Zaza Jardim.
Na abertura da exposição, nessa quarta-feira, haverá apresentação do Coral do Visconde, e sorteio da rifa do quadro “Vilas”. A exposição no Jardim Botânico conta com apoio, além daquela instituição, da Mauatur, da Pousada Casa Bonita, da Prefeitura Municipal de Itatiaia, da Secretaria de Cultura do Rio de Janeiro e do Ministério da Cultura.
Célia Borges

20 de novembro de 2010

AGENDA CULTURAL – Caminhos da Leitura em Visconde de Mauá

O Centro de Cultura e o Ponto de Leitura do Centro Cultural Visconde de Mauá estarão promovendo, de 25 a 28 de novembro, programação do projeto Caminhos da Leitura, através de atividades que, segundo a diretora do centro, Márcia Patrocínio, visam estimular a leitura, às manifestações artísticas e à reflexão pedagógica.
A programação começa na quinta, dia 25, na parte da manhã, com Roda de Leitura, que traz o escritor e jornalista Bruno Casotti, do Rio de Janeiro, para leitura e comentários dos livros de sua autoria, com alunos da Escola Municipal Francisco Quirino.
Na sexta-feira, dia 26, haverá Oficina de Educação Musical com Enny Parejo, de São Paulo, e que terá o lançamento do livro “Estorinhas para Ouvir – aprendendo a escutar música”, de sua autoria, das 13 às 17 horas, especialmente destinada a educadores locais, com 35 vagas, na Pousada Bolo Húngaro.
E no domingo, dia 28, está programado o encerramento do evento, com o lançamento do livro “Alma Nômade”, de Sergio Zurawel, (www.clubedeautores.com.br/book/31313--ALMA_NOMADE) às 19h30, na sede do Centro Cultural Visconde de Mauá. A programação de quinta é aberta ao público.
Célia Borges

16 de setembro de 2010

ÁRVORE ELETRONICA: SOLUÇÃO PARA O LIXO TECNOLÓGICO



Se você tem aparelhos de telefone celular já desativados, teclados, “mouses” , computadores velhos e outros equipamentos sem uso, e não sabe o que fazer com eles, surge finalmente uma solução para descartá-los de forma útil, e voltada para a reciclagem. No próximo dia 21 de setembro, em endereços de Resende, Itatiaia, Porto Real e Petrópolis, esses resíduos da tecnologia estarão sendo recolhidos, através do evento ÁRVORE ELETRÔNICA.
A iniciativa é da PC Vida e Grandiflora Consultoria Ambiental, que garante que todo o material coletado será encaminhado para reciclagem ou utilizado em projetos de inclusão digital. E que, para cada tonelada de resíduos coletada, serão plantadas 30 mudas de árvores.
Os postos de coleta na nossa região serão os seguintes: Resende – Resende Shopping e Colégio Estadual Dr. João Maia; Itatiaia – Colégio Municipal Reinaldo Maia Souto; Penedo – Colégio Municipal Dom Ottorino Zanon; Porto Real – Secretaria Municipal de Meio Ambiente; Petrópolis – Ong PC Vida e TV Vila Imperial.
A Universidade Estácio de Sá, que apóia essa idéia, está recebendo materiais nos seus “campi” de Petrópolis, Nova Friburgo, Resende, Niterói, Barra, Madureira e Rebouças.
A iniciativa merece o apoio das autoridades municipais da nossa região, de forma a tornar essa coleta regular, e de se estudarem meios de beneficiar as populações dos municípios doadores, contribuindo para uma inclusão digital que também favoreça nossas populações carentes.
A árvore da foto, que embeleza a nossa Av. Castelo Branco, em Resende, segue á título de inspiração, para que os doadores pensem no possível resultado de seu esforço.
Célia Borges

POPULAÇÕES AFETADAS POR PARQUES PEDEM “PAZ NA MANTIQUEIRA”



Uma ampla manifestação popular, reunindo moradores e instituições de municípios do interior dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, está sendo programada, embora ainda sem data definida, através de uma “Carreata pela Paz na Mantiqueira”, em direção à Basílica de Aparecida. O movimento se propõe a dar voz às populações que vem sendo afetadas pela criação e ampliação de unidades de conservação nessa região, pelo ICMBio, sem os devidos estudos de impacto social, econômico e ambiental.
Os líderes da manifestação são o mesmo grupo que conseguiu, recentemente, frear o processo de criação do Parque Altos da Mantiqueira, após desgastante processo iniciado em novembro do ano passado, com a apresentação pelo ICMBio da proposta de uma unidade de conservação, numa área de 86 mil hectares, e envolvendo terras de 15 municípios de São Paulo e Minas Gerais. Prefeitos e representantes dos municípios afetados, sindicatos rurais e associações profissionais, além da Fundação Cristiano Rosa e do Instituto ECO Solidário, participam da organização.
Apesar da criação do parque estar paralisada por decisão judicial, ao final de dois anos poderá ser retomada, e nesse período, os organizadores da “Carreata pela Paz na Mantiqueira” querem chamar a atenção da imprensa e da opinião pública para a absurda situação que é a criação de um Parque Nacional numa área densamente ocupada, promovendo o desemprego e criando problemas econômicos e sociais naquela região.
A mobilização da população nos município afetados foi imediata, graças à atuação de suas lideranças, e na primeira Consulta Pública, em 7 de dezembro, em Pindamonhangaba, os representantes do ICMBio foram surpreendidos pela presença de mais de 400 pessoas, que se insurgiram contra a proposta de criação do parque, inclusive pelo despreparo desses representantes, que não tinham informações sequer sobre quais e quantas seriam as propriedades atingidas, e o total da população afetada.
O impasse resultou na suspensão das outras três Consultas Públicas programadas para os dias seguintes – fato inédito segundo o próprio ICMBio – e após várias tentativas de conciliação, no início de 2010, o Procurador da Justiça Federal de Guaratinguetá entrou com Ação Civil Pública contra o ICMBio, para que apresentasse seu Plano de Manejo em 18 meses. Ao ser citado, o ICMBio pediu prazo de 24 meses, o que foi homologado.
O conflito gerado pela proposta de criação do Parque Nacional Altos da Mantiqueira é semelhante aos que vêm ocorrendo em outros locais, e em todo o país, como é o caso do Parque Nacional do Itatiaia, onde decreto de ampliação ameaça desapropriar a área do Núcleo Colonial, criada em 1908, e portanto quase trinta anos mais antiga do que o próprio parque, que só surgiu em 1937.
A Associação dos Amigos do Itatiaia está apoiando a “Carreata pela Paz na Mantiqueira”, e convidando seus associados, além de demais cidadãos e instituições do lado do Rio de Janeiro, para aderirem ao movimento. Além de Itatiaia, existem problemas entre a população e o ICMBio com relação também aos parques nacionais da Bocaina e da Serra dos Orgãos, cujos representantes estão sendo convidados para participar da carreata.
A unanimidade dos organizadores e apoiadores da “Carreata pela Paz na Mantiqueira” questiona a forma como o ICMBio vem criando unidades de conservação, sem a efetiva participação das comunidades locais, estudos técnicos nem avaliações sócio-econômicas. O resultado são os chamados “parques de papel”, uma política ambiental equivocada, que vem criando todo o tipo de problemas com as comunidades envolvidas. E que além disso o ICMBio não toma as medidas necessárias, nem demonstra compromisso, com a efetiva preservação do patrimônio natural do país.
Célia Borges

29 de julho de 2010

ROBERTO MAGALHÃES NO MAM/RESENDE




Um artista cuja obra é sinônimo da liberdade de criar. Essa é a definição mais freqüente, entre críticos e admiradores, para o trabalho de Roberto Magalhães, que expõe seus desenhos, à partir dessa sexta-feira, dia 30 de julho, no Museu de Arte Moderna de Resende. A mostra, que faz parte das comemorações dos 60 anos do MAM/Resende, será aberta às 19 horas, e na oportunidade haverá também o lançamento do livro “Eu Estou Sempre com Você”, da escritora Elizabeth Cabral, esposa do artista, e sessão de autógrafos do próprio Roberto Magalhães para o livro que leva seu nome, lançado no ano passado, e onde está publicada uma síntese da sua obra.
Laureado na IV Bienal de Paris, em 1966, Roberto Magalhães, que nasceu em 1940, e se revelou um artista precoce, teve sua primeira exposição individual aos 22 anos, na Galeria Macunaíma, do Museu de Belas Artes do Rio de Janeiro. Em 1965, participou da revolucionária exposição Opinião 65, no MAM/RJ, ao lado de três outros ícones da arte brasileira, Antonio Dias, Rubens Gerchman e Carlos Vergara, num movimento de vanguarda que transformou a ordem estética então vigente.
Além da Bienal, em 66 Roberto Magalhães foi premiado também no XVI Salão de Arte Moderna do Rio de Janeiro, por uma série de xilogravuras. Após morar dois anos em Paris, na volta ao Brasil atravessa período de busca espiritual, que se revela numa série de desenhos de inspiração esotérica. Nas décadas seguintes, seguiu criando com liberdade e além dos limites das técnicas, projetando seus temas fantásticos e visionários, através do traço original e único.
Em 50 anos de atividade profissional, Roberto Magalhães realizou exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior, e suas obras encontram-se no acervo de museus e coleções particulares. Uma seleção desses trabalhos compõe o livro ROBERTO MAGALHÃES, da editora Portfolio Brasil, estará à venda, e poderá ser adquirido com autógrafo, na abertura da exposição ROBERTO MAGALHÃES EM RESENDE.
A exposição de Roberto Magalhães chega ao MAM/Resende como um presente especial, no ano em que nosso Museu comemora seus 60 anos. A presença desse artista, de renome internacional, é incentivo e ponto de partida para novas metas. Com essa exposição, o MAM/Resende procura difundir as tendências e questões da arte contemporânea, buscando ampliar e diversificar seu público, e valorizando a cultura no município e na região.
Célia Borges

15 de julho de 2010

ITATIAIA – Os 100 anos do “seu” José Narciso da Silva




Neste domingo, dia 18 de julho, uma grande família de Itatiaia vai estar em festa: filhos, netos, bisnetos e trinetos, somando quase 150 pessoas, vão festejar os 100 anos de José Narciso da Silva, pessoa muito popular e querida no município.
Mas a comemoração do centenário do “seu” Zé da Silva, como é mais conhecido, começa nessa sexta-feira, dia 16, com um café da manhã promovido pelo Clube da Terceira Idade, organizado pela Secretaria Municipal da Ação Social, e com o apoio de diversas pessoas, empresas e entidades do município.
A homenagem se justifica, não só porque “seu” Zé da Silva é o cidadão mais idoso de Itatiaia, inclusive segundo os registros oficiais, mas pela quantidade de amigos e admiradores que ele cultiva, e pelo exemplo de disposição e vitalidade que ele continua dando, todos os dias. No domingo, em casa, ele vai comemorar a data cercado da família e dos amigos mais chegados. Em casa e na rua em frente, porque a casa é pequena pra tanta gente.
Nascido em Santana dos Tocos – distrito de Resende inundado para a construção da Represa de Funil - filho de índios, “seu” Zé da Silva vive em Itatiaia desde meados da década de 1930, tendo passado a maior parte de sua vida trabalhando para o Parque Nacional do Itatiaia.
Saudável, alegre e bem disposto, ele não aparenta nem de longe os seus bem vividos 100 anos. É difícil encontrá-lo em casa, pois seu maior prazer é dar longas caminhadas, percorrendo as ruas dos bairros próximos à Vila Pinheiro, onde mora, sempre pronto para “um dedo de prosa” com algum dos seus muitos amigos.
Conhecedor como poucos dos segredos das plantas – que aprendeu andando pela mata com o pai, ainda na infância - atende aos pedidos de uma grande clientela dos remédios que prepara com elas, e que, segundo ele, já ensinou a muito “doutor” do Parque Nacional.
Antes de se radicar em Itatiaia, ele passou alguns anos da adolescência no Rio de Janeiro, adotado informalmente por um oficial de Marinha amigo de seu pai e morando na Ilha do Governador. Por influência dessa família, engajou-se naquela força, tendo passado alguns anos embarcado, quando teve oportunidade de conhecer diversos países. Após dar baixa, procurou trabalho no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, onde ficou alguns anos, até ser enviado para Itatiaia, para trabalhar na Reserva Biológica então existente.
“Seu” José Narciso conta com orgulho, que comandou a abertura de trilhas e picadas mata adentro, quando o Parque Nacional do Itatiaia ainda nem existia. E que teve o privilégio de conhecer o presidente Getúlio Vargas pessoalmente. Para ele, “um homem muito bom”, pelo que fez pelos direitos do trabalhador. Direitos que só beneficiaram “seu” José Narciso parcialmente, porque depois de mais de 50 anos de serviços, só depois de muita luta para comprová-los – devido à falta de registros e à informalidade do serviço público federal nas unidades de preservação - é que ganhou uma aposentadoria de cerca de dois salários mínimos por mês. Sem casa própria, ele mora com uma de suas filhas.
Entre as histórias que gosta de contar, uma das prediletas é a do seu casamento com Lourdes Benedita da Silva, que como ele era de Santana dos Tocos, e com quem ele casou sem ter sequer o tempo de namorar. Conheceu ela num baile – ele não sabia dançar e ela era a única sem par – e depois de uns rodopios, fez brincadeira com um parente da moça, dizendo que lhe pagava um litro de cachaça se fosse ao pai dela pedir à mão em casamento. Ao contrário do que esperava, o pedido foi feito e o pai da moça aceitou. E ele, “palavra de homem”, não podia voltar atrás. Casou com ela e nunca se arrependeu. Viveram juntos por 49 anos, dez meses e dezesseis dias, sendo que pouco antes de completar as bodas de ouro, ela morreu dançando em seus braços.
Nos seus 100 anos, depois de dois casamentos e 28 filhos – dos quais dezesseis próprios e doze adotados, e entre todos, quatro já falecidos – “seu” José Narciso é um verdadeiro de ídolo dessa grande família, que já conta com 123 pessoas entre netos e bisnetos, e seis trinetos, sendo que o mais novo tem pouco mais de quatro meses. Sobre suas incansáveis caminhadas, diz que não gosta de parar, “para não enferrujar”. Quando se pergunta o segredo da sua longevidade, ele diz que teve a sorte de poder viver na mata, que ele tanto ama. E quem foram seus amigos nesses anos? E ele diz: “todo mundo. Sou amigo de todos”.
Célia Borges

6 de julho de 2010

SANTA CASA DE RESENDE EM BUSCA DE PADRINHOS




A Santa Casa de Misericórdia de Resende precisa de apoio, e com essa finalidade, no próximo dia 12 de julho, às 19 horas, no auditório Maria Joaquina Esteves, da Associação Educacional Dom Bosco, acontecerá a apresentação do projeto Padrinhos da Santa Casa, criado com o apoio da AEDB, para captação dos recursos necessários à reforma de parte de suas instalações. A finalidade do projeto é melhorar as condições físicas do hospital, tendo em vista aumentar sua arrecadação, para diminuir o déficit financeiro, que hoje gira em torno de R$ 4 milhões.
O projeto é uma iniciativa da provedoria da Santa Casa apoiada pela diretoria da AEDB, tendo como organizadoras a vice-provedora Carmem Lúcia de Souza Pereira e a coordenadora do curso de Economia da AEDB, professora Renata Monteiro Porto. Na primeira etapa do projeto, o objetivo é arrecadar recursos financeiros para reformar dez quartos diferenciados – aqueles com melhor infra-estrutura, que podem gerar receita para a Santa Casa, através de internação particular ou por plano de saúde, daqueles pacientes que podem pagar
- “A meta é aumentar a receita da Santa Casa, com a prestação de serviços diferenciados a um público que possui condições de pagamento e que utiliza uma parte das instalações do hospital, as quais se encontram, atualmente, em condições precárias de funcionamento” – explica a economista e professora Renata Porto.
Segundo nota da Assessoria de Imprensa da AEDB, a proposta do projeto “Padrinhos da Santa Casa” é que um membro da sociedade, pessoa física ou jurídica, adote um dos quartos diferenciados, assumindo os custos de sua reforma. “O padrinho terá seu nome inscrito numa placa a ser afixada no quarto que ele apadrinhar financeiramente”, acrescenta a professora Renata.
Na apresentação do projeto, dia 12 de julho, na AEDB, os convidados presentes tomarão conhecimento das condições dos quartos a serem reformados e conhecerão, também, o orçamento da reforma. O que se pretende é sensibilizar a comunidade quanto aos problemas sociais e financeiros da Santa Casa de Resende e mobilizá-la para colaborar na busca de soluções. “Esse tipo de iniciativa através da interação entre a instituição e a sociedade salvou outras Santas Casas de vários municípios”, conclui Renata Porto, uma das organizadoras do projeto, representando a AEDB.

Célia Borges

26 de junho de 2010

ALDEIA GLOBAL – Eleições e o “conto” da pesquisa de opinião



Eu gostaria de encontrar um matemático, ou um estatístico, que me desmentisse. Mas à luz do bom senso, não há nada que me convença de que essas tais pesquisas de opinião não passem de lenda. Alguém me explique, por favor, como é que num universo de mais de 200 milhões de habitantes, a opinião pública possa ser medida pelo que pensam duas mil pessoas.
Enquanto espero alguém que tente me convencer da validade dessas pesquisas, quero tomar a liberdade de fazer minhas próprias continhas: digamos que nós trabalhamos numa empresa com 100 funcionários, e precisamos decidir sobre uma festa, mas como não dá tempo de consultar a todos, os organizadores se valham de uma pesquisa de opinião. Que ouçam, por exemplo, 10% dos funcionários, ou seja, dez pessoas. Vai ser uma vitória extraordinária se a opinião dessas pessoas representar o pensamento de pelo menos metade dos funcionários. Se forem mil funcionários, os 10% seriam 100 pessoas, e mesmo assim é difícil acreditar que sua decisão satisfizesse pelo menos a metade, ou seja, 500 pessoas.
Agora, se tomarmos a proporção de 200 milhões para 2.000, eu enlouqueço a minha calculadora e não chego ao resultado. Deve ser coisa tipo 0,000001%, e nem sei se coloquei os zeros suficientes, o que na minha pouca compreensão da matemática, é algo como quase nada. Ouvir 2.000 pessoas numa eleição municipal, com um universo de eleitores de 200 mil habitantes, por exemplo, já é uma exorbitância, mas para fins estatísticos, talvez ainda seja razoável. Nas principais capitais, com populações de sete, oito, dez mil habitantes, duvido que a opinião de 2.000 representem significativamente alguma coisa. No país, então...
Além do número irrisório de entrevistados, o que facilita a realização de pesquisas tão freqüentes, me atrevo a questionar também os critérios na escolha de entrevistados. Dependendo de onde, como e quando, não é muito difícil orientar pesquisas para se obter resultados previsíveis. Não estou questionado a idoneidade deste ou daquele instituto de pesquisas, apenas a forma como estas são realizadas, e que apesar de serem feitas sem nenhum tipo de controle, ganham notoriedade como se fossem verdadeiros oráculos modernos.
Pesquisas de opinião com 2.000 entrevistados, talvez fossem mais representativas se houvesse uma escolha aleatória, envolvendo todas as unidades da federação e municípios, assim como as mais variadas categorias profissionais e sociais, coisa que parece impossível. Como se os entrevistados fossem sorteados pelo número do telefone... ou pelo endereço, como uma espécie de loteria. Mas nem todos tem telefone, e nem todos tem onde morar, então já excluiríamos assim uma parcela da população. Mas duas mil pessoas, em poucas capitais e cidades do país? Não vejo como, nem acredito, que seja possível avaliar o termômetro eleitoral dessa maneira.
Não escrevo isso devido ao aumento de intenções de voto em pesquisas, na candidata do PT. Essa é minha opinião há muito tempo, e até imagino que, dependendo de onde forem feitas as pesquisas, D. Dilma já possa até ser dada como eleita. Para minha grande tristeza, aliás, pois gostaria de eleger uma mulher como presidente, mas não esta. Mas não se trata de partidarismo, e sim de simples e pura descrença.
É bem provável que muitos leitores torçam o nariz diante dessa minha dúvida, e mais ainda, da coragem que estou tendo de expressá-la. A maioria das pessoas que conheço está tão acostumada a acreditar em todo e qualquer absurdo que os políticos, a imprensa, e as pesquisas de opinião nos impõem, que já perdeu o hábito de questionar. Aliás, o saudável hábito de questionar. Nos últimos meses, entretanto, depois que a opinião pública provou que ainda vale alguma coisa, pressionando o Congresso para a aprovação do decreto da “ficha limpa”, tive uma “recaída” da esperança de que o eleitorado nacional está despertando para suas responsabilidades. Então, acho que não custa nada “meter o bedelho” em mais esse nicho do processo eleitoral, contribuindo, quem sabe, para o seu aperfeiçoamento.
Meu poeta predileto, Fernando Pessoa, escreveu um dia uma frase lapidar: “Crer é morrer; pensar é duvidar”. E como eu penso, não só confirmo assim minha existência, mas privilegio o uso do meu cérebro por sua própria conta, e não na fácil crendice por contos antigos ou modernos. Se algum defensor dessas pesquisas tiver a chance de ler meu desafio, que me responda, por favor. Confesso que aguardo ansiosa por um debate.
Célia Borges

25 de junho de 2010

ARCANJO GABRYEL – Festa Junina faz quinze anos, sábado às 18 horas



A tradicional Festa Junina da Arcanjo Gabryel está fazendo quinze anos, e promete estar mais animada do que nunca, nesse sábado, dia 26 de junho, com início às 18 horas.
Com o tema “Olha para o Céu meu amor, e Vê como Ele está lindo”, a festa da Arcanjo deve se superar na animação e criatividade, que vem fezendo dela um dos eventos mais concorridos do inverno de Penedo.
Além de se divertir, os participantes terão a chance de apoiar uma das mais relevantes instituições dedicadas à educação de pessoas com necessidades especiais, e que atua dentro de uma filosofia de trabalho que merece ser melhor conhecida e divulgada.
Célia Borges

21 de junho de 2010

CLUBE FINLANDIA: Festa de Juhanus neste sábado, às 18 horas



A Festa de Juhanus, São João, na Finlândia coincide com a antiga celebração do solstício de verão, que é o dia mais longo do ano e o início da estação quente no hemisfério norte. No Brasil, como estamos no hemisfério sul, temos o dia mais curto do ano e o início do inverno. A colônia finlandesa de Penedo sempre organiza a festa chamada Juhanus, nessa época, no Clube Finlândia, promovendo um encontro das duas tradições. Este ano Juhanus será comemorado no próximo sábado, dia 26, à partir de 18 horas, com fogueira, música, dança, comidas e bebidas, em evento aberto à comunidade.
A Noite de São João é breve na Finlândia – em Helsinki, por sua latitude, o sol se põe ás 22 horas e nasce novamente às 2 da madrugada. Nessa noite, segundo a tradição, magos e duendes se reúnem para prever o futuro. As moças procuravam saber alguma coisa sobre seu futuro marido na noite de São João, e para essa finalidade cultivavam os mais variados rituais, como alguns que enumeramos abaixo:
- Ao dormir, a moça deve virar a meia do pé esquerdo pelo avesso, colocar uma moeda no calcanhar e calçá-la de novo, e depois disso não falar mais nada. O futuro marido aparecerá no sonho da moça (tradição de Ruovesi)
- Dormir com uma moeda de cobre embaixo do travesseiro. Ao levantar pela manhã, o nome do primeiro homem que encontrar será o nome do marido (tradição de Valtimo)
- Colher 13 tipos diferentes de flores, colocar embaixo do travesseiro. O futuro marido a visita em sonhos (tradição de Hauho)
- Colocar dois espelhos frente a frente, olhando em um espelho verá o rosto do futuro marido no outro (tradição de Sääksmäki, 1887)
-Deixar cair 9 alfinetes numa fonte de água, passando por um anel de ouro, o rosto do futuro marido aparecerá refletido na água (tradição de Koskenpää, 1923)
- Dormir com roupas acabadas de lavar, com a Bíblia embaixo do travesseiro, e irá sonhar com o futuro marido (tradição de Kiuruvesi)
- Tirar a roupa, e varrer ao redor de um poço, para o lado esquerdo, e depois olhar dentro do poço e verá o rosto do futuro marido (tradição de Pomarkku)
(Fonte: Helena Hildén, presidente do Clube Finlândia)
Célia Borges

17 de junho de 2010

PARQUE NACIONAL DO ITATIAIA – Aos 73 anos, um idoso em estado de abandono


Na segunda-feira, dia 14 de junho, o Parque Nacional do Itatiaia completou 73 anos. É a reserva florestal mais antiga do país, e seu aniversário deveria ter sido motivo de festas. Mas se houve alguma comemoração, não conheço quem tenha ido, nem ouvido falar. Quem foi ao Parque, no dia do aniversário, deve ter percebido que não há mesmo o que comemorar, porque a primeira unidade de conservação do país encontra-se num estado lastimável de abandono, com as estradas esburacadas, as trilhas sem conservação, muitas cachoeiras com acesso interditado, ausência de Guarda Florestal ou serviço de guias, e um Centro de Visitantes que pouco tem a mostrar, depois que o Museu da Flora e da Fauna foi desativado.
A última comemoração amplamente divulgada de aniversário do Parque, em 2007, quando fez 70 anos, não correspondeu à anunciada revitalização, já que na oportunidade, além de não ganhar nada, o Parque ainda perdeu o seu museu. O Museu da Flora e da Fauna abrigava um acervo de inestimável, constituído de material para exposição e coleções para estudo, com 2.328 espécies de plantas e 186 de frutos, 400 tipos de animais (répteis, aves e mamíferos) e 2.345 artrópodes (insetos e aracnídeos), sendo que a coleção de estudos reunia 1.108 animais preparados e cerca de 11.200 artrópodes, que atraiam cientistas e estudantes de todo o mundo.
Mas o Parque Nacional do Itatiaia, origem desse monumental acervo, não foi considerado pela nova administração, que assumiu sua direção naquela época, local adequado para continuar abrigando-o, então as coleções foram enviadas para outras instituições. Nunca soubemos exatamente quais receberam o quê, pois não houve um relatório divulgado sobre o assunto. E os visitantes que se conformem com a fria exposição proporcionada por recursos audiovisuais.
Nesses três anos, nada foi feito de relevante no PNI, que lembre qualquer preocupação com a preservação ambiental. A condição da reserva é de acentuada decadência, resultado de uma administração negligente, que concentrou todos os seus esforços na execução de um Programa de Manejo, cujo único objetivo visível é a ameaça de desapropriação das propriedades particulares da pequena área do Núcleo Colonial Itatiaia, onde existem residências e hotéis.
A proposta desse projeto é criar na área do Núcleo, um grande complexo de lazer, com universidade para 1.500 alunos – inclusive com Curso de Gastronomia, para estudar novos cardápios, para degustação de espécies selvagens, entre outras barbaridades. Hotéis, campings, e a prática de esportes radicais são alguns dos outros itens para a planejada ocupação. E tirar essas terras de seus verdadeiros donos, para entregá-las à terceiros, à escolha dos responsáveis pela “política ambiental” vigente.
A pretensão da atual direção do Parque baseia-se num decreto de ampliação datado de 1982, do então presidente João Batista de Figueiredo, e que, baixado sem a realização de estudos prévios, incluiu a área do Núcleo Colonial, criada em 1908 pelo próprio governo federal, e por ele emancipada em 1916, portanto mais de 20 anos antes da criação do parque, em 1937. O decreto ampliava a área de cerca de 12 mil alqueires – definida no decreto de criação do parque, e onde já existia a Reserva Biológica anteriormente criada - para 30 mil, sendo que as terras do núcleo não ocupam nem 2 mil alqueires, sendo uma parcela mínima do total pretendido. Assim, mesmo excluindo-se as terras do Núcleo, o governo federal ainda dispõe de uma área maior do que 16 mil hectares, para promover a desejada ampliação.
A proteção dessa grande área, ainda rica em vegetação nativa, e dos vários tipos de altitude – os 12 mil alqueires do parque atualmente, e os mais de 16 mil que se encontram na parte alta do Maciço do Itatiaia – não mobilizou a atual direção do parque nesse período, nem se encontra prevista no Programa de Manejo apresentado em 2007. A efetiva preservação ambiental do patrimônio natural do parque, vem sendo tratada como questão secundária, deixando-o entregue às ações predatórias e ao constante risco de incêndios, que já provocaram perdas irreparáveis nos últimos anos.
Há espécies vegetais e animais em risco de extinção, sem que nada seja feito para evitar suas perdas. Mas as autoridades ambientais do país preferem dar prioridade ao dispêndio de recursos públicos para desapropriar imóveis urbanos, em local em que existe uma mata secundária cultivada justamente por esses moradores, e usando para isso todo o tipo de expedientes, como a desvalorização dessas propriedades por meio de medidas ilegais e arbitrárias, como restrições ao livre trânsito e impedimento de receber produtos e serviços, inclusive para indispensáveis obras de manutenção.
Os moradores do Núcleo, reunidos através da Associação dos Amigos do Itatiaia, por não concordarem com as propostas do Programa de Manejo, entraram na Justiça Federal em janeiro passado, pedindo a caducidade do decreto de 1982, e reivindicando não apenas a exclusão das terras do núcleo da ampliação do parque, mas também inúmeras medidas de interesse cultural e ambiental, como a devolução do Museu da Flora e da Fauna, e a exigência de que a direção do Parque Nacional do Itatiaia assuma sua responsabilidade para com aquela reserva, promovendo sua preservação e manutenção.
Antes de apelar para a Justiça, que foi um recurso extremo, a AAI tentou negociar com as autoridades ambientais a reclassificação daquela área para Patrimônio Natural, de forma que os moradores ficassem sujeitos às normas de uma área de proteção ambiental, sem perder seus direitos de propriedade. Essa seria uma solução que ao mesmo tempo cumpriria a legislação, não oneraria a União, não traria maior impacto ambiental do que o já existente, e também preservaria o patrimônio histórico, cultural e social do núcleo, e da comunidade do município de Itatiaia, à qual está estreitamente envolvido.
A proposta da AAI não foi sequer considerada, já que a instituição nunca foi chamada para ter a oportunidade de discuti-la. A implantação do Programa de Manejo foi decisão unilateral, e do ponto de vista das autoridades, não sujeita à debates. Por isso foi tão mal recebida a Ação Civil Coletiva da AAI na Justiça, e contra a qual a atual direção do Parque não tem poupado todo o tipo de acusações infundadas, inclusive atribuindo à uma eventual vitoria dessa ação à impossibilidade de promover a ampliação do Parque. Nada mais falso, aliás, porque o governo federal poderá ampliar o parque, ocupando legalmente as áreas disponíveis da chamada parte alta, através de um novo decreto, e no momento que quiser.
É importante observar que essas propriedades, que sequer foram ainda desapropriadas, vêm sendo tratadas como se já fizessem parte do parque, e seus moradores, que são legítimos proprietários, como se fossem invasores. Para atingir seus objetivos, a atual direção do Parque lança mão de uma campanha que chega às raias da difamação, mobilizando organizações não governamentais voltadas para a preservação ambiental, e manipulando essas organizações pela imposição de seus pontos de vista, evitando um saudável e democrático debate sobre a questão. Os autênticos ambientalistas, da região e do país, dariam grande contribuição ao meio ambiente se estudassem o assunto, tomando conhecimento do conteúdo do Programa de Manejo, e lendo detidamente os termos da Ação Civil Coletiva da AAI. Dessa forma, seria bem fácil definir quem faz pouco caso do meio ambiente, e quem está preocupado e quer realmente proteger a natureza.
Os defensores do Programa de Manejo, além de pouco preocupados com a preservação do Meio Ambiente, também se esmeram em desconhecer a História, que é um dado relevante para uma boa compreensão de toda essa questão que envolve a ampliação do Parque. Aos 73 anos, o Parque merece ter sua história conhecida, e reconhecida, para que seja restabelecido o papel dos moradores do Núcleo Colonial Itatiaia, que tanto contribuíram para restaurar uma área devastada, transformando-a em floresta secundária, e que foram os principais apoiadores e incentivadores para a criação do Parque Nacional do Itatiaia.
Quem quiser conhecer um pouco dessa história, fique atento á próxima postagem desse blog. A foto é do Núcleo Colonial nos anos 40, quando a área ainda não tinha tido a mata recuperada pelos moradores.
Célia Borges

15 de junho de 2010

LIVROS: Léxico Tupi-Português, de Hugo di Domenico



Incentivar o interesse das pessoas pelo conhecimento e pela interpretação das palavras do idioma indígena introduzidas na nossa língua, é o principal objetivo do Dr. Hugo di Domenico, com a publicação do Léxico Tupi-Português, um dicionário que reúne a tradução de milhares de palavras de origem tupi para a língua portuguesa.
Pesquisador, médico e professor aposentado, Hugo di Domenico foi um dos primeiros professores do curso de Medicina da Unitau (Taubaté-SP), e hoje, com 94 anos, ainda exerce parcialmente a clínica médica na cidade de Taubaté. O Léxico Tupi-Português é resultado de uma pesquisa realizada pelo autor durante quase sete décadas.
Esse é o terceiro trabalho publicado pelo autor, sendo que os anteriores também tiveram origem nos seus estudos sobre o idioma tupi: “Toponímia e Nomenclatura Indígena do Município de Taubaté”, em 1976, e “Fitomínia e Zoonímia Indígenas do Município de Taubaté”, em 1981.
O livro poderá ser adquirido pelos interessados, com o próprio autor, através do telefone (012) 3632-2328 ou através da Fundação Ipiranga, uma das instituições apoiadoras da obra, pelo telefone (091)3344-0777. Mais informações: www.diariotaubate.com.br/display.php?id=16095 ou www.unitau.br/voufazerpos/destaque3.php
Célia Borges

13 de junho de 2010

LABRADORES PARA ADOÇÃO




Prezados leitores, venho fazendo parte de uma corrente informal para promover o encontro de pessoas que gostam de animais, e queiram ter um, e outras que, por força de suas atividades, têm animais a oferecer para adoção.
São entidades de proteção aos animais, clínicas veterinárias, abrigos ou pessoas de bom coração, na cidade do Rio de Janeiro, que acolhem e cuidam provisoriamente, mas que sem condições de adotar, procuram novos donos para esses cães, abandonados ou cujos donos não tiveram como mante-los.
Atualmente, meu contato tem sido mais freqüente com pessoas que têm labradores para oferecer para adoção, como os dois da foto: Kiara, de um ano, e um filhote cor de chocolate com 5 meses. Quem tiver interesse, pode escrever para um dos meus endereços de e.mail, com informações para resposta, que eu os colocarei em contato com os atuais cuidadores.
Célia Borges

7 de junho de 2010

AGENDA CULTURAL – Entalhes em madeira de Roberto Granja, no Centro Cultural Visconde de Mauá



Nesta quinta-feira, dia 10 de junho, o Centro Cultural Visconde de Mauá está convidando sócios, amigos e o público em geral para a abertura da exposição de Entalhes em Madeira, do artista plástico Roberto Granja. O evento, que começará às 19 horas, contará com momentos musicais pelo Duo Contraponto e convidados, exibição dos vídeos Janelas do Mirantão e Ensaios de um Atelier, de Marcelo Hilgenberg, e também o lançamento do livro “O Dom da Vaca”, de Bruno Casotti, e ilustrado por Roberto Granja.
Os trabalhos da mostra de Entalhes em Madeira foram produzidos por Roberto Granja tendo Daniel Alves como assistente. A exposição ficará aberta do dia 11 de junho a 19 de julho, abrindo aos sábados, domingos e feriados, das 10 às 18 horas. Durante a semana, visitas guiadas estão sendo previamente agendadas para a comunidade escolar.
A mostra conta com os apoios da Pousada Casa Bonita, da Pousada e Restaurante Terra da Luz, Capril De Ville, Menino da Montanha – Pães Artesanais, MR Papel – Papelaria Artesanal e Sidartha – Moda Indiana.
Célia Borges

LIVROS – Estrada Real Caminho Novo da Piedade, de Francisco Sodero Toledo



O leitor interessado na história do vale do rio Paraíba do Sul, conta agora com mais um título dedicado ao assunto, o livro Estrada Real Caminho Novo da Piedade, do professor Francisco Sodero Toledo, lançado há pouco mais de um mês em evento realizado na Unisal. A obra trata dessa importante via colonial, que corta o denominado Vale Histórico, em áreas paulistas e fluminenses.
Nesse trabalho o autor busca resgatar a história dessa região, o reconhecimento de suas influências no passado, e as possibilidades que ainda permanecem para sua reutilização como rota turística. O livro relata os “interesses metropolitanos, as dificuldades de construção do Caminho Novo, os impactos ocorridos após sua conclusão, a ocupação da terra, os personagens, os ranchos, o comércio, as capelas, os primeiros núcleos populacionais e a saga dos seus desbravadores e colonizadores”.
O professor Sodero Toledo é licenciado em História, Filosofia e Pedagogia, pós-graduado em História da Civilização Brasileira e mestre em educação, entre outros títulos. Nascido em Silveiras, é atualmente docente e pesquisador da Unisal-Lorena e na Escola de Engenharia de Lorena – USP, além de ser consultor em projetos histórico-culturais e educacionais. Ele criou e dirige o portal www.valedoparaíba.com, e o livro pode ser adquirido através do www.valedoparaiba.com/shopping/produto.asp?produto=33.
Célia Borges

6 de junho de 2010

FOGOS NÃO!!! Comemore de outra forma. Fogos de artifício afetam os animais domésticos e selvagens




Um alerta, na perspectiva do início dos jogos da Copa do Mundo: se você é um cidadão consciente, ambientalista ou não, evite soltar fogos durante a Copa do Mundo... e daquí pra diante. Os fotos de artifício afetam negativamente a vida dos animais, tanto os domésticos quanto os selvagens, causando transtornos que vão muito além das aparências.
Fogos eventuais já fazem mal. Mas o foguetório intenso de certas ocasiões podem causar tantos danos que seria preciso um tratado de biologia para esclarecer o assunto. Os efeitos são variados, dependendo da espécie animal e do impacto (de acordo com a proximidade e persistência) do ruído, podendo em alguns casos levar à morte.
Segundo o veterinário João Paulo Ramagem, os cães são extremamente sensíveis aos fogos, pois sua audição pode ser entre 10 a 20 vezes mais sensível do que a do ser humano. Por isso é bastante comum que os animais fiquem estressados nos dias de comemorações que se caracterizem pela soltura de fogos. Ele cita inclusive acidentes graves, de cães que se cortaram ao atirarem-se contra vidraças, descontrolados pelo ruído.
Apaixonado pelos beija-flores, o empresário Franklin Guanabarino, do restaurante Vernissage, em Penedo, vem fazendo campanha contra os fogos nessa época da Copa, pela forma como ele acredita, diante da sua observação pessoal, que isso afeta essas aves. A impressão do Franklin também é confirmada pelo Dr. João Paulo Ramagem, de que o estresse provocado pelos fogos afeta a vida selvagem, interferindo inclusive nos ciclos reprodutivos.
Se nos centros urbanos os fogos já afetam visivelmente os animais domésticos, quem tem o privilégio de viver em áreas preservadas ou próximas, tem um compromisso ainda maior de zelar por esse patrimônio, contribuindo para preservá-lo, abstendo-se de soltar fogos. O assunto é amplo, e quem tiver mais informações sobre ele, por favor, me escreva. Antecipadamente agradeço.
Por enquanto, conto com a consciência ambiental dos meus leitores.
Célia Borges

PARQUE NACIONAL DO ITATIAIA: AMPLIAÇÃO NÃO DEPENDE DAS TERRAS DO NÚCLEO



A atual direção do Parque Nacional do Itatiaia vêm defendendo, literalmente “com unhas e dentes”, a implantação de um Programa de Manejo, baseada em decreto de 1982. Essa medida, que implica na desapropriação da área do Núcleo Colonial Itatiaia, está sendo questionada na Justiça pelos moradores, já que, entre outras irregularidades do decreto, ele avança sobre área urbana e propriedades particulares, o que vai contra a legislação vigente.
A questão encontra-se, portanto, na esfera judicial, aguardando decisão. Mas a direção do PNI não se deu por satisfeita, e decidiu pressionar o Judiciário, na forma de uma Moção assinada pelo Conselho Consultivo do Parque Nacional do Itatiaia – CCPNI – e que foi apresentada na Assembléia Geral daquele conselho em 7 de maio de 2010, pegando os conselheiros de surpresa, já que o assunto não constava da pauta.
Mostrando consciência e maturidade, o Conselho pediu tempo para analisar a proposta, tendo sido marcada uma Assembléia Extraordinária, para 14 de maio, onde mesmo sem ter tido tempo de avaliar o outro lado da questão – já que a presidente da AAI, Leila Heizer, teve apenas cinco minutos nesse dia para expor as razões da instituição – os conselheiros aprovaram a Moção, com ressalvas, como pode ser verificado pela Ata daquela assembléia, se e quando ela for colocada à disposição para leitura.
O argumento da direção do PNI, que confundiu os conselheiros do CCPNI e que continua causando confusão nos meios ambientalistas e na imprensa, é de que a Ação Civil Coletiva da AAI vai impedir a ampliação do Parque Nacional do Itatiaia. Nada mais falso. Se a ação for vitoriosa, e o decreto de 1982 for cancelado, o governo federal tem todas as condições de editar um novo decreto, reincorporando uma área de mais de 28 mil hectares, já que a s terras particulares do Núcleo representam menos de dois por cento do total. Poderá até ampliar além disso, já que em 1908 o governo comprou dos herdeiros do Visconde de Mauá 48 mil hectares. Como terra não sai andando, essa área ainda deve estar lá, no mesmo lugar.
A atitude da direção do Parque no episódio da Assembléia da CCPNI reflete bem o comportamento que essas autoridades vêm adotando desde 2007, esmerando-se em caracterizar os moradores do Núcleo como invasores – o que não é verdade, porque são legítimos proprietários de suas terras – e inimigos do meio ambiente – o que também é falso, já que esses moradores foram comprovadamente responsáveis pela recuperação de uma mata secundária naquela região, que no início do Núcleo encontrava-se completamente devastada.
A estratégia tem sido a de convencer os crédulos e pouco informados de que existe um conflito de interesses entre o Parque e o dos moradores do Núcleo, e que a vitória de um corresponde à derrota do outro. E de que, quem apóia a AAI é contra os interesses ambientais. Entretanto, quem se dispuser a estudar os documentos do caso, vai perceber que a Ação da AAI demonstra uma muito maior preocupação ambiental que o Programa de Manejo, onde está claramente demonstrado que tais autoridades se dispõem a dispender enormes recursos na desapropriação de casas e hotéis, mas não prevêem medidas para a proteção dos seus outros 28 mil hectares, onde o que resta de mata nativa continua sujeita à incêndios e todo o tipo de ação predatória.
Os moradores do Núcleo sempre se notabilizaram pela preocupação ambiental, e nunca foram inimigos, mas sempre parceiros e apoiadores daquela unidade de conservação. Desconhecer isso é virar as costas para a história, e agir de má fé. Mas atual direção do Parque vem se esforçando em renegar essa história, e semear um preconceito que coloca os moradores do Núcleo como inimigos do Parque e da natureza. A forma como a Moção à CCPNI foi apresentada testemunha exatamente isso, um afã em desacreditar quem, pura e simplesmente discorda, e tem a coragem de ir à Justiça, defender seus direitos e opiniões.
É bom lembrar que a AAI tentou negociar a reclassificação da área, de forma a preservar as características ambientais de suas terras, mas mantendo as propriedades. E que a Ação foi um recurso extremo, diante da falta de diálogo. A atual administração do PNI não apenas não demonstrou interesse em abrir canais de negociação, como assumiu uma postura de posse sobre o que não lhe pertence – já que os imóveis não foram desapropriados -, impondo regras e limitações ao livre trânsito dos moradores do Núcleo, à prestação de serviços e entregas de compras em suas casas. Por tal autoritarismo e arbitrariedade, os moradores não tiveram outro recurso se não apelar para a justiça.
Funcionários públicos, que apenas estão lotados no Parque, prestando um serviço temporário, agem como se fossem seus proprietários. E se sentem no direito de manipular informações e opiniões para atingir seus objetivos, impedindo um debate livre e democrático, no temor de que ele possa enfraquecer seus argumentos, construídos sobre uma base falsa. A Ação da AAI, ainda que acatada e ganha na Justiça, não vai impedir a ampliação do Parque Nacional do Itatiaia, e é até uma ingenuidade acreditar nisso.
O Parque Nacional do Itatiaia pode ser ampliado, de diversas maneiras, mesmo com a exclusão da área do Núcleo Colonial Itatiaia. Por exemplo, por um decreto novo, que substitua o antigo, e que seja editado após novos estudos e demarcações... ou por uma divisão do Maciço do Itatiaia em pequenas reservas federais, estaduais e municipais, partilhando a responsabilidade pela conservação do meio ambiente com toda a sociedade.
Não há justificativa para que a atual direção do Parque Nacional do Itatiaia queira impor os termos de um decreto ultrapassado em mais de 25 anos, e se recuse a discutir novas propostas, que podem sim, e efetivamente, promover a proteção daquela unidade de conservação. E se a proposta deles é boa, porque não discuti-la? Por que é tão indispensável a imposição, ao invés da discussão?
Enquanto espera a decisão da Justiça, a atual administração do Parque faria melhor cuidando de suas responsabilidades, antes de propor Moções. Afinal, quem for hoje visitar o Parque Nacional do Itatiaia – a mais antiga reserva ambiental do país - vai encontrar estradas esburacadas, trilhas intransitáveis, cachoeiras interditadas, sinais de descuido e abandono por todos os lados... e isso, referindo-nos só ao que está mais visível e acessível.
É importante estarmos atentos para o fato de que, caso a AAI ganhe a Ação, isso não encerra o debate sobre a questão da ampliação do Parque. As terras ainda estarão lá – os mais de 28 mil hectares – e o parque, felizmente, ainda terá muito para onde crescer. O que preocupa é o que será feito dessa reserva, e se tão admirável patrimônio natural vai continuar sendo tratado com tanto descaso. Porque se a atual direção do Parque já não dá conta de uma manutenção mínima na ainda pequena área sob sua jurisidição, quem garante que vai ter competência para dar conta do resto?
Célia Borges

25 de maio de 2010

PARQUE NACIONAL DA ILHA GRANDE: uma vitória contra a política ambiental arbitrária



A vitória, na Justiça Federal do Paraná, da Ação Civil Pública que requeria a caducidade e a nulidade do decreto (30/09/97) de criação do Parque Nacional da Ilha Grande, localizado naquele estado, em 8 de abril passado, alimentou as esperanças dos moradores das diversas áreas em conflito, pelo país afora, com relação à disputas desnecessárias que vêm sendo criadas por de uma política ambiental arbitrária, desenvolvida pelo governo federal.
Ao invés de concentrar esforços na preservação do patrimônio natural ainda existente no país, essa política ambiental implantada pelo Instituto Chico Mendes – pobre Chico Mendes, em cujo nome se cometem tantas barbaridades!!!! – através do ICMBios, vem se empenhando prioritariamente em propostas de desapropriação de áreas onde já existe ocupação humana, em flagrante desrespeito à legislação.
É o que acontece, por exemplo, em Itatiaia, onde a mais antiga reserva florestal do país, o Parque Nacional do Itatiaia, encontra-se em estado de abandono, enquanto um Programa de Manejo que vêm sendo implantado à revelia da comunidade, pretende desapropriar residências e hotéis para a implantação de um ambicioso complexo de lazer, de inequívoco interesse econômico.
Com a desculpa de ampliar o Parque, o ICMBios tenta implantar os termos de um Decreto de 1982 – situação semelhante à do Parque Nacional da Ilha Grande – para desapropriar as áreas do Núcleo Colonial Itatiaia, terras particulares adquiridas por colonos europeus há mais de cem anos, e que eles encontraram devastadas, como mostram fotografias da época, e cuja recuperação em floresta secundária, promoveram por seus próprios esforços.
O caso do Parque Nacional da Ilha Grande, no Paraná, é apenas um dos muitos conflitos gerados pela política ambiental imposta nos últimos anos, e que inverte as prioridades, que deveriam ser a proteção do patrimônio natural remanescente e a educação ambiental, para fazer do cidadão um parceiro na defesa do meio ambiente. Mas a autoridade decidiu tratar o cidadão como inimigo, sem direito de defesa, e usando contra ele todas as armas disponíveis, como a possibilidade de descumprir as leis.
O Juiz Nicolau Konkel Junior, da Vara Federal Ambiental de Curitiba, com sua sentença que determinou a nulidade do Decreto de criação daquele parque, deu importante passo para enquandrar e conter essa política, que vem criando unidades de conservação sem estudos prévios, sem consultas à comunidade, e sem sequer o respaldo jurídico necessário para apoiar tais intervenções. A ação, proposta pela Colônia de Pescadores Z13, conseguiu que o juiz reconhecesse que “ é um fato que inúmeras unidades de conservação, no Brasil, são apenas “de papel”, pois a despeito do ato jurídico de criação, permanecem á espera, por longa data, por alguma ação do Poder Público para a sua efetiva implantação”.
No afã da aumentar as estatísticas sobre as áreas sob proteção no país, o ICMBios vem tentando criar e ampliar reservas de qualquer maneira. Sem querer perder tempo com os indispensáveis estudos técnicos, desprezando os aspectos históricos, econômicos e sociais das comunidades afetadas, e atropelando os cidadãos e as leis, a tal política ambiental vigente vem colecionando processos na justiça, com desperdício de tempo e de dinheiro público.
As áreas de interesse ambiental, onde existe ocupação humana, poderiam, segundo a lei ,ser enquandradas como patrimônio natural, e preservadas com o apoio dessas populações. Seriam casos de negociações, parcerias e projetos de educação ambiental. Os custos para os cofres públicos seriam muito menores do que aqueles necessários para as desapropriações. Mas o ICMBios só aceita negociar sobre pressão, como aquela que resultou no cancelamento do Parque Altos da Mantiqueira, onde a mobilização política conseguiu atingir seus objetivos. Aos demais, sem apoio político, só resta apelar para a Justiça... e esperar que ela seja exercida.
Célia Borges

15 de maio de 2010

A SAÚDE DO BEIJA-FLOR: açúcar sim, mas com rigorosa higiene



Há alguns meses escrevi sobre A Saúde do Beija-Flor, alertada por uma notícia que circulou na internet, e sobre a qual também fiz algumas pesquisas na época. O texto contra-indicava o uso de açúcar nos bebedouros para beija-flores, em conseqüência do aparecimento de fungos, que se instalam na garganta da ave e podem causar a morte por sufocação. Até o uso de mel, misturado á água em lugar do açúcar, não era recomendado.
A matéria passou despercebida no blog, mas ao ser publicada novamente, na edição de abril do jornal Agora, diante do interesse da minha amiga editora e ambientalista Emmy Louise, ganhou mais visibilidade, e recebeu comentários que me trouxeram de volta ao assunto. Um desses amáveis leitores que escreveu, Franklin Guanabarino, comentou que usava a mistura de água com açúcar há muitos anos, e que nunca observou problemas com os beija-flores que freqüentam o delicioso jardim do restaurante Vernissage, e inclusive seus bebedouros.
Apesar de ser encantada por beija-flores, tive bebedouros na varanda por muito pouco tempo, e há pelo menos duas décadas, então não pude contar com a experiência pessoal. Mas os argumentos do Franklin, e de outros leitores, me incentivaram a reconsiderar a questão e voltar às pesquisas. E pesquisar sobre beija-flores, estejam certos, é uma delícia.
Assim, preciso reconhecer que os defensores do açúcar tem lá suas razões. Há artigos na internet “plantados” por interesses comerciais, e esse pode ter sido um deles, já que há produtos industrializados no mercado, e precisando ampliar seu público. Esses produtos industrializados oferecem garantias técnicas, e são recomendados. Mas são mais caros do que a simples água com açúcar, ou mesmo do mel, que se for de boa procedência, também não oferece riscos adicionais.
Mas é preciso estar atentos, porque não se pode oferecer a água com açúcar nos bebedouros de qualquer maneira. Essa mistura realmente provoca o aparecimento dos fungos nocivos, e para evitá-los é preciso troca-la diariamente, depois de lavar cuidadosamente os bebedouros, para evitar o acúmulo de resíduos. A falta dessa higiene realmente pode fazer mal aos beija-flores, e se a limpeza diária não for possível, são indicadas outras soluções para atrai-los. Outro cuidado que deve ser tomado é sobre a proporção dessa mistura, que deve ter quatro partes de água para uma de açúcar. O excesso de açúcar não faz mal, mas contribui para atrair concorrentes, como as abelhas e formigas.
LIMPEZA DOS BEBEDOUROS – O ideal é ter dois bebedouros para cada ponto de alimentação, de forma a que um esteja em limpeza enquanto o outro é usado, revezando-os no local. Retire o bebedouro sujo, lave-o em água corrente, escove onde a sujeira estiver depositada, e em seguida coloque de molho, por 20 minutos, em água misturada com um pouco de água sanitária. Depois disso, enxágüe e deixe secar até o dia seguinte, quando o recipiente estará pronto para ser reutilizado.
PARA EVITAR FORMIGAS E ABELHAS – No caso das formigas, basta colocar vaselina no gancho ou arame onde o bebedouro fica pendurado, para que elas não consigam passar para o recipiente. As abelhas podem ser desestimuladas com a redução da concentração de açúcar na mistura, mas se isso não der resultado, há uma fórmula natural que agem como inseticida para elas: ¼ de dente de alho, uma colher de sopa de vinagre e outra de azeite. Amasse bem o dente de alho e vá juntando os dois líquidos até formar uma pasta. Encha o bebedouro com a mistura de água com açúcar, e antes de pendura-lo, pincele essa mistura nas partes onde as abelhas pousam, nas flores de plástico e em torno dos furos. É preciso ter cuidado para não misturar esse repelente com a solução de açúcar. O que sobrar pode ser guardado na geladeira para uso posterior, quando precisará apenas ser bem mexido, para ficar homogêneo.
A IMPORTANCIA DAS FLORES – Apesar de atrair para mais perto dos nossos olhos as delicadas acrobacias dos beija-flores, os bebedouros não substituem as necessidades nutricionais dessas pequenas aves, já que o néctar das flores tem outros nutrientes além do açúcar, e porque os beija-flores se alimentam também de pequenos insetos e artrópodes que vivem nas plantas, de onde obtêm proteínas.
É interessante observar que os bebedouros costumam ser visitados por outras aves que se alimentam de néctar, e que há espécies, como o beija-flor tesourão, que toma conta do bebedouro, afastando os demais. Assim, é interessante ter mais de um ponto de alimentação, para permitir a aproximação de mais variedades de beija-flores e outros pássaros.
Célia Borges

13 de maio de 2010

PROJETO CERCANIAS - Rechuan manifesta preocupação com desapropriações em Itatiaia



O prefeito de Resende, José Rechuan, em audiência em Brasília na terça-feira, dia 11, com o ministro chefe da Secretaria de Relações Institucionais do Brasil, Alexandre Padilha, e acompanhado de outros seis prefeitos dos estados de São Paulo e Minas, manifestou preocupação com a medida do governo federal que prevê desapropriações de hotéis e residências localizadas na parte baixa do Parque Nacional do Itatiaia. A notícia foi veiculada durante a semana, pelo jornal Diário do Vale.
Segundo a matéria, Rechuan declarou: “Viemos manifestar que somos contra a determinação, que logicamente afeta mais Itatiaia, contudo irá atingir toda a região em seu entorno. O nosso entendimento é que a preocupação e o posicionamento das prefeituras da região são legítimos, visto a possibilidade de prejuízos à vida das pessoas que moram há vários anos no Parque e construíram seu patrimônio dentro do local. Além disso, existem riscos diretos á economia da Região das Agulhas Negras, motivo pelo qual achamos que o assunto precisar ser rediscutido”.
O texto do Diário do Vale sobre o assunto é bastante detalhado, e ainda está acessível à leitura na edição on line do jornal, que recomendo ao leitor que preza sua cidadania e gosta de se manter informado sobre a atuação das administrações da nossa região. Transcrevo apenas mais um trecho, com o comentário do prefeito Rechuan sobre o encontro: “Saimos da audiência com a certeza de que a discussão em torno do assunto terá continuidade dentro do governo federal. Acredito que vamos ter êxito no nosso pedido”. Segundo a matéria, o próximo passo será uma audiência com representantes do Ministério do Turismo.
Com esse posicionamento claro, e a prioridade dada ao assunto – tanto o Projeto Cercanias quanto a questão das desapropriações – o prefeito Rechuan ampliou sua competência como uma promissora liderança regional, mostrando uma visão ampla sobre as questões que envolvem o conjunto de municípios no projeto, num total de quinze prefeituras, em três estados – RJ, Minas e São Paulo. Atitude aliás coerente com a sua administração, que vem sendo ativa na implantação de seus projetos, e agindo mesmo sob o risco de errar. Uma administração atuante, e não paralizada, como muitas que se vêem por aí.
É animador ver o prefeito de Resende assumindo com tamanha disposição uma iniciativa como o Projeto Cercanias, criado sob a expectativa do desenvolvimento integrado desses municípios, sob os pontos de vista econômico, social e cultural. Levar a questão das desapropriações no Parque Nacional do Itatiaia com tanta firmeza ao governo federal, é atitude corajosa e que merece respeito. Se é verdade que cada povo tem o governo que merece, então a população de Resende está de PARABÉNS!!!
Célia Borges

9 de maio de 2010

AUMENTO DO IPTU DE ITATIAIA - Nesta segunda, ás 9h, população de Itatiaia faz manifesto em frente à Prefeitura



Os aumentos impostos à população de Itatiaia nos carnês do IPTU desse ano, estão causando grande insatisfação, e começam a provocar algumas mobilizações de grupos de moradores. Nesta segunda, às 9 horas da manhã, está programada uma manifestação na Praça Mariana da Rocha Leão, em frente á sede da prefeitura, reunindo a população do Centro e dos bairros vizinhos, além de quem mais queira participar.
Na quinta-feira, dia 6 de maio, mais de 50 moradores de Penedo reuniram-se no Clube Finlândia, para discutir com advogados as medidas cabíveis para reverter tais aumentos, que em alguns casos chegam a mais de 1.000%. A maioria dos aumentos está na faixa de 100%, mas algumas propriedades estão sendo alvo de cobranças bem maiores.
Em todos os bairros de Itatiaia, moradores que já receberam seus carnês do IPTU de 2010 estão considerando os valores das cobranças exorbitantes. No caso dos moradores do Penedo que participaram da reunião da quinta-feira, a decisão foi que cada um entrará individualmente com pedido de revisão na Secretaria Municipal de Finanças, e ficará aguardando decisão antes de pagar o imposto. No caso da decisão ser negada, eles poderão entrar na justiça, de forma individual ou coletiva.
Os moradores do centro do município, que não tiveram orientação jurídica, estão se mobilizando na perspectiva de uma revisão de todos os carnês, e cobrando justificativas para os critérios desse aumento. Nessa região, os novos valores ficaram em média 50% mais altos que no ano anterior, mas com grande impacto na população por atingir justamente a população mais pobre.
Célia Borges

5 de maio de 2010

IMAGENS DE ITATIAIA – Esperanças frustradas por um governo sem rumo



A eleição do empresário Luis Carlos Ferreira Bastos para prefeito de Itatiaia no ano passado, renovou as esperanças da população, já cansada da alternância no poder de administrações incompetentes e comprometidas com a politicagem local, que condenaram o município à estagnação. Mas, passados dezesseis meses, as esperanças deram lugar à frustração, já que pouca coisa mudou, e a velha cartilha continua sendo seguida: muita promessa e pouca realização.
O prefeito segue reclamando que não tem dinheiro, mas como não há transparência na prestação de contas, não temos como saber. As reuniões que vêm sendo realizadas à título de prestação de contas do secretariado, são informadas em cima da hora e de forma a evitar que a população realmente compareça, fiscalize e cobre. No entanto, se o leitor/eleitor/morador atento se der ao trabalho de acompanhar a publicação de atos oficiais, já terá motivos de sobra para desconfiar de, senão malversação do dinheiro público, pelo menos numa inexplicável inversão de prioridades.
É compreensível que o poder público municipal tenha suas dificuldades financeiras, é justificável que não dê para resolver todos os problemas do município ao mesmo tempo. Mas não é razoável que a administração tenha começado atirando para todos os lados, prometendo “mundos e fundos”, e passados tão poucos meses já consiga demonstrar tanta inércia, tanto descaso e omissão.
Diversos Conselhos Municipais foram renovados ou reativados... mas continuam não funcionando. O cidadão de Itatiaia continua tendo que ir se consultar em unidades de saúde do município vizinho de Resende. A Educação pode estar razoável, mas até onde se saiba, nada brilhante. A Secretaria de Obras não tem dinheiro nem para tapar buracos, e as reivindicações da população demoram semanas, senão meses, para serem atendidas. Volta e meia falta água, e a água que vem é de qualidade duvidosa na maioria dos bairros. E a Secretaria de Meio Ambiente, ao que se sabe, não tem recursos para operar e cumprir suas responsabilidades.
A lista de problemas não solucionados é quase tão grande quanto a lista de projetos municipais que foram lançados, divulgados, mas não saíram do papel. A área de Assistência Social parece ser a campeã nesse tipo de projeto. À essa somem-se os projetos da vice-prefeita Gilda Molica, que vinha se empenhando em iniciativas também de cunho social, como para aumentar e melhorar a reciclagem de lixo, e formação de cooperativas profissionais, e que foi exilada da administração juntamente com seus projetos.
Como os governos federal e estadual, a atual administração municipal parece acreditar que basta criar projetos e divulgá-los, para satisfazer a população. Mesmo que não tenho a menor intenção de levá-los adiante. E assim, segue semeando promessas, e produzindo frustrações.
No início de março o prefeito anunciou que pôs em dia as contas públicas, pagou e negociou dívidas federais e estaduais, e que assim o município está novamente habilitado a receber verbas. O que pode ser bom. Ou talvez, nem tanto assim. Depende de como o dinheiro vai ser gasto. Há contratos, como o da publicação de atos oficiais, que beira o escândalo, e que precisam ser revistos. Os funcionários públicos, assim como a população, devem se manter atentos ao que acontece no IPREVI. Seria interessante também que se identificasse o secretariado do município, apontando quais são os cargos, os titulares e os seus salários, para evitar, quem sabe, a existência de algum secretário fantasma. Saravá!!!!
Célia Borges

PROJETO DE TEATRO GESTO CRIATIVO EM ITATIAIA



As atividades do Projeto de Teatro Gesto Criativo estão sendo retomadas, e a coordenadora, professora Cláudia Hartung, informa que as oficinas são abertas à comunidade e gratuitas, respeitando o critério de idade para inscrições nas turmas.
O projeto está sendo desenvolvido desde o segundo semestre do ano passado, atendendo a alunos da rede municipal à partir dos oito anos. Atualmente as aulas acontecem no Teatro Oswaldo Mota, às segundas de 8h30 às 10h30 para a faixa de 8 a 10 anos; terças, das 8h30 às 11h, para a faixa de 10 a 12 anos; quartas, das 19 às 22h, para maiores de 18 anos, e sextas, das 14h às 17hs para a faixa de 13 a 17 (esta está com inscrições esgotadas).
Também estão sendo realizadas aulas em Penedo, na Escola Municipal Fernando Otávio Xavier, às segundas, das 14 às 17 horas, para a faixa de 10 a 14 anos, e na Vila Flórida, na Escola Municipal Léa Duarte Jardim, às sextas, das 8h30 às 11h, também para a faixa de idade de 10 a 14 anos.
Segundo a coordenadora, as atividades das oficinas visam o desenvolvimento das habilidades artísticas à partir da linguagem teatral, tendo como conteúdos a expressão corporal e verbal, a improvisação, a interpretação e a dramaturgia.
Além dos conteúdos específicos das artes cênicas, também é proporcionado ao aluno o contato com outras formas de manifestações artísticas, incluindo a educação musical, apreciação de obras de arte e o resgate da cultura popular, através dos contos, lendas e brincadeiras folclóricas.
Célia Borges

25 de abril de 2010

PAISAGISMO E JARDINAGEM – Clima seco exige cuidados especiais com plantas de vasos e canteiros


As mudanças climáticas que temos observado, com fases de chuvas excessivas alternadas com períodos de seca, exigem de nós atenções especiais com as plantas de vasos e canteiros, onde a umidade precisa ser controlada para lhes garantir a sobrevivência. Nas últimas semanas enfrentamos períodos de pouca umidade do ar – quando o normal é 60%, temos tido nas grandes cidades, como Rio e São Paulo, índices menos do que 30% - que afeta nossa saúde e também as necessidades dos vegetais.
Nessa época do ano, meados do outono, já é normal reduzir-se a freqüência das regas, pois que o clima geralmente mais frio reduz a evaporação. Mas, se a temperatura permanece alta como agora, e a unidade relativa do ar em índices tão baixos, é preciso que adaptemos nossos conceitos, para oferecer às plantas aquilo que elas precisam: água, muita água, e na medida do que for necessário, e que só pode ser medido pela observação.
As regas de outono costumam ser satisfatórias numa freqüência de duas à três vezes por semana, mas nas atuais circunstâncias, essa quantidade deve ser aumentada para dia sim dia não, dependendo da planta e do tamanho da vaso. Recipientes menos – vasos, jardineiras ou canteiros – tendem a perder a umidade mais rapidamente, daí a necessidade de maior freqüência nas regas durante os períodos de clima seco. As chuvas, mesmo que não caiam diretamente sobre as plantas, umidecem o ar, reduzindo a necessidade das regas.
As plantas mais exigentes com a água são aquelas que precisam mais atenção nessas circunstâncias, devendo-se sempre estar atento às condições de umidade nos vasos. Como manter os pratinhos cheios de água pode atrair insetos e promover a multiplicação de mosquitos como o da dengue, o ideal é colocar pedriscos nos espaços vazios, e só então encher de água, o que ajuda a manter a umidade de forma saudável.
Outro recurso para manter a umidade é cobrir os espaços vazios de vasos e canteiros com alguns tipos de cobertura, como casca de pinus, palha de arroz ou milho, argila expandida ou outros materiais, como pedriscos coloridos, inclusive alguns muito decorativos. Cobrindo-se os espaços de terra dessa maneira, também contribuímos para manter a umidade por mais tempo.
Vivemos num tempo em que os ciclos climáticos estão em transformação, então é recomendável que consultemos os manuais de paisagismo e jardinagem, mas dando desconto sobre as situações que podemos observar, diariamente em nossos próprios jardins e quintais. As orientações que eles trazem podem ser válidas, mas nada vai substituir a sensibilidade de cada um, ao cuidar de suas plantas.
Célia Borges

PAISGISMO E JARDINAGEM – Flor de maio, a estrela do outono


Entre as florações de outono, uma das que merece mais destaque entre nós é a Flor de Maio. Essa cactácea típica da Mata Atlântica da região sudeste do Brasil, é uma das poucas floradas de outono nativa do nosso país. E há poucas que se comparem a ela em exuberância, abundância e colorido.
A principal característica dessa magnífica espécie, Schlumbergera truncata, são justamente as suas exóticas flores, que podem atingir até 10 cm, numa variedade de cores que vai do branco ao vermelho intenso, passando por uma infinidade de tons amarelados, róseos, e algumas com encantadoras misturas dessas cores.
Planta de sombra ou meia sombra, a Flor de Maio pode ser cultivada em vasos, jardineiras suspensas, em placas de xaxim ou fibra de coco, ou ainda, por ser uma epífita como as orquídeas, em troncos de árvores e arbustos. Suas folhas, que são uma sequencia de artículos suculentos, achatados, pendentes e sem espinhos, podem atingir até 60 cm. As flores nascem nas extremidades de cada folha, voltadas para cima, como um chuveiro de pétalas coloridas.
O efeito de uma Flor de Maio florida é de rara beleza. A florada começa no início de maio, o que lhe deu o nome popular, mas pode se estender até o final de julho, e agora, com as mudanças climáticas, mantendo-se ocasionalmente até meados de agosto. Para manter-se saudável durante todo o ano, a planta precisa de terra rica em matéria orgânica, mas permeável (20% de areia de rio ou material semelhante na mistura de terra) e exigindo umidade constante, mas jamais excessiva, para não apodrecer as raízes.
A Flor de Maio também tem um atrativo adicional, que é a de ser muito procurada pelos beija-flores. Outra característica dessa planta é a facilidade de reprodução, bastando, depois da florada, que sejam retiradas de cada galho, os três artículos finais, espetando-se a extremidade interna na terra. Em algumas semanas dá-se o enraizamento, podendo ser a mudinha transplantada para outro local. Com tratamento adequado, a planta pode estar pronta para florir na próxima estação. Mesmo nos intervalos entre as florações, a Flor de Maio oferece uma folhagem interessante, adequada à decoração dos mais variados ambientes.
Célia Borges

17 de abril de 2010

AGENDA CULTURAL – Jorge Brito lança CD de poesias no Centro Cultural Visconde de Mauá



Programa interessante para quem está na serra, ou ainda pretende ir lá nesse fim de semana, é o lançamento do CD de poesias de Jorge Brito, neste domingo, às 19 horas, no Centro Cultural Visconde de Mauá.
O CD é um registro importante para a cultura local, com produção e participação musical de Luciano Jardim, e a participação especial de Valdizinho, entrevistando o artista. O evento promete muita animação, ao som de muita moda da viola.
É sempre bom lembrar que o Centro Cultural Visconde de Mauá é Ponto de Leitura, e vem há seis anos divulgando e promovendo arte, cultura e educação para todos.
Célia Borges

10 de abril de 2010

FEIRA DA ROÇA DE QUATIS COMEMORA 25 ANOS COM MUSEU E NOVIDADES



Nesse domingo, dia 11 de abril, a Feira da Roça de Quatis comemora 25 anos de atividades ininterruptas, e a festa vai ter ampla programação: o início, excepcionalmente, está marcado para as 8 da manhã, com a apresentação do Grupo Muzenza de Capoeira, e a inauguração do Museu da Roça, e às 9h30m haverá apresentação da Banda da Corporação Musical Nossa Senhora do Rosário.
O programa segue às 10 horas, com a apresentação da Banda da AMAN, e às 11 haverá apresentação do Trio Raízes Sertanejas e de outros grupos musicais de Quatis e da região. O forró segue até às 18 horas, sendo que às 13 horas está programado o lançamento do CD de Zael Ramos e Forró, com o artista e seus convidados. As barracas de comidas típicas e artesanato também prometem muitas novidades.
A festa foi organizada pela Associação da Feira da Roça de Quatis, cujos associados, com determinação e perseverança, conseguiram transformá-la num símbolo da cidade de Quatis, e uma marca bem sucedida das realizações comunitárias.
Como merecido presente de aniversário, a feira foi contemplada pelo Ministério da Cultura e pela Secretaria de Estado de Cultura - entre mais de setecentos projetos em todo o estado - com a instalação do Ponto de Cultura Feira da Roça com Arte. O objetivo dessa iniciativa será o resgate e preservação da cultura popular, desenvolvendo oficinas de música, danças folclóricas e artesanato.
A reforma e reinauguração do Museu da Roça foi outra vitória da Associação, com a colaboração dos amigos da feira e do efetivo serviço prestado por membros do Conselho Municipal de Cultura, Turismo e Preservação do Patrimônio Histórico e Ambiental de Quatis.
Prestigiem!!! Compareçam!!! A Feira da Roça merece.
Célia Borges

9 de abril de 2010

AGENDA CULTURAL – Exposição O Papel das Vilas, em Quatis



Quem perdeu as temporadas em Visconde de Mauá e no MAM de Resende, terá mais uma chance de ver a exposição O Papel das Vilas, mostra de arte em papel botânico reciclado, e que estará sendo apresentada até o próximo dia 28, no Espaço Cultural Recanto 21, em Quatis.
A exposição, que comemora o Ano Internacional da Biodiversidade, e os 30 anos de pesquisa em papel artesanal no Brasil, poderá ser visitada se segunda à sábado, das 9 às 12 e das 14 às 17 horas. Visitas em grupo podem ser agendadas com Guido de Castro, pelo telefone (024) 9903-9774 ou pelo e.mail guidodecastro@hotmail.com.
Nessa exposição coletiva, artistas da região utilizam em suas obras o papel artesanal botânico desenvolvido por Maurício Rosa, à partir de plantas da Serra da Mantiqueira. Os artistas participantes são Beatrijs ´T Kindt, Boi, Cássia Freitas, Cazoba, Júlio César Morais, Cláudia Simões, Cristina Ayres, Domitila, Fátima Porto, Felicidade Patrocínio, Fernando Castelo, Fernando Villa-Cruz, Fernando Fleury, Flávio Alex Porto, Gabriel Hardman, Gabi Six, Juliana Melo, Líria Mariana, Luiza Ramagem, Marlene Lanfredi, Maurício Rosa, M. Cecília, Nívea Leite, Oscar Araripe, Pedro Ferreira, Rubens Saboya, Suzana Jardim e Wendell Amorim, além de convidados.
O Espaço Cultural Recanto 21 – “mais de dez anos à serviço da cultura” – fica na Rua Comendador Miranda, 21, Centro, Quatis.
Célia Borges

IMAGENS DE ITATIAIA: Operação tapa-buracos não contempla ruas centrais de Penedo





A Prefeitura Municipal de Itatiaia anunciou esta da semana, o início de uma “operação tapa-buracos” no município, que começou no bairro Jardim Itatiaia, e vai recuperar algumas vias públicas também no Centro, Campo Alegre, a Estrada de Funil, as ruas Country Clube e Clube do Cavalo na Vila Pinheiro, e a estrada da Fazenda da Serra. Para Penedo estão previstas obras apenas na Africa 1 e a construção de uma ciclovia na Rodovia Rubens Tramujas Mader. Está prevista também a drenagem e pavimentação da Estrada Velha da Usina. As ruas centrais de Penedo, cujos buracos vêm afetando negativamente o turismo, continuarão esburacadas, sem previsão para as tão necessárias obras.
Segundo nota divulgada pela Assessoria de Imprensa, essa operação é a primeira de seis projetos a serem desenvolvidos com recursos do PADEM – Programa de Apoio ao Desenvolvimento dos Municípios – e custará R$ 4 milhões, a serem repassados em dez parcelas. A empresa responsável pelas obras terá dez meses para concluí-las. A nota esclarece que o convênio só foi concluído por o município não estar mais inadimplente com o Estado e a União, após ter pago e parcelado dividas, que teriam sido herdadas dos governos anteriores.
Apesar do esforço ser bem vindo, já que as ruas, avenidas e estradas de Itatiaia encontram-se em estado deplorável, o próprio nome da operação já assusta, porque estamos cansados de ver buracos tapados de qualquer maneira, e que se tornam piores na próxima chuva. Tapar buracos não é, realmente, a necessidade, mas sim uma recuperação asfáltica eficiente e duradoura.
Também não dá para entender o critério de prioridades. É claro que todos os bairros estão necessitados de obras, mas parece que só a prefeitura não vê que os buracos se multiplicam nas ruas centrais de Penedo, e que isso afasta os turistas, trazendo prejuízos aos próprios, devido às avarias em seus veículos, mas principalmente aos comerciantes e moradores, que além dos carros quebrados e dos riscos diários de quem trafega evitando buracos, também sofrem com a redução da sua principal atividade econômica.
A situação das ruas de Penedo já virou motivo de piada, devido à uma enorme poça que permaneceu durante quase dois meses em frente á residência do falecido Rubens Mader, e que ganhou o nome de Lago Malu Mader, com direito à um boneco pescando em suas águas. O local foi finalmente drenado, mas em seu lugar ficaram enormes crateras, que agora pelo menos os motoristas podem ver, o que não acontecia quando o local estava alagado.
As operações tapa-buraco municipais, que Penedo recebeu desde o início do atual governo, consistiram em jogar escória, o que além de não resolver o problema, ainda aumenta o risco de derrapagem, principalmente naqueles situados perto de curvas. E com novas chuvas, esses buracos reaparecem ainda maiores. É lamentável constatar que a prefeitura não tem recursos próprios para as obras do município, dependendo de recursos de convênios. Nessas condições, e nesse ritmo, Itatiaia vai precisar de mais dois governos para recuperar suas vias públicas.
Só nos resta esperar que não sejam necessários também convênios, para a pintura dos quebra-molas de Penedo, outra necessidade premente. E para a regularização do recolhimento do lixo verde, que continua condenando um importante centro turístico como Penedo, a uma aparência de desleixo e abandono. Imagem que se repete na maioria dos bairros e demais regiões turísticas do município.
Célia Borges

1 de abril de 2010

VIAGEM PITORESCA PELO RIO PARAÍBA DO SUL: livro será lançado no dia 9 de abril



O Instituto de Estudos Valeparaibanos, a Academia de Letras de Lorena, o Museu Frei Galvão e a Casa da Cultura de Lorena estão convidando os apaixonados pela história da região, para o lançamento do livro “Viagem Pitoresca pelo Rio Paraíba do Sul”, que será no próximo dia 9 de abril, às 20 horas, na Casa da Cultura de Lorena, em noite cultural Tributo ao Rio Paraíba do Sul.
A obra tem as seguintes participações: Otoniel Fernandes Neto (projeto e pinturas), João Teodoro (fotografias), Francisco Sodero Toledo (introdução e textos), Teresa e Tom Maia (prefácio e desenhos), Nelson Pesciotta (apresentação) e Rita Maria de Abreu Maia (seleção de poemas).
Os interessados poderão obter maiores informações na Casa da Cultura de Lorena, rua Viscondessa de Castro Lima, 10, Centro, Lorena – tel: (012) 3153-1518. O livro estará à disposição para venda no portal www.valedoparaiba.com.
Célia Borges

PAISAGISMO E JARDINAGEM – Ervas e plantas de horta, úteis e belas, ganham espaço na decoração



A tendência é internacional: há alguns anos, revistas de decoração, paisagismo e jardinagem vêm mostrando que, cada vez mais, o cultivo de ervas medicinais e temperos vêm ganhando espaço nos ambientes decorativos, como jardins, varandas, terraços e locais internos. Além da óbvia utilidade, elas contribuem com seus perfumes, folhagens, e até algumas belíssimas flores, para valorizar os recantos de uma casa ou apartamento.
Há espécies para todos os gostos, adaptáveis às mais variadas possibilidades. Para quem dispõe de amplos espaços para grandes jardins, uma das famílias mais indicadas é a da Sálvia, que oferece considerável variedade de herbáceas e arbustos de flores coloridas, desde azuis, lilases, rosas e vermelhos. No Brasil, as mais comuns, porque nativas, são a Sálvia Azul (Salvia Guaranitica) de porte de 1m20cm e folhas pilosas e aromáticas, e a Salvia Splendens, com flores de vermelho intenso, e porte até 80cm. Ambas apreciam sol pleno, mas preferem os climas mais frios, do sudeste e do sul do país.
Outras da família, lindas e decorativas são a Salvia Coccinea – vermelha, 60 cm – , a Salvia Involucrata – cor de rosa e até 1,50m – e a Salvia leucantha – flores lisases com branco, 90 cm - originárias do México e da América Central, sendo que a primeira também é comum nos Estados Unidos, de onde também vem a Salvia Farinacea – com flores de azul arroxeado, e também até 90 cm de altura.
Outros tipos coloridos e decorativos para jardins são os gengibres: entre eles destacam-se o gengibre-concha, Alpinia zerumbet, com seus belos cachos pendentes e cheio de flores que, quando fechadas são cor de rosa com as pontas vermelhas, e quando abertas, têm o interior amarelo e vermelho, num desenho que lembra uma orquídea; e o gengibre-vermelho, Alpinia purpurata, de folhagem densa e pendões eretos de flores vermelhas.
Outras duas espécies são conhecidas como gengibre-vermelho: a Hedychium coccineum, com menos folhas, mas com pendão de densa floração, em tons de salmão; e o Nicolaia elatior, ou gengibre-tocha, mais conhecido como Bastão do Imperador, com folhagem cumprida, acompanhado o pendão de uma única flor de vermelho intenso. Existe ainda o gengibre-de-kahili, Hedychium gardnerianum, semelhante ao primeiro, mas com flores amarelas.
Além dessas, mais exóticas, as demais ervas e plantas de hortas também podem ser bem utilizadas em espaços decorativos. Os tomateiros, e principalmente o tomate-cereja, prestam-se a graciosos arranjos, como trepadeiras que são. Também coloridas, em variados tons de vermelhos, amarelos e verdes, são as pimenteiras, que existem de diversos portes de formatos de frutos; assim como os pimentões...
Algumas ervas, como as várias hortelãs, servem como bordaduras ou preenchendo espaços entre outras espécies. Nos espaços pequenos, plantadas em vasos ou jardineiras, as ervas oferecem infinitas possibilidades, inclusive em interiores, desde que recebam bastante claridade, e pelo menos duas horas de sol por dia. Nesse caso podemos citar a salsinha e a cebolinha, o coentro, manjerona, manjericão, orégano, sálvia e tomilho.
Em canteiros pequenos, que comportem plantas de até um metro de altura, também são indicadas as culturas de estragão, endro, carqueja, capim limão, alfavaca, arnica, alfazema e alecrim, sendo que essas três últimas produzem flores, além de contribuírem para intensos perfumes no ambiente.
O assunto é amplo, impossível de ser esgotado numa só matéria. Por isso, me comprometo a voltar a ele em breve, com sugestões de soluções para o cultivo dessas e outras espécies.
Célia Borges

31 de março de 2010

SARAU SOBRE CLARICE LISPECTOR FOI UM SUCESSO: conheça um pouco sobre a vida dessa genial escritora



O Sarau de Poesia sobre Clarice Lispector, que encerrou a programação dedicada ao Dia Internacional da Mulher, no projeto Câmara Cultural, foi um verdadeiro sucesso. O plenário da Câmara Municipal de Resende esteve lotado nesta quarta-feira, dia 31 de março, reunindo um grande número de estudantes e professores, interessados em literatura.
Os textos da escritora – contos e poemas – foram apresentados pelas atrizes, jornalistas, escritoras e animadores culturais Dayse Marques, Fátima Porto, Jenifer Faulstich, Paula Mirela, e Kátia Quirino, esta através de um vídeo. Estiveram presentes o diretor do projeto Câmara Cultural José Leon, o “mestre” Claudionor Rosa, os artistas Wendell Amorim e Laurens, Daniel, da Oka Timburibá, e admiradores de Clarice Lispector.
Segue abaixo a palestra, na forma de um resumo biográfico, que tive a oportunidade de apresentar no evento, para quem quiser conhecer melhor a vida dessa brilhante escritora:
Escrever, e falar sobre Clarice Lispector, é um desafio. Além de ser autora de uma obra que passa por todos os gêneros literários - poesia, contos, crônicas e romances, e também artigos e reportagens jornalísticas – a sua própria vida é rica em situações inesperadas, resultando numa história cheia de aventuras e mistérios, desde seu nascimento, até as circunstâncias de sua vida, e da sua morte.
A paixão, e uma grande sensibilidade poética, caracterizam a maioria dos seus textos,que são densos, intensos, hipnóticos. São traços que se revelaram desde as primeiras publicações dessa escritora precoce, que publicou seu primeiro conto, Triunfo, aos 20 anos, mesma idade em que começou sua carreira jornalística como repórter e redatora da Agência Nacional. E que recebeu seu registro de jornalista profissional aos 22, quando era redatora do jornal A Noite.
Essa extraordinária escritora brasileira, nasceu entretanto na Ucrânia, antiga União Soviética, na cidade de Tchetchelnik, no dia 10 de dezembro de 1920. Foi a terceira filha do casal Pinkouss e Mania Lispector, batizada Haia Lispector, nascida justamente num momento em que a família se encontrava em processo de emigração rumo à América. Em 1922, depois de passarem pela Romênia e pela Alemanha, em março daquele ano desembarcam em Maceió, recebidos pela irmã de Mania, Zaina Rabin e seu marido José. É nessa época que mudam de nome, passando Pinkouss a se chamar Pedro, Mania a ser Marieta, a irmã Leia a Elisa, e Haia em Clarice. Só Tânia, a filha do meio, manteve o mesmo nome.
As viagens, e as constantes necessidades de adaptações, que começam ainda na primeira infância, vão marcar a história de Clarice por quase toda a sua vida. Em 1925 a família mudou-se para Recife, mas os projetos de prosperar naquela cidade esbarraram na doença da mãe, Marieta, que ficou paralítica e veio a falecer em 1930, enquanto Elisa, a irmã mais velha, cuidava de todos e da casa. Nos cinco anos seguintes, ela se dedica a estudar e a ler muito, principalmente livros emprestados.
A situação financeira da família começou a melhorar em 1933, e em 1935 eles se mudam para o Rio de Janeiro, residindo primeiro perto do Campo de São Cristovão, e em seguida na Tijuca. Clarice continua seus estudos, e em 1938, para concluir o curso complementar no Colégio Andrews, dá aulas particulares de português e matemática. No ano seguinte ingressa na Faculdade Nacional de Direito, enquanto faz traduções científicas para um laboratório, e trabalha como secretária num escritório de advocacia.
Em 1940 Clarice estréia na literatura, publicando o conto Triunfo no semanário Pan, e Eu e Jimmy, na revista Vamos Ler. Em agosto desse ano ela perde o pai, Pedro, vai morar com irmã Tânia, já casada, no bairro do Catete, e começa a trabalhar na imprensa. Leitora incansável, devora os principais autores, principalmente os poetas, da literatura brasileira. Nos anos seguintes escreve em vários jornais, tanto reportagens como textos literários. Em 42 faz cursos livres de antropologia e psicologia na Casa do Estudante do Brasil, e escreve seu primeiro romance, Perto do Coração Selvagem.
Em 1943 ela conclui o curso de direito e casa-se com seu colega de faculdade, Maury Gurgel Valente, que por concurso, ingressa na carreira diplomática. Desde então, e por muitos anos, sua vida passaria a ser uma coleção de mudanças e aventuras, alternando fases de grande realização e produtividade, com momentos dolorosos e situações dramáticas. Em 44 muda-se para Belém acompanhando o marido, mas em seis meses está de volta do Rio de Janeiro, para em seguida seguir para Nápoles, na Itália, em plena Segunda Guerra Mundial, acompanhando o marido em missão diplomática.
Enquanto no Brasil seu primeiro romance recebe críticas elogiosas, e o prêmio Graça Aranha, sendo considerado o melhor romance do ano, ela conclui o segundo, O Ilustre. Em 1945, vamos encontrar Clarice dando assistência a brasileiros feridos na guerra, trabalhando em um hospital norte-americano. O pintor italiano Giorgio De Chirico pinta-lhe um retrato. Faz amizade com poetas e artistas europeus. E o segundo romance, O lustre é publicado no Brasil pela Livraria Agir Editora.
Em 1946 ela vem ao país como correio diplomático do Ministério das Relações Exteriores, voltando em seguida à Europa, para morar em Berna, Suiça, acompanhando o marido, designado segundo-secretário daquela Embaixada. Nos anos seguintes ela iria residir ainda na Inglaterra e nos Estados Unidos, com idas e vindas regulares ao Brasil, ao mesmo tempo em que produzia alguns livros memoráveis, como A Maçã no Escuro e Laços de Família. Escrevia também para jornais e revistas, enquanto mantinha correspondência e relacionamentos com jornalistas e escritores, como Érico Veríssimo e sua mulher Mafalda, que viriam a ser padrinhos dos seus filhos, Pedro e Paulo.
A “fase diplomática” termina em 1959, quando depois de muitos conflitos, ela separa-se do marido e volta ao Brasil, indo residir no Leme. Escrevendo sempre e muito, recebe prêmios e produz outros livros, como o de contos A Legião Estrangeira e o romance A Paixão Segundo G.H. Mas sua natureza inquieta, e seus questionamentos filosóficos e literários, somam-se aos problemas familiares, como o quadro de esquizofrenia apresentado por um dos seus filhos, e que exige cuidados especiais, criando em torno dela a fama de uma personalidade dramática e fascinante. E é na literatura que essa personalidade sensível prossegue, em busca de uma espécie de redenção, escrevendo cada vez mais e melhor.
Um momento traumático marca sua trajetória, trazendo para sua vida pessoal uma parcela do conteúdo dramático que permeia seus escritos: em setembro de 1966, dormindo uma noite com cigarro aceso – e possivelmente em conseqüência do uso do medicamentos – ela é vítima de um incêndio em seu quarto, que provoca sérias queimaduras por todo o seu corpo, chegando ao risco de amputação da mão direita. Esse acidente mudaria radicalmente a sua vida.
O rosto, belíssimo, ficou definitivamente marcado por uma extensa cicatriz na face direita. Deprimida, ainda mais do que antes, passou a fechar-se em grandes períodos de reclusão. Mas não parou de escrever. Isso, nunca. Voltou ao jornalismo, escrevendo crônicas no Jornal do Brasil, e entrevistas com personalidades, para a revista Manchete. Escreveu ainda romances, contos, e até livros infantis.
Desafiando a vaidade feminina, continuou participando de eventos culturais e dando palestras, na Bahia, em Minas e São Paulo. Em 67 passou a integrar o Conselho Consultivo do Instituto Nacional do Livro. Em 68 participou da Passeata dos 100 mil, contra a ditadura militar. Trabalhou como revisora e tradutora de livros, para garantir os recursos necessários à sua sobrevivência. Entre eventos e encontros literários, participa em 1975 do Congresso Mundial de Bruxaria, em Bogotá, Colômbia. Nesse ano também começa a enveredar pela pintura, como uma nova e inexplorada forma de expressão.
Até 77 sua produção se intensifica, com livros escritos, publicados e premiados. Seu sucesso e reconhecimento no panorama literário brasileiro é maior do que nunca. Em 9 de dezembro de 1977, apenas um dia antes de completar 57 anos, Clarice morre inesperadamente, vítima de uma obstrução intestinal. Partiu de súbito, sem ter conhecimento de sua grave doença – um adenonocarcinoma só detectado depois – e poupada de um ainda maior sofrimento.
Na abertura de uma biografia da escritora, Clarice, do norte-americano Benjamim Moser, o autor cita uma visita dela ao Egito – numa das suas andanças diplomáticas – e sobre a qual ela escreveu anos mais tarde, com relação à Esfinge: “Eu não a decifrei... mas ela também não me decifrou”.
Clarice é assim: uma esfinge indecifrável para quem quer escrever sobre ela. “Que mistérios tem Clarice?” Ao mesmo tempo felina e ferina. Ao mesmo tempo frágil e corajosa. O leitor curioso, e interessado, tem certamente muito a descobrir, através dos textos maravilhosos dessa autora.
Célia Borges