30 de junho de 2008

PAISAGISMO E JARDINAGEM – Frutíferas também podem ser cultivadas em pequenos espaços


As árvores frutíferas costumam nos trazer à memória amplos pomares, cheios de espécies variadas. E a maioria das casas de antigamente não deixava de ter, pelo menos, sua amoreira, sua goiabeira, jabuticabeiras ou mangueiras, cujas lembranças nos remetem aos tempos de infância. Mas a vida moderna restringiu os espaços das habitações, e atualmente as frutíferas vão rareando nos ambientes urbanos. O que é uma pena, porque a falta delas também leva embora os cantos dos pássaros e a presença de insetos, tão indispensáveis para a auto-regulação do meio ambiente.

Mas o fato de dispor de um espaço pequeno não significa que não se possa ter uma frutífera. Uma ou mais... Até mesmo um pequeno canteiro pode abrigar, pelo menos uma árvore frutífera. Tudo é possível, desde que se trabalhe com bom senso. É preciso observar, em primeiro lugar, o porte da planta, escolhendo arbustos e árvores de acordo com o espaço em potencial que ela precisará ao se desenvolver. É essencial também se informar sobre as possibilidades de crescimento das raízes, para que elas não se transformem num problema, destruindo paredes, pisos ou muros.

Há entretanto grande quantidade de frutíferas, de tamanhos e potencialidades de crescimentos de raízes os mais variados, criando infinitas possibilidades de cultivo em pequenos espaços. À partir de 2m2, e tomando essa dimensão por base, é possível plantar, por exemplo, cítricos de pequeno porte, como limoeiros e laranjeiras anãs. Os mamoeiros também são uma interessante opção, não apenas pela facilidade de reprodução e cultivo, mas também pelo fato de poder compor o recanto com outras espécies, já que exige pouco espaço para a raiz e vai se desenvolver com a folhagem acima da espécie companheira. Os coqueiros, dependendo do clima, também podem ser cultivados com o mesmo propósito paisagístico.

Outras espécies interessantes para espaços reduzidos são as “trepadeiras”, como os vários tipos de maracujás, kiwis e parreiras, plantados à 1m de muros e calçadas, e que podem compor interessantes ambientes, de acordo com o formato de tutores e treliças por onde forem orientados. Elas podem preencher paredes, criar arcos decorativos ou despencar sobre muros, criando efeitos encantadores e atraindo a fauna. Em jardineiras, bacias de cerâmica ou canteiros altos,é possível também cultivar abacaxis com sucesso, em locais de climas quentes, e morangos, nas áreas mais frias.

As frutíferas de médio porte, como os demais cítricos, caquizeiros, goiabeiras, jabutibeiras, pitangueiras, macieiras, acerolas, romanzeiras e outras, vão exigir um espaço maior, à partir, pelo menos de 4m2, plantados com distância de pelo menos 1,5 m de paredes, calçadas e muros. Nesses casos, as podas de formação podem ser mais freqüentes do que o geralmente indicado, a cada três meses, evitando que os galhos tomem dimensões maiores do que as desejadas, criando excessivo sombreamento, que é prejudicial inclusive para a própria planta.

As árvores de porte maior, como as mangueiras, abacateiros, caramboleiras e amoreiras vão exigir espaço maior, mas podem ser também as “donas” de um delicioso quintal de uma árvore só, desde que se disponha de pelo menos uns dez metros quadrados de área livre para elas. Outras espécies intermediárias podem ser adaptadas, desde que para espaços um pouco menos, de seis ou oito metros quadrados, e que a freqüência das podas impeça um crescimento excessivo.

O espaço oferecido às raízes deve ser respeitado proporcionalmente, com relação ao tamanho da árvore ou arbusto (parte superior ou externa). Raízes muito pequenas para vegetais que crescem demais podem faze-los tombar durante uma ventania. Em muitos casos, espaço restrito para o crescimento das raízes podem limitar proporcionalmente o crescimento da planta, o que no caso é até desejável. Além das podas, é indicada também uma adubação mais freqüente, pelo menos a cada seis meses, já que o espaço pequeno também reduz a possibilidade de nutrientes. No caso de poucas espécies, o controle de pragas pode ser feito através de inseticidas de jardim.

Atualmente, muitas lojas especializadas em mudas, especialmente as de grandes centros urbanos, como Rio de Janeiro e São Paulo, já oferecem mudas de frutíferas tratadas para adaptação em pequenos espaços, e inclusive em vasos. O jardineiro mais ousado também poderá tentar fazer uma adaptação de frutífera em vaso por sua própria conta, com possibilidades de sucesso. O importante é escolher mudas de boa procedência (as mudas baratinhas, vendidas em caminhões, nem sempre são garantia de planta sadia) e plantar com os cuidados necessários.

As frutíferas vão sempre preferir sol o mais intenso possível, e irrigação de média para intensa. Algumas espécies, como a jabuticabeira, exigem bastante água para florir e frutificar. Mas com algum cuidado e dedicação, o seu cultivo de frutífera em pequeno espaço pode ser muito bem sucedido, rendendo boas histórias sobre o uso de frutos tão especialmente conseguidos. E sobre os pássaros, borboletas...

Célia Borges

SAÚDE – Vinte conselhos para melhorar a qualidade de vida


Seguem aí 20 dicas, simples e naturais, para melhorar a qualidade de vida através de uma alimentação saudável. É bom observar, entretanto, que nem todas as pessoas metabolizam bem todos os alimentos, de forma que é recomendável, em caso de dúvidas, consultar um médico ou nutricionista.


1) Tome um copo de suco de laranja diariamente para aumentar o ferro e repor a vitamina C.


2) Salpicar canela no café (mantém baixo o colesterol e estáveis os níveis de açúcar no sangue).

3) Trocar o pãozinho tradicional pelo pão integral que tem quase 4 vezes mais fibra, 3 vezes mais zinco e quase 2 vezes mais ferro que tem o pão branco.

4) Mastigar os vegetais por mais tempo. Isto aumenta a quantidade de
químicos anti-cancerígenos liberados no corpo. Mastigar libera
sinigrina. E quanto menos se cozinham os legumes, melhor efeito
preventivo têm.

5) Adotar a regra dos 80%: a cada refeição, servir-se menos 20% da comida que ia ingerir. Evita transtornos gastrintestinais, prolonga a vida e reduz o risco de
diabetes e ataques de coração. O futuro está na laranja, que reduz em
30% o risco de câncer de pulmão.

6) Fazer refeições coloridas como o arco-íris. Comer uma variedade de
vermelho, laranja, amarelo, verde, roxo e branco em frutas e verduras,
cria uma melhor mistura de antioxidantes, vitaminas e minerais.

7) Comer pizza. Mas escolha as de massa fininha. O licopeno, um
antioxidante dos tomates (em forma de molho) pode inibir e ainda reverter o crescimento dos tumores, especialmente de próstata; e é melhor absorvido pelo corpo quando os tomates estão em molhos para massas ou para pizza.

8) Limpar sua escova de dente e trocá-la regularmente. As escovas podem
espalhar gripes e resfriados e outros germes. Assim é recomendado
lavá-las com água quente ou água oxigenada pelo menos quatro vezes à semana, sobretudo após doenças em que devem ser mantidas separadas de outras escovas.

9) Realizar atividades que estimulem a mente e fortaleçam sua memória.
Faça alguns testes ou quebra-cabeças, palavras-cruzadas, aprenda um
idioma, alguma habilidade nova. Leia um livro e memorize parágrafos.

10) Usar fio dental e não mastigar chicletes. Acreditem ou não, uma
pesquisa deu como resultado que as pessoas que mastigam chicletes têm
mais possibilidade de sofrer de arteriosclerose, pois tem os vasos
sanguíneos mais estreitos, o que pode preceder a um ataque do coração.
Usar fio dental pode acrescentar seis anos a sua idade biológica
porque remove as bactérias que atacam aos dentes e o corpo.

11) Rir. Uma boa gargalhada é um mini exercício físico: 100 a 200
gargalhadas equivalem a 10 minutos de corrida. Baixa o estresse e
acorda células naturais de defesa e os anticorpos.

12) Não descascar com antecipação. Os vegetais ou frutas, sempre frescos,
devem ser cortados e descascados na hora em que forem consumidos. Isso
aumenta os níveis de nutrientes contra o câncer.

13) Ligar para seus parentes/pais de vez em quando. Um estudo da Faculdade
de Medicina de Harvard concluiu que 91% das pessoas que não mantém um
laço afetivo com seus entes queridos, particularmente com a mãe,
desenvolvem alta pressão, alcoolismo ou doenças cardíacas em idade
temporã.

14) Desfrutar de uma xícara de chá. O chá comum contém menos níveis de
antioxidantes que o chá verde, e beber só uma xícara diária desta
infusão diminui o risco de doenças coronárias. Cientistas israelenses
também concluíram que beber chá aumenta a sobrevida depois de ataques
ao coração.

15) Ter um animal de estimação. As pessoas que não têm animais domésticos
sofrem mais de estresse e visitam o médico regularmente, dizem os
cientistas da Cambridge University. Os mascotes fazem você sentir se
otimista, relaxado e isso baixa a pressão do sangue. Os cães são bons
amigos, mas até um peixinho dourados pode causar um bom resultado.

16) Colocar tomate ou verdura frescas no sanduíche. Uma porção de tomate
por dia baixa o risco de doença coronária em 30%, segundo cientistas
da Harvard Medical School.

17) Reorganizar a geladeira. As verduras em qualquer lugar de sua
geladeira perdem substâncias nutritivas, porque a luz artificial do
equipamento destrói os flavonóides que combatem o câncer que todo
vegetal tem. Por isso é melhor usar á área reservada a ela, aquela
caixa bem embaixo.

18) Comer como um passarinho. A semente de girassol e
as sementes de gergelim nas saladas e cereais são nutrientes e
antioxidantes.

19) E comer nozes entre as refeições reduz o risco de diabetes.



20) E por último, um bocadinho de pequenas dicas para alongar a vida:

Comer chocolate. Duas barras por semana estendem um ano a vida. O
amargo é fonte de ferro, magnésio e potássio. (esse eu adorei!!! Tenho
uns 20 anos a mais de vida!!).

Pensar positivamente. Pessoas otimistas podem viver até 12 anos mais
que os pessimistas, que ademais pegam gripes e resfriados mais
facilmente.

Ser sociável. Pessoas com fortes laços sociais ou redes de amigos têm
vidas mais saudáveis que as pessoas solitárias ou que só têm contato
com a família.

Conhecer a si mesmo. Aqueles que priorizam o 'ser' sobre o 'ter' têm
35% de probabilidade de viver mais tempo.


Não parece tão sacrificante, não é verdade? Uma vez incorporados os
conselhos, facilmente tornam-se hábitos. É exatamente o que diz uma
certa frase de Sêneca: 'Escolha a melhor forma de viver, o costume a tornará agradável'.

27 de junho de 2008

ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE – “Morte Súbita dos Cítricos” ameaça plantas enxertadas em limão-cravo e já chega ao Rio de Janeiro


As laranjeiras, limoeiros e outros cítricos plantados nas áreas rurais de Resende e Itatiaia, vêm apresentando nos últimos anos um acelerado processo de decadência, caracterizado pela infestação simultânea de várias pragas, com o ressecamento de galhos e troncos, comprometimento e perda das folhas, e retenção ou deformação de frutos. Nas minhas andanças por esses locais, venho observando isso há cerca de um ano e meio.

Primeiro considerei essa incidência como fatos isolados, mas no momento, empenhada na recuperação de um pomar em Visconde de Mauá, me vi diante de um problema que se revela mais amplo, já que além da contaminação generalizada e da destruição dos cítricos, pude observar que a doença parece ter se propagado para outras frutiferas, destruindo rapidamente espécies mais frágeis, como figueiras, pessegueiros e cerejeiras. Pensei em tratar o caso com podas radicais, inseticidas naturais e adubação intensiva, mas decidi antes de criar despesas desnecessárias para o cliente, pesquisar mais sobre o assunto.

As características da doença, conforme consegui levantar pela internet, são compatíveis com a MSC – Morte Súbita dos Cítricos – que nos últimos anos vêm provocando grandes prejuízos à citricultores, nas regiões interiores de São Paulo e Minas Gerais. Segundo informações colhidas na publicação especializada Caderno Agrícola, “a MSC vem preocupando o setor agrícola devido a rapidez com que aniquila as laranjeiras doces enxertadas de limão Cravo. Ela foi observada pela primeira vez em 1999 afetando laranjeiras de Valência, com 12 anos de idade, enxertadas de limão Cravo no município de Comendador Gomes-MG. Posteriormente expandiu-se para outras regiãos, e segundo o Fundecitrus, ela já atinge mais de um milhão de plantas no sul do Triângulo Mineiro e norte do Estado de São Paulo”.

Os estudos mais acessíveis, que vão até 2003, não indicam que ela se propague para outras espécies, e meu comentário sobre outras frutíferas é apenas produto da minha observação pessoal. O que se pode saber é que em março daquele ano a MSC já havia sido identificada em 14 municípios, sendo sete de São Paulo (Altair, Barretos, Colômbia, Guaraci, Nova Granada, Olímpia e Riolândia) e outros sete no Triângulo Mineiro (Campo Florido, Comendador Gomes, Frutal, Monte Alegre, Planura, Prata e Uberlândia). Em fevereiro de 2003 foi instituída uma “força-tarefa” pelos governos federal e estaduais de SP, MG e Paraná, ficando decidida varredura imediata em cerca de 210 milhões de plantas cítricas nesses estados.

O conhecimento empírico de que os cítricos enxertados em limão Cravo têm vida efêmera, como pude verificar, fazem parte da cultura botânica dos nossos homens do campo, que a chamam popularmente de “tristeza”, mas que entretanto não parecem ter idéia dos riscos à médio e longo prazo que significam a manutenção dessas espécies contaminadas. As plantas vão morrer, secando completamente ou dando origem à uma muda secundária de limão Cravo, mas não sem antes propagar a doença à sua volta.

Até onde consegui pesquisar, a MSC não tem cura, e a indicação para evitar sua propagação é o extermínio radical das espécies contaminadas. As suspeitas mais consideradas eram a da existência de algum tipo de “distúrbio fisiológico” decorrente do comportamento do limão Cravo como porta-enxerto. Motivo pelo qual, mesmo sem comprovação científica definitiva, passou a ser recomendado que se evite o limão Cravo como base de enxertos, ou que se recuse a reprodução de enxertias assim produzidas.

O comportamento dinâmico da Natureza, respondendo de formas variadas aos desafios impostos pela ocupação humana, vem criando novas doenças e distúrbios de ordem biológica, cuja compreensão pode ser demorada. Lidar com a natureza de forma atenta e responsável, faz parte do compromisso intrínseco do ser humano em preserva-la. Assim, estudar melhor o assunto e tomar as providências adequadas para evitar a propagação de pragas e doenças é a atitude mais recomendável, o que pode ser decisiva inclusive para a sobrevivência da espécie humana, sabe Deus quando!!!

Sem maiores recursos senão a prevenção, os estudiosos do assunto só tiveram a dizer, até agora, que é indispensável erradicar as espécies contaminadas, e passar a fazer replantio com mudas enxertadas em outras espécies alternativas, que não o limão Cravo. Na dúvida, pode ser um investimento para evitar a perda de outras frutíferas. Mas pelo visto, é assunto longe de ser esgotado. Quem quiser conferir, indico pesquisa Google, com o nome Morte Súbita dos Cítricos, onde estão disponíveis vários trabalhos.

Célia Borges

25 de junho de 2008

PAISAGISMO E JARDINAGEM XVIII – Hibiscos e Malvaviscos: “malváceas” oferecem extraordinária variedade de tamanhos e cores de flores o ano inteiro


Os hibiscos (“Hibiscus rosa-sinensis”) fazem parte da família das “malváceas”, e apesar de nativos da Ásia Tropical, flores típicas do Tahiti e símbolos do Havaí, são das famílias “estrangeiras” mais bem adaptadas aos vários climas brasileiros. Além da grande variedade de cores existentes na natureza, essas espécies originaram outros milhares de variedades hibridas, através de grande número de instituições dedicadas ao seu cultivo.

Vegetal cheio de peculiaridades, suas belas, exuberantes e coloridas flores vivem apenas um dia, mas se multiplicam ininterruptamente, podendo apresentar a planta florida o ano inteiro, desde que mantida nas condições ideais. Que, aliás, nem são tão difíceis assim de atender. Típica de clima tropical, ela suporta quase todas as condições de subtropical, sendo que o frio intenso poderá comprometer a floração nesses períodos.

A versatilidade dessas plantas, do ponto de vista paisagístico, é admirável, porque podem sobreviver desde em vasos médios, em ambientes pequenos (e existem até inúmeras espécies adaptadas para essa finalidade), como compor bosques floridos e cercas vivas. As possibilidades de combinações cromáticas podem ser também infinitas, já que as cores vão desde o branco, aos mais variados tons de rosas e vermelhos, passando pelos amarelos e alaranjados.

A variedade branca é a “Hibiscus rosa-sinensis Albus”, que ao contrário das coloridas, que podem chegar à 5m de altura, é de porte um pouco menor. Existem também as “variegatas” de várias cores, que têm folhas manchadas de branco-amarelado, entre o verde. As “Hibiscus Syriacus” caracterizam-se pelas flores dobradas, que podem ir do branco ao lilás, inclusive com tipos bicolores.

No capítulo das hibridas, poucos tipos apresentam variedades tão extraordinárias quanto os “Hibiscus rosa-sinensis hybrid”, tipos gigantes cujas flores podem chegar a inacreditáveis 24cm de diâmetro, e colorações dos tons mais deslumbrantes, com pétalas simples ou dobradas, de cores únicas ou compostas. Na característica oposta temos os mini-hibiscos, ou “Hibiscus rosa-sinensis Nana”, miniaturas com menor variedade de cores, mas nem por isso menos interessantes, e que podem ser cultivadas em vasos ou canteiros pequenos, suportando ao contrário das demais, que exigem sol pleno, ambientes à meia sombra.

Os malvaviscos também fazem parte da família das “malváceas”, mas pertencem ao tipo “Malvaviscus arbóreos mexicanius”. Como o próprio nome diz, são exclusivamente dos tipos “arbustos” e nativos do México, ao contrário dos anteriores. Seu porte pode chegar até 4,5 metros, e não são conhecidos sub-tipos ou híbridos. Como seu parente hibisco, é perfeitamente adaptada a quase todos os climas do Brasil, com a vantagem sobre seu parente botânico de suportar temperaturas um pouco mais baixas.

Além do tipo comum, acima citado, com flores de vermelho intenso, que ao contrário do hibisco, permanecem fechadas e pendentes, e folhas verdes, há também os tipos “Rósea”, muito lindo, igual ao anterior mas com delicadas flores de rosa claro, e o “variegata”, com flores vermelhas, mas folhas salpicadas de tons de verde mais claros. Muito utilizados como cercas vivas, eles se prestam também para múltiplos usos paisagísticos, inclusive, e principalmente, em lugares em que se pretenda atrair muitos beija-flores.

Tanto os hibiscos quanto os malvaviscos são espécies bastante resistentes, exigindo um mínimo de cuidados. A maioria prefere bastante sol – com exceção dos mini, como já citados, que se adaptam à meia sombra – e um solo poroso (com 25 a 30% de material como areia de rio ou substitutos). A adubação, dependendo do nível de adaptação, pode ser de seis em seis meses, ou até uma vez por ano. Na natureza não é preciso preocupar-se tanto com as regas, mas onde há pouca umidade, elas podem ocorrer semanalmente.

Célia Borges

24 de junho de 2008

ELEIÇÕES – Ruim por ruim, vote em mim!!!

A realização das convenções dos partidos políticos, nos últimos e próximos dias (hoje é 23/06/2008) dá início à melancólica maratona eleitoral (melancólica para nós, eleitores comuns, que não somos candidatos, cabos eleitorais e demais...), onde devemos estar preparados para todo o tipo de assédio, atualmente tão sofisticados que já superaram (eu até diria felizmente) a fase do lixo urbano (“santinhos”, faixas, cartazes e “bandeirolas” nos postes), e adentraram na do lixo eletrônico, via “telemarketing” e internet. Sem falar, é claro, nos horários gratuitos na TV, que ainda por cima tem o mau gosto de atropelas as novelas...

Além da dificuldade eleitoral em si, pela complicação que é se decidir quais candidatos merecem nosso voto, ainda temos que ser submetidos à tortura daquele desfile de pessoas em quem, definitivamente, não votaríamos. A campanha eleitoral é o pior capítulo das eleições, do ponto de vista do eleitor comum. Ela só é boa para os próprios candidatos (principalmente para os que conseguem ser eleitos) e para aquela multidão de pessoas e negócios que ganham dinheiro com isso. Nem vou me atrever a enumerar, porque rigorosamente, eu poderia acabar presa por desacato.

O caso é que já tem muita gente cansada dessa história. Esse tipo de campanha eleitoral que nós temos só reflete o poder da “politicagem”, e não da política. Um sistema que privilegia os “feudos eleitorais”, o abuso dos cargos, as dinastias e o oportunismo, e valoriza os interesses corporativos e pessoais, em detrimento dos interesses coletivos, não pode ser levado à sério. Não sou de ver novelas, mas acredito na força do (e no respeito multidisciplinar pelo...) inconsciente coletivo. Por isso, até reconheço, que a inspiração para o movimento sobre o qual escrevo abaixo, tenha vindo de alguma cena de “horário nobre”: a Campanha do Não!

Um grupo de leitores do mesmo jornal encontrou-se, há algumas semanas, na página da Sessão de Cartas, apresentando o mesmo ponto de vista: chegou a hora de Dizer Não! Dizer Não à corrupção, ao cinismo, à desonestidade e à criminalidade das nossas autoridades, entre outros muitos problemas que temos encarado com passividade e omissão. Nos dias seguintes, multiplicaram-se as cartas apoiando aqueles primeiros missivistas, e surpreendentemente, superando inúmeras dificuldades, algumas pessoas desse grupo puderam se identificar e se reunir. Por enquanto não passamos de umas dez pessoas (e digo nós porque, como sou reclamadora e chata de carterinha, também fui convocada), mas espero que o movimento cresça nas próximas semanas.

Com a “temporada de caça ao eleitor” iniciada, e as eleições se aproximando, é claro que o processo eleitoral tem tudo para ser alvo dessa, e até de outras campanhas. É o caso, por exemplo, de apoiar a posição da maioria dos desembargadores dos TREs, impedindo a candidatura de pessoas condenadas. Eu pessoalmente, acho que os processados também deveriam ser cortados, mas enfim, reconheço que já seria esperar demais. Pelo menos, na relação de candidatos, deveria constar a referencia tipo “nada consta”, que são exigidas ao cidadão comum em situação de responsabilidade.

Mas, mesmo as informações sobre a “folha corrida” do candidato, não podem evitar que, eventualmente, venhamos a incorrer em novos erros. Há situações em que é difícil escolher um bom candidato, pelo simples fato de que não há bons candidatos. Como é o que parece que vai acontecer agora em Resende, na escolha do prefeito. Como escreveu nos últimos dias um blogueiro da área, em seu espaço: “Se você não sabe em quem votar para prefeito de Resende, acho que deveria se orgulhar disso, é sintoma de que tem cérebro”. (Confira o texto inteiro em www.wml.blog-se.com.br)

Os critérios eleitorais da maioria da população ainda dizem respeito aos seus interesses pessoais – votar no vizinho, no amigo, em quem vai arranjar emprego para si ou para sua família, naquele político que aparece na hora da eleição para tomar um cafezinho, no que dá material para a obra, arranja uma bolsa de estudos para o filho, ou até em quem substitui os serviços públicos em situações em que esse não funciona. Como parece impossível reverter essa situação, na era do bolsa-família, bolsa-estudo, bolsa-gás, bolsa-vagabundagem, resta àqueles eleitores que ainda tem cérebro, consciência, espírito público ou sei lá mais quantas boas motivações, lutar contra isso da sua trincheira, que é o voto.

Mas se não temos a opção de em quem votar? O jeito é protestar, votando em branco ou anulando o voto. Essa opção seria a melhor, para você não acabar dando seu voto em branco para quem não quer. A urna eletrônica, apesar das aparentes vantagens, veio inibir os votos de protesto como existiam antigamente, quando se podia votar em personagens populares (não candidatos), no seu bichino de estimação, e até pasmem, em si mesmos. Ela acabou com o “humor eleitoral” que nos rendia boas gargalhadas nos dias seguintes à eleição. Mas se não posso dar meu voto a mim mesma, pelo menos aproveito a carona da campanha eleitoral para investir no meu protesto. Não sou candidata à nada, mas gostaria de declarar que:

“RUIM POR RUIM, VOTE EM MIM!!!!”

Célia Borges

HISTÓRIA - Inventário das Fazendas de Café do Vale do Paraíba Fluminense


O Instituto Cultural Cidade Viva, em parceira com o Instituto Light e com a coordenação técnica do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural – INEPAC / SEC, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, apresenta o Inventário das Fazendas de Café do Vale do Paraíba Fluminense.


Os objetivos do projeto são: o aprofundamento dos estudos relacionados à arquitetura rural fluminense do ciclo do café e de suas estruturas produtivas e sociais; o reconhecimento da sua importância histórica e sócio-econômica na ocupação do território e na conformação da paisagem cultural da região; a divulgação desse conhecimento e do seu potencial como elemento indutor ao fomento do turismo cultural; a disponibilização, neste sítio da Internet, de todo o material produzido, das Fichas de Inventário ao Manual de Conservação Preventiva, passando por referências bibliográficas, iconográficas e arquivísticas.


O resultado deste trabalho permitirá aos governos em todas as instâncias, pesquisadores, professores, alunos, moradores e aos profissionais de planejamento traçarem planos embasados de desenvolvimento e crescimento desta importante região do estado do Rio de Janeiro.

http://www.institutocidadeviva.org.br/inventarios/

23 de junho de 2008

ALDEIA GLOBAL XXX – A cultura é tão essencial para a nossa sobrevivência social, como o alimento e a água para nossa sobrevivência física


Um dos resultados de ter participado do I Encontro de História do Vale do Paraíba, nos dias 17 e 18 de junho, em Vassouras, foi que através de saudável e produtiva convivência com pesquisadores de todos os tipos – acadêmicos, amadores e populares – tive a oportunidade de dar novas dimensão e expressão às minhas inquietações sobre a importância da cultura na vida das pessoas e comunidades, e de quanto é necessário para nós, que compreendemos isso, trabalhar e lutar para dar a ela o espaço que lhe cabe.

A História é uma ciência dinâmica. Esse é um ponto que tenho procurado destacar ultimamente, em vários textos que escrevo. Uma opinião que eu vinha desenvolvendo instintivamente, na busca de dar uma finalidade aos trabalhos e pesquisas que muitos de nós empreendemos, e que acabam restritos ao âmbito da vida acadêmica, ou quando muito além, a um pequeno grupo de interessados. Rodamos em círculos, apenas trocando idéias uns com os outros, e quando morrermos, o que produzimos e escrevemos irá parar, esquecido, em alguns volumes de anais.

O Encontro de História de Vassouras, que teve como objetivo de resgatar a memória popular dos tempos do Café nessa região, apresentou vários aspectos inovadores para esse tipo de evento, sendo que o principal deles foi a abertura para uma participação ampla da população, incentivada desde o fato de oferecer inscrições gratuitas, até o de incluir na programação horários para “As experiências dos escritores locais contadas por eles mesmos”.

Melhor ainda, e como aspecto consequentemente relevante, suas comunicações, livros e teses apresentadas, vão ter futuramente a oportunidade de chegar ao público, através de um portal educacional – Histórias do Médio Paraíba – que poderá ser utilizado por escolas públicas e privadas dos 19 municípios do Vale do Paraíba fluminense. E através do qual professores terão as ferramentas indispensáveis para trabalhar com estudantes sobre temas tais como a importância da preservação da cultura, do meio ambiente e dos cenários históricos que os cercam.

Além de ter conseguido, como um novo conceito de evento, fechar o círculo entre a produção e o consumo do “produto cultural” que é a pesquisa histórica, o Encontro ainda pode prover os participantes de informações sobre as atividades de diversas entidades publicas e privadas, estaduais e municipais, cujos interesses comuns desembocam no resgate da cultura como um bem coletivo, que alimenta a cidadania e incentiva o estudo, mas que pode ter decisivo interesse econômico, através do turismo e da proteção ao meio ambiente.

A cultura não é inútil, como parece pensar a maioria dos nossos governantes. A cultura não é apenas “pão e circo”, para ter suas verbas consumidas apenas em bailes de carnaval e “exposições municipais” com artistas da moda, como é uso corrente em muitos dos nossos municípios. A cultura, inclusive a cultura popular (porque afinal cultura é uma coisa só) passa necessariamente pelo conhecimento de suas raízes, pelo reconhecimento de seus traços regionais, da sua linguagem, da história do lugar onde nasceu e dos seus antepassados.

Cultura é identidade. E foi isso que tivemos a chance de aprender, e reaprender, naquele I Encontro de História do Vale do Paraíba. Foi em torno dessa idéia que tivemos chance de confraternizar naqueles dois dias, que serão para mim inesquecíveis. Cultura não é apenas indispensável para a consciência de cidadania, para as referências pessoais e coletivas de se pertencer àquele lugar, mas é também uma saudável opção para o desenvolvimento sustentável que tanto procuramos nos nossos dias.

Entre outros temas apresentados e discutidos naquela oportunidade estão o fato de que a cultura (e o conhecimento da História) não vai atingir seus verdadeiros propósitos enquanto ficar isolada na comunidade acadêmica. Que qualquer iniciativa cultural, para dar certo, tem que envolver a comunidade. Que a preservação de sítios e monumentos históricos tem afinidade intrínseca com a preservação do meio ambiente, e que a soma desses interesses pode resultar em recursos financeiros mais acessíveis. E que as atividades econômicas decorrentes da preservação cultural e ambiental podem ser muito mais produtivas do que aquelas de maior lucro aparente, mas que vão cobrar o preço de comprometer a cultura e o ambiente.

O produto das palestras, comunicações e trocas de idéia no Encontro são material suficiente para produzir um livro, o que não é minha proposta aqui. Portanto quero concluir com meus agradecimentos pessoais às entidades que o patrocinaram, promoveram, organizaram e apoiaram: Instituto Light, Instituto Cultural Cidade Viva, Inepac, Secretaria Estadual de Cultura, Fundação Severino Sombra, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Preservale e Conciclo.

Gostaria de enumerar também todas as pessoas admiráveis que conheci nessa feliz oportunidade, representantes de instituições culturais dos mais diversos municípios do Vale, estudantes, professores, pesquisadores, mas isso também seria assunto para um tratado. Por isso, prefiro me despedir por aqui, mandando um grande abraço para todos, e esperando que um próximo encontro possa nos reunir outra vez.

Célia Borges

20 de junho de 2008

LIVROS – Livro sobre o General Osório terá lançamento e palestra dia 25 na AEDB

O livro “General Osório, o maior herói e líder popular brasileiro”, do Cel. Cláudio Moreira Bento, será lançado na próxima quarta-feira, dia 25 de junho, às 19 horas, no auditório da Associação Educacional Dom Bosco. A publicação comemora bicentenário do lendário comandante do Exército brasileiro, sobre o qual, além da sessão de autógrafos, o autor fará a palestra “General Osório – arte e ciência da guerra”.

Modelo de soldado brasileiro – O marechal Manoel Luiz Osório, ou simplesmente General Osório, como foi consagrado popularmente, nasceu no dia 10 de maio de 1808, em Conceição do Arroio, atual Tramandaí, no Rio Grande do Sul, e faleceu no Rio de Janeiro, como Senador e Ministro da Guerra, em 1879.

O livro agora publicado, além do conteúdo biográfico, registrando a trajetória do General desde a infância, como estudante, cidadão e militar, contem também comentários de outras personalidades sobre ele, como o de Rui Barbosa, segundo quem “No grande soldado General Osório não aplaudimos senão o grande cidadão. Sua farda é cívica. Sua farda não o discrimina do povo: confunde-se com ele(...).

O autor – O Cel. Cláudio Moreira Bento é fundador e presidente da Academia de História Militar Terrestre do Brasil e do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul. Radicado há muito em Resende, é também fundador e membro da Academia Resendense de História e da Academia Itatiaiense de História, onde é também presidente Emérito. Já escreveu mais de 80 livros, a maioria sobre história militar, mas também outros como A História da Santa Casa de Resende.

Célia Borges

19 de junho de 2008

I Encontro de História do Vale em Vassouras



O I Encontro de História do Vale do Paraíba, realizado durante a semana em Vassouras, reuniu cerca de 200 pessoas no Salão de Convenções do Hotel Santa Amália, principalmente professores, pesquisadores e historiadores da região, que além de ouviram palestras, tiveram também oportunidade de mostrar seus livros, teses e pesquisas.

O objetivo do evento foi resgatar a memória popular dos tempos do café, e a reunião dos trabalhos apresentados será destinada a compor o conteúdo de um portal – Histórias do Médio Paraíba – que poderá ser utilizado pelas escolas públicas e particulares dos 19 municípios do Vale do Paraíba fluminense, fornecendo elementos aos professores para despertar nos alunos o interesse pela preservação da cultura, dos cenários históricos e do meio ambiente.

O encontro foi promovido e organizado pelo Instituto Cultural Cidade Viva, com patrocínio do Instituto Light, apoio e participação do Preservale, Inepac, PUC-RJ, Fundação Severino Sombra, e do Conselho de Turismo da região do Vale do Ciclo do Café (Conciclo). Os temas das reuniões foram Experiências dos Escritores Locais contadas por eles mesmos, Cultura Popular e Narrativa Histórica, As diversas fases do Ciclo do Café e Transmissão da história das cidades nas escolas. No encerramento foram apresentadas orientações sobre Financiamento para restauração do patrimônio.

“É PRECISO MOBILIZAR A COMUNIDADE”

A sessão de abertura, na terça-feira, contou com a presença do presidente do Instituto Light José Luís Alquéres, do diretor Mozart Vitor Serra, do diretor geral do Inepac Marcos Monteiro, da Secretária Municipal de Cultura e Turismo de Vassouras Andréa Jordão Amaral, da diretora do Preservale Ana Maria Serafim, da diretora do Conciclo Ana Lúcia Matoso Furtado, do vice-reitor da Fundação Severino Sombra Antonio Orlando e do professor Luis Resnick, da PUC-RJ. A apresentação e mediação foi feita pelo diretor executivo do ICCV, Fernando Portela.

O presidente do Instituto Light, José Luis Alquéres, destacou a importância desse primeiro encontro no sentido de ampliar o potencial de futuro da região através do registro e divulgação do seu passado na história. Falou também no envolvimento da instituição em diversos projetos culturais, desde 1991, e que tem ganho mais ênfase nos últimos anos, com projetos cada vez mais abrangentes.

O diretor geral do Inepac (Instituto Estadual do Patrimônio Artístico e Cultural) fez um balanço das atividades do órgão, que vêm crescendo nas diversas regiões do interior do estado, citando exemplos de projetos bem sucedidos. Segundo ele, o sucesso dessas iniciativas culturais, e especialmente aquelas voltadas para o tombamento e restauração de prédios históricos, é proporcional ao envolvimento da comunidade.

“De nada adianta tombar e restaurar um prédio histórico, se for para ele permanecer isolado do interesse da comunidade. O cidadão precisa ter consciência de que aquele bem é dele também, de poder entrar, observar, conhecer. Ele precisa entender que aquele bem faz parte da sua história, e portanto da sua vida. E só assim ele poderá compreender a importância da preservação, e se dispor a participar dela. É fundamental a mobilização da comunidade, em torno da cada projeto.”

Após a sessão de abertura, os participantes tiveram a primeira etapa de apresentação de seus trabalhos. Um grande número de livros, publicados e inéditos, foram apresentados ao público, promovendo intercâmbio entre seus autores e demais pesquisadores. Teses e pesquisas também foram divulgadas, tendo como apresentador e mediador o professor Edmilson Martins Rodrigues, da PUC-RJ.

INVENTÁRIO DAS FAZENDAS DO VALE FLUMINENSE

O Inventário das Fazendas do Vale do Paraíba Fluminense, que está sendo desenvolvido em parceria entre o Instituto Light e o Inepac, e que já resultou na publicação de três volumes, foi um dos temas que despertou grande interesse dos participantes do I Encontro de História do Vale. A obra, que tem outros volumes em fase de preparação, não será colocada à venda para o publico, sendo destinada à bibliotecas, universidades e centros de pesquisa. Mas seu conteúdo deverá estar disponível em breve, pela internet.

Outra iniciativa do Instituto Light voltada para a preservação da cultura e da história da região, e apresentada no encontro foi a Revitalização das Ruínas de São João Marcos, em parceria com a Eletronuclear e a Prefeitura de Rio Claro. A instituição está envolvida também no projeto Rede de Conhecimento, voltado para a informatização das bibliotecas públicas do estado do Rio de Janeiro, em parceria com a Biblioteca Estadual, o governo do estado e a Oi Futuro.

Com uma longa história de envolvimento em atividades de estimulo à cidadania – como a Caravana Cultural (entre 1998 e 2001) e os Fóruns Estaduais de Secretarias de Cultura (entre 1991 e 2005 – o Instituto, através de seus representantes, manifestou interesse em continuar apoiando os próximos Encontros de História em outros municípios.

DIRETOR DO ICCV FAZ AVALIAÇÃO POSITIVA

O diretor geral do Instituto Cultural Cidade Viva, Fernando Portela, declarou após o encerramento do evento, que o I Encontro de História do Vale do Paraíba superou as expectativas dos organizadores. Além das cerca de 200 pessoas inscritas, e que puderam participar, pelo menos outras 50 tiveram que ficar de fora, já que o espaço programado não comportava esse excedente de público interessado.

Fernando Portela comentou ainda que, embora já tenha estado presente em vários encontros e eventos culturais na região, nunca viu tanta e tão positiva participação, não apenas em termos de quantidade de pessoas, mas também da qualidade dos trabalhos apresentados.

Segundo ele, o crescimento do número de universidades na região vem contribuindo para superar o amadorismo dos estudos, como eram feitos até há alguns anos, assim como abrindo espaço para a pesquisa de contribuições mais populares. Em sua opinião, o desafio agora é levar esses conhecimentos às comunidades, através das escolas, desenvolvendo um sentimento de “pertencimento” e de amor ao seu lugar.

O diretor do ICCV conclui sua avaliação comentando que o conhecimento da história é importante, não apenas para as comunidades, mas também para o poder público desses municípios, que poderão através dessas informações, contar com subsídios para o planejamento de suas ações culturais e ambientais, além da contribuição que podem dar à modernização da educação.

SECRETÁRIOS MUNICIPAIS FIZERAM REUNIÃO PARALELA

Secretários e representantes de seis municípios fizeram reunião paralela ao I Encontro de História do Vale do Paraíba, para debater a difusão da História das cidades da região. Estiveram presentes a Secretária Municipal de Cultura e Turismo de Vassouras Andréa Jordão, Hélio Ricardo representando a Secretaria de Cultura de Quatis, Superintendente da Fundação de Cultura, Esportes e Lazer de Barra Mansa Luis Mury, a presidente da Fundação Cultural de Paraíba do Sul Lígia Maria Vaz Rodrigues, e dos representantes das Secretarias Municipais de Cultura de Paulo de Frontin Eliza Sarubi Moreira, e de Rio das Flores, Norma Rosa Vilas Boas da Rocha.

Ao contrário da grande participação de público no encontro, a presença das autoridades municipais ficou abaixo da expectativa, com representantes de menos de um terço dos municípios da região.

Célia Borges

III Feira de Oportunidades e Cidadania em Valença

O município de Valença vai sediar, nos dias 26, 27 e 28 de junho, a III Feira de Oportunidades e Cidadania, com o objetivo de oferecer ao empresariado, entidades publicas e outras instituições, acesso aos principais programas do estado de incentivo à economia, desenvolvimento sustentável e aperfeiçoamento profissional.

O evento é uma realização do Sebrae-RJ, da Agência de Desenvolvimento de Valença e da Associação de Vereadores e Câmara Municipais do Estado do Rio de Janeiro. A programação inclui palestras e exposições de trabalhos em áreas como Saúde, Transporte, Educação, Cultura, Habitação e Agro-negócios, entre outras.

Já estão confirmadas as presenças de representantes dos municípios de Rio das Flores, Miguel Pereira e Piraí, da região do Médio Paraíba, e de Quissamã, município da região norte. As duas primeiras edições do evento foram realizadas em Valença e Campos, promovendo intercâmbio entre municípios de todo o estado.

A abertura está prevista para o dia 26, às 19 horas, no Clube dos Coroados, e nos dois dias seguintes, atividades de 12 às 20 horas. Os interessados em participar do evento ou receber maiores informações poderão entrar em contato através dos telefones (24) 2453-7772 (Eloísa – coordenadora) ou 8128-4247 (Oswaldo) e por e.mail no endereço feiradeoportunidadesecidadania@gmail.com.

Célia Borges

10 de junho de 2008

1º CONGRESSO ESTADUAL DE JORNALISTAS DO RJ – 2008

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro estará promovendo, nos dias 8 e 9 de agosto, em Niterói, o 1º Congresso Estadual de Jornalistas do Rio de Janeiro, destinado a profissionais e estudantes, e tendo como tema “200 Anos de Imprensa e a Democratização da Comunicação”.

A pré-programação do evento prevê abertura no dia 8, às 18h30, com a presença do presidente do sindicato, Ernesto Viana e outras autoridades como o prefeito, presidente da Câmara Municipal, presidente da OAB regional, presidente da Imprensa Oficial do Estado e um representante da FENAJ.

Em seguida, um painel sobre o tema central do encontro reunirá o jornalista e presidente do Museu da Imprensa Jordan Amora, o jornalista e mestre em Memória Social Nilo Sérgio Gomes, a jornalista e membro do coletivo Intervozes de Comunicação Social Bia Barbosa, o jornalista Roberto Quintaes e como mediador, Pinheiro Jr. Após o debate, às 20h50, as atividades serão encerradas com um coquetel, programado para as 21h30.

No sábado, dia 9, está previsto painel sobre Formação do Jornalista, Estágio, Regulamentação Profissional e Conselho Federal de Jornalistas, com participação dos profissionais, jornalistas e professores Pedro Pomar, João Batista de Abreu, Ana Lúcia Corrêa de Souza e Ivana Bentes, tendo como mediador Ernesto Vianna.

Após debates e grupos de trabalho na parte da manhã e à tarde, está prevista Sessão Plenária para as 15h45 e encerramento às 18 horas. As condições para inscrição e participação ainda não foram divulgadas, mas poderão ser consultadas nos endereços jornalistasulrj@grupos.com.br ou para alvarobritto@uol.com.br.

Célia Borges

ARTE, ARTISTAS E EXPOSIÇÕES VI - Fátima Porto e a arte como linguagem ambiental

Fátima Porto é uma artista polivalente: formada em publicidade e propaganda, estudou também desenho e pintura, joalheria e história da arte, canto, dança e teatro, formação que lhe dá os recursos de que precisa, para ser, sobretudo, uma animadora cultural. Nas artes plásticas, por exemplo, além de pintar e expor, ela vem se revelado como organizadora, tendo sido curadora da 2ª Câmara, Mulher e Arte, em março passado, e da mostra Desperdício, Não!, em exposição no anexo da Câmara.
Clique nas imagens para ampliá-las
"Divina Harmonia Natural" e "Ecomagia - A Harmonia da Natureza"

"Nação Brasileira" e "Festa do Pinhão"
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Atualmente Fátima Porto também é conselheira não-governamental do Conselho de Cultura de Resende, membro fundadora do Codecan (Consórcio de Desenvolvimento da Cultura da Região das Agulhas Negras) e membro atuante da Ong Oito Deitado. Todas essas, e outras, entre as suas atividades, vêm sendo direcionadas para a expectativa ambiental, voltadas para o equilíbrio ecológico e para a reciclagem.
Com sua experiência como produtora de discos e shows (tendo sido também atriz), Fátima Porto vem atuando cada vez mais intensamente na organização de eventos que associem artes, divulgação da cultura e educação ambiental, como Desperdício, Não!, que foi idealizado como uma campanha a ser levada à escolas, associações de moradores e outras entidades..
"Brasil: Amor, Ordem e Progresso" e "Luz, e respirar o ar puro"
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Como artista plástica, Fátima Porto já participou de mais de vinte exposições coletivas (sendo a primeira delas na AABB/RJ em 1976) e de 14 Salões, sendo que o último foi o III Salão do Pinhão em Visconde de Mauá, o período de abril/maio passados. Já realizou também 17 exposições individuais, começando em São Paulo em 1978 (Balaio de Artes) até Ecomagia, em Maringá/MG, no ano passado.
A obra de Fátima Porto se caracteriza pelo uso de técnicas mistas, associando principalmente o óleo e outras tintas à colagem. Na maioria dos quadros o colorido é exuberante, e reflete seus conceitos com relação à proteção ambiental.
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"Integração - Consciência e Fé" e "Ao sol da luz do nosso mundo"

9 de junho de 2008

ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE VIII– Plante uma árvore...e siga algumas regrinhas para proteger a Natureza



O dia 5 de junho é o Dia Mundial do Meio Ambiente. E 21 de setembro é o Dia da Árvore, evocando o início da Primavera. A luta pela preservação da natureza é, entretanto, uma luta de todos os dias, que não precisa de datas comemorativas para ser lembrada. Através de algumas simples providencias e atitudes, cada um pode ir dando no dia a dia a sua importante contribuição.

Antigamente costumava-se dizer que a pessoa realizada era aquele que tivesse pelo menos um filho, escrevesse pelo menos um livro, e plantasse pelo menos uma árvore no decorrer da sua vida. Nos nossos dias, com o crescimento de uma “consciência ecológica”, mesmo quem não tem filhos nem pretende escrever um livro, pode pelo menos, e com grande relevância, fazer a sua parte, plantando uma árvore.

Plantar uma árvore – Uma única árvore pode absorver em média, 200 quilos de carbono durante seu crescimento. Além da sombra, flores e frutos, ela estará ajudando a combater o aquecimento global.

Transporte – De preferência ao transporte público (economizando combustível e reduzindo a emissão de gás carbônico), e sempre que possível use a bicicleta ou caminhe, ajudando a si mesmo a ter uma boa saúde.

Alimentação – Planeje o cardápio e as compras de forma a reduzir ou evitar o desperdício. Nesse momento em que a crise de alimentos se apresenta como um risco, é importante também pesquisar receitas que aproveitem talos, cascas e folhas. Prefira produtos orgânicos, isentos de agrotóxicos.

Economia de água – A adoção de pequenos hábitos, na hora de lavar a louça (deixando de molho, ensaboando, e depois enxaguando em grupos), no banho (ficando menos tempo sob o chuveiro e desligando no ensaboamento), e evitando vazamentos, é importante, assim como evitar de jogar pelo ralo óleo de cozinha usado e produtos tóxicos que possam contaminar os rios.

Economia de energia elétrica – Nesse assunto cada brasileiro devia ser mestre, depois da crise do apagão. Manter os hábitos aprendidos naquela época é útil para a economia doméstica, e indispensável como investimento na questão ambiental.

Sacolas e embalagens plásticas – Evite tanto quanto possível... na Europa os supermercados cobram pelas sacolas e estimulam o cliente a levar suas próprias. Sacolas plásticas jogadas no lixo vão levar 450 anos para se decompor, contaminando o meio ambiente. Evite também produtos que tenham embalagens desnecessárias, preferindo aquelas em que elas possam ser reaproveitadas.

Recicle tudo o que puder – Comece a experiência por sua própria casa ou local de trabalho, procurando reaproveitar o máximo possível. Existem inúmeras fontes para se pesquisar formas de reciclagem, como revistas, livros, sites na internet, além de cursos de artesanato. Os materiais que você não puder reaproveitar podem ser vendidos em “ferro-velhos” ou encaminhados para instituições filantrópicas que os vendem para obter recursos. Dois sites interessantes para quem gosta do assunto são o da Recicloteca (www.recicloteca.org.br) e do Cempre (www.cempre.org.br).

Apóie as iniciativas de reciclagem – Não basta só reciclar, é importante também contribuir para o aumento dessa “rede de reciclagem”, divulgando as instituições e prestigiando empresas que trabalhem com recicle. Doar seu lixo reciclável, adquirir produtos resultantes desse esforço, encaminhar a bibliotecas e escolas públicas os livros e revistas usados, e apoiar enfim todas as iniciativas com esse objetivo, são pequenas atitudes que podem proporcionar grandes resultados.

Combata o tráfico de animais – Além de não comprar animais silvestres, é importante combater o tráfico de animais, e assim evitar sua caça predatória. Denúncias sobre esse crime devem ser encaminhadas ao IBAMA, pelo telefone 0800-618080.

E afinal, se você já plantou uma árvore, plante outra. Nunca é demais. A natureza agradece. E as próximas gerações, provávelmente também.

(Nas fotos, minha homenagem aos historiadores e ambientalistas de Resende, na figura da árvore símbolo do município, o misterioso Timburibá.)

Célia Borges

LIVROS – Dicionário da Língua Portuguesa Medieval e o Disque-Gramática


Um dicionário especializado na língua portuguesa do período medieval, desde o ano 1100 até meados do século XVI, acaba de ser lançado pela editora da Universidade Estadual de Londrina/PR. A obra, do professor Joaquim Carvalho da Silva, aborda os aspectos semânticos, epistemológicos e ortográficos, e representa uma relevante contribuição para estudantes, pesquisadores e demais interessados no assunto.

Professor do departamento de Letras Vernáculas e Clássicas daquela universidade, o autor trabalhou por cerca de doze anos no estudo e pesquisa, e reuniu cerca de 17 mil verbetes, em 310 páginas. Segundo ele, o vocabulário do idioma naquele período era de cerca de 15 mil palavras, sendo que as expressões excedentes são por conta das muitas variações encontradas.

A língua portuguesa passou, ao longo dos anos, por uma série de variações, e o idioma, até chegar aos dias de hoje, foi recebendo novas palavras, estruturas e construções, com características próprias de cada região em que era falado. Por isso, para os estudiosos que precisam pesquisar em textos antigos, como aqueles que trabalham com História, Literatura, Filologia e Música, por exemplo, o dicionário será de grande utilidade.

“Trabalho com língua medieval na literatura há vários anos e sempre senti necessidade de um dicionário que me ajudasse a identificar palavras utilizadas nos textos mais primitivos. Muitas palavras atuais tinham, antigamente, ortografia bastante diferente, sendo difíceis de serem identificadas”, comenta o professor Joaquim Carvalho da Silva.

O dicionário está sendo vendido à R$ 65,00, com pedidos pelo site da UEL, www2.uel.br/editora, e por enquanto não está disponível na internet. Mas quem precisar da ajuda do professor, pode usar o Disque-Gramática, criado por ele mesmo há 13 anos, e que recebe cerca de 20 consultas por dia. O número é (43) 3371-4619.

Célia Borges

8 de junho de 2008

PAISAGISMO E JARDINAGEM XVII – Vasos e arranjos nas paredes: levando o verde para interiores e pequenos espaços


A construção de imóveis cada vez menores, mais adequados às exigências da vida moderna, também limitam muito as possibilidades de áreas verdes nas residências. As varandinhas, jardins internos e solários nem sempre atendem satisfatoriamente ao morador que gosta de plantas, e que faz questão de tê-las tão próximas quanto possível no dia a dia. Uma opção para solucionar eventuais problemas desse tipo é a exploração de paredes, como jardins verticais.

Já existem nas lojas muitos modelos de vasos tipo “meia lua”, que são indicados para cultivar em paredes. Há também grande variedade de bases verticais, como placas de xaxim, treliças de madeira e placas de fibra de coco com vasos embutidos. Para quem gosta de peças artísticas, lojas de artesanato apresentam soluções às mais criativas, e usando os mais variados tipos de materiais.

Mas o ideal é que, antes de tudo, se faça um planejamento sobre que paredes, e quais plantas devem ser escolhidas, não apenas do ponto de vista decorativo, mas também considerando as possibilidades de sucesso no cultivo. A incidência de luminosidade é um fator indispensável na definição de local, e quanto mais luz, ou até mesmo alguma quantidade de sol, podem aumentar em muito as variedades de plantas indicadas. São em quantidade bastante limitadas as espécies de plantas que sobrevivem na sombra.

Se o espaço for interno e protegido de ventos, mas dispuser de boa luminosidade e umidade, há possibilidades variadas e interessantes, como misturar avencas e samanbaias, introduzindo até, em espaços maiores e mais exóticos, um ou mais exemplares de “chifres de veado”. Paredes de pedra, tijolos aparentes ou outros materiais que possam reter umidade são os mais indicados nesses casos.

Outras plantas se adaptam bem em espaços internos, desde que bem iluminados, e podem compor belos arranjos de parede, como as violetas africanas e as peperônias, só para citar duas, entre floridas e folhagens. Os “lírios da paz” (Spathiphyllum cannaefolium) ficam no meio termo, com flores e folhagens, mas são mais indicados nos canteiros, devido à expectativa de crescimento. Já há, entretanto, uma espécie derivada, em miniatura, que se presta também para paredes.

Em espaços exteriores, há maiores possibilidades na escolha, tanto no aspecto das floridas quanto das folhagens, e das que reúnem as duas características. Nesse último caso, com flores e muitas folhas, há uma variedade de antúrios (Anthurium andraeanum) em cores e tamanhos, que gostam de meia sombra e se adaptam a qualquer dimensão de canteiros, podendo inclusive compor arranjos de parede.

No aspecto das floridas, uma espécie com prodigiosas possibilidades é a familia das begônias, que reúne uma grande variedade de tipos, com flores e folhas, em coloridos e formatos os mais diferentes. A maioria se adapta à meia sombra, ou sobrevive bem com apenas um pouco de sol. As exigências quanto à umidade e tipo de solo variam um pouco, mas todas costumam reagir bem ao ar livre.

A família das “maria sem-vergonha” e “beijo-pintado”, científicamente Impatiens, tem características semelhantes à espécie anterior, e são bastante adequadas para conteiros, podendo eventualmente compor arranjos de parede. Cores e tamanhos tantos das flores quanto das folhas, são as mais variadas. Em comum, a adaptação à meia sombra. Mas na natureza elas tanto sobrevivem com predominância de sombra, quanto até à insolação intensa.

Entre outras espécies intensamente floridas e indicadas para esses casos, estão os vários tipos de gerânios, que são plantas de clima frio, mas fácilmente adaptáveis, e que aceitam bem a meia sombra; e as petúnias, muito atraente pela grande variedade de cores de suas flores, mas que ao contrário da anterior, exigem o máximo possível de claridade ou sol. Mas, além de paredes e canteiros, elas funcionam muito bem em vasos pendurados, onde são mais frequentemente utilizadas.

As paredes de cozinhas, copas e áreas de serviço também podem ter seus “jardins verticais”, ou no caso “hortinhas verticais”, onde podem ser plantadas ervas medicinais e de tempero, não só valorizando a estética do ambiente, como também oferecendo o prazer de cozinhar ou fazer seus chás com plantas de cultivo próprio. No caso da cozinha é preciso prestar atenção para não deixa-las muito próximas do calor do fogão ou de outros equipamentos domésticos que desprendam calor intenso.

Nesses casos, alguma luminosidade também é indispensável, quanto mais melhor, e aumentando as possibilidades com alguma incidência de sol. Salsa, cebolinha, coentro, hortelã, orégano e pimenteiras são algumas das espécies que podem atender à essa expectativa, com as orientações de cultivo detalhadas em outro texto dessa série sobre Paisagismo e Jardinagem, publicado anteriormente com o título “Plante na cozinha”.

Já começam a surgir no mercado, inclusive, algumas mudas de miniaturas de vegetais comestíveis, como o chuchu e a berinjela, além de hortaliças, que podem trazer novas possibilidades para esse tipo de experiência botânica.

Nos casos de ambientes muito reduzidos, além de canteirinhos, paredes e plantas penduradas, pode-se adotar o recurso de instalar jardineiras voltadas para o lado de dentro das janelas, onde além de desfrutar o prazer de estar mais perto de suas plantas, você poderá garantir a luminosidade ou insolação de que elas precisam.

Célia Borges

7 de junho de 2008

ALDEIA GLOBAL XXIX – O presidente esbravejante e a era do “vale tudo”

Os discursos do presidente Lula estão ficando cada dia mais inflamados. Falar bobagem é coisa que ele sempre fez, mas pelo menos no início, costumava usar um tom mais ameno, mais comedido. Ultimamente, entretanto, os destemperos da nossa autoridade maior estão ficando freqüentes, numa gritaria dirigida não apenas contra supostos adversários internos, mas até contra autoridades internacionais que se atrevam a opinar contrariamente aos seus interesses.

A votação sobre a prorrogação da CPMF, no final do ano passado, foi um bom exemplo disso, ocasião em que todos os setores do governo foram mobilizados em defesa da manutenção do imposto – e quando na ânsia de mostrar serviço, muita gente aproveitou para “deitar e rolar” nas facilidades do famigerados “cartões corporativos”. O presidente liderou pessoalmente a “tropa de choque”, e esbravejou incansavelmente contra a oposição e a classe média, tendo inclusive classificado todos os que queriam o fim do imposto como “sonegadores”.

Esbravejou, esbravejou, e perdeu!!! Mas a equipe econômica desse governo é campeã mundial em cobrança de impostos, e não ia deixar barato essa perda de recursos. Então, desmentindo o próprio presidente, iniciou o ano sufocando um pouco mais os trabalhadores, a classe média e empresariado. Logo nos primeiros meses a arrecadação atingiu recordes, mostrando que nem a CPMF nem as maldosas medidas de janeiro eram assim tão necessárias.

Desde aí, entretanto, a gritaria não parou mais. As tais das pesquisas de opinião dando tão grande aprovação ao presidente em particular e ao governo em geral, parecem estar funcionando como combustível, que alimenta um autoritarismo e uma arrogância que parecem estar chegando às raias do incontrolável. A intensa agenda externa dos primeiros anos foi substituída por uma extensa agenda interna, com direito à inauguração de obras e palanque eleitoral, inclusive com o lançamento da candidatura extemporânea da ministra Dilma Rousseff.

“Eu vou fazer meu sucessor”, esbravejou o presidente, durante várias semanas, vermelho e lançando chuvas de perdigotos. E eis que a candidatura da Mãe do PAC já dá sinais de estar “dando com os burros n’água”. Donde se vê que a gritaria nem sempre dá os resultados esperados. A ilustre chefe da Casa Civil, aliás, mais parece uma “aprendiz de feiticeiro”, copiando o mestre em autoritarismo e arrogâncias do tipo “tenho mais o que fazer” do que prestar contas ao Legislativo. Mas lhe falta muita coisa para chegar perto do carisma do chefe. Ainda bem...

Lula já esbravejou, gritou e até xingou representantes de organismos internacionais que se atreveram a dar pareceres, em trabalhos técnicos, que põem em dúvida a relevância dos biocombustíveis, frente à difícil questão de uma possível falta de alimentos num futuro próximo. É claro que o presidente não ia perder seu precioso tempo ouvindo gente competente sobre o assunto, avaliando e se posicionando com o equilíbrio que se espera de um chefe de estado. Não!!! Ele saiu logo soltando o grito, afirmando o que lhe vinha à cabeça, numa transgressão verbal típica de pessoas que, por não saberem quase nada sobre um assunto, acham que o pouco que sabem é tudo.

Enfim, de uma autoridade que teve o descaramento de ridicularizar o presidente dos Estados Unidos, pode-se esperar qualquer coisa. Inclusive que fique indignado se fizerem o mesmo com ele. Porque com Sua Excelência, o Presidente dos Estados Unidos do Brasil, não se brinca. Porque se brincar, ele grita. E se ele gritar, não só vai incomodar aquela parcela da população ainda capaz de analisar com algum discernimento a verdadeira situação política do país, como também é possível que ele consiga convencer de seus pontos de vista, total e cabalmente, seu grande eleitorado.

A última jogada do presidente é justamente tumultuar o processo eleitoral. De novo vermelho, e lançando perdigotos sobre os pobres microfones, Sua Excelência vem dizer agora que a Lei Eleitoral é “falso moralismo”. Ele quer privilegiar os aliados na distribuição de verbas em ano eleitoral, quer inaugurar obras nos redutos do PT, quer usar o tal do PAC como moeda política, mas, que droga!!! A Lei Eleitoral não deixa. Ela não apenas é “falso moralismo” como é o “lado podre da hipocrisia brasileira”. Vocês acreditam nisso!!! Quer dizer, se não pode usar a lei em seu favor, ela não presta.

Então vamos continuar usando a fórmula que vem dando certo! Se a Lei Eleitoral não nos beneficia, vamos fingir que ela não existe. Em nome de uma proposta ridícula e pífia de acelerar o desenvolvimento, vamos distribuir verbas a quem nos interessa, vamos prejudicar nossos adversários, vamos continuar fazendo de conta que não sabemos da nada. “Lei Eleitoral? Mas eu sou um semi analfabeto, nunca tive tempo de ler isso!!!” O Legislativo e o Judiciário até podem estar vendo tudo, mas a maioria dos seus integrantes anda preocupada, prioritariamente, com seus próprios umbigos.

E afinal, na falta de argumentos lógicos e conhecimentos adequados, quando alguma coisa parece que vai dar errada, o presidente grita. Esbraveja. Vale qualquer coisa quando se trata de atingir certos fins estabelecidos, como aumentar ainda mais a arrecadação, garantir a continuidade do poder nas mãos de algum aliado, mascarar as gritantes deficiências do país em saúde, educação e segurança, alardeando um sucesso econômico que vem nos custando tão caro.

Democracia? Ética? Moralidade? O que é que essas palavras significam mesmo? Acho que a autoridade perdeu a noção desses conceitos, e vem contaminando com essa ignorância, uma grande parte da população. Vale tudo para satisfazer ao chefe. Vale tudo para conservar privilégios. Em último caso, o presidente grita. E nós, que tínhamos o hábito de questionar, cada vez mais vamos preferindo fazer de conta que nem é conosco...

Célia Borges

4 de junho de 2008

COQUETÉIS DE INVERNO – Quentes ou frios, com chás, café, leite e vinho


As quedas de temperatura, às vezes bruscas, típicas dessa época do ano, sugerem alguma criatividade na escolha das bebidas. Mesmo para quem não gosta ou não tem hábito de consumir bebidas alcoólicas, um toque ainda que delicado de algum destilado, pode ajudar a estimular o organismo e combater o frio.

Nos paises e regiões frias, o cardápio de coquetéis de inverno costuma ser bem variado. Entre nós, os mais usados e conhecidos são aqueles à base de chás e café, e inclusive alguns baseados em leite e derivados (creme de leite, condensado, nata).

A dosagem de álcool pode variar, de acordo com os hábitos e gostos de cada um, mas duas colheres de sopa de destilado para entre 250 e 300 ml de demais ingredientes é suficiente para o toque de sabor e efeito térmico desejáveis.

Essa é a receita básica para os coquetéis criativos, onde você pode misturar o chá de sua preferência, ou o café, com uma dose da bebida alcoólica disponível. É bom lembrar, entretanto, que nem todos combinam entre si.

As misturas mais adequadas são aquelas em que os sabores tem afinidades entre si, como por exemplo os chás cítricos (laranja, limão e outros) com o Cointreau e licores da mesma família; os chás pretos combinam muito bem com o whisky e com o conhaque, mas reagem mal às bebidas doces; os chás de ervas só terão o sabor preservado com uma dose de conhaque ou de aguardente de boa procedência, em muito pequena quantidade (uma colher de sopa, por exemplo). Os chás à base de frutas vão sempre combinar bem com os licores que lhes forem mais familiares, sendo que os de laranja são uma espécie de “coringa”, que vai bem com todos. E a cachaça com mel.

Seguem abaixo algumas receitas:

Chá-curaçao – Duas doses de chá preto bem forte e quente, uma dose de curaçao (pode ser substituído por “orange triple”) e duas colheres de sopa de leite condensado. Na versão fria, o chá é gelado e vai acompanhado de duas pedras de gelo.

Chá de Eva – Um litro de chá preto, cinco colheres de açúcar e uma dose (seis colheres de sopa) de Calvados (para cinco pessoas).

Chá Escocês – Meio litro de chá preto bem quente, quatro colheres de sopa de açúcar, quatro doses de whisky, meio pote de creme de leite fresco e noz moscada. Dá para quatro doses, e o açúcar deve ir primeiro, no fundo da xícara, seguido do whisky, do chá quente, e finalmente do creme batido, salpicado com a noz moscada.

Chá mexicano – Três colheres de açúcar, 3 colheres de grenadine ou licor de sua preferência, ½ dose de tequila e meio litro de chá (pode ser quente ou frio, e nesse último caso, pode ser acompanhado de duas pedras de gelo).

Café com licor – O café pode ser forte, médio ou fraco, ao gosto do consumidor, e os licores mais adequados para a mistura são o Cointreau, o Curaçao e o Creme de Cacau, sendo compatível com outras bebidas doces.

Café Royal – É o tradicional cafezinho, com uma dose proporcional de conhaque. Na falta desse, o whisky pode ser um bom substituto.

Café espumoso – ½ litro de café forte e frio, ½ litro de sorvete de creme, uma colher de sopa de angostura. Bata tudo no liquidificador e sirva em copos altos.

Café com chocolate e conhaque – Duas e ½ xícaras de chocolate quente feito com leite, 1 xícara de café quente e forte, ¼ de xícara de conhaque, uma colher de sopa de açúcar, ½ xícara de creme chantilly batido. Misture os ingredientes e sirva em canecas (quatro porções) enfeitadas com o chantilly.

Leite queimado – Receita muito conhecida, usada inclusive na medicina popular, essa aquece e ajuda na recuperação dos estados gripais: quatro colheres de açúcar derretido como calda, um copo de leite e uma dose de conhaque. É importante ter cuidado de não se expor ao frio, após a bebida.

Vinho quente – Duas xícaras de açúcar, 1 pau de canela, 12 cravos, 1 e ½ livro de vinho tinto suave, ½ xícara de suco de limão, 1 e ½ xícaras de suco de laranja e duas xícaras de água. Junte o vinho com o açúcar, a canela e os cravos e leve ao fogo até levantar fervura, cozinhe por cinco minutos, coe e junte o vinho coado ao suco de limão, ao de laranja e à água. Leve ao fogo e deixe ferver novamente por cinco minutos.

Vinho quente com mel – Uma garrafa de vinho tinto, ½ kg de mel, 1 colher de chá de gengibre, uma de canela e outra de cravo, todos moídos, uma colher da chá de essência de baunilha. Misture os ingredientes e leve ao fogo, mexendo lentamente, e dando por pronto antes de ferver.

Drinque de Inverno – Um litro de vinho tinto, ½ litro de Aquavit, uma xícara de uva passa, uma xícara de açúcar, casca ralada de um limão, uma laranja, 1 pedaço de canela em pau, 12 cravos da índia e 12 amendoas descascadas. Numa panela misture o vinho e metade da Aquavit e aqueça. Sobre um tecido limpo e fino, faça um saquinho com metade da uva passa, o açúcar, as cascas de limão, a laranja cortada em pedaços e as especiarias, que deve ser colocado na panela. Deixe ferver um pouco em fogo baixo, retire o saquinho e sirva em copos enfeitados com o restante da uva passa e as amêndoas.

Aproveitem essas receitas ou criem outras.

Um excelente, confortável e caloroso inverno para todos!!!

Célia Borges

I ENCONTRO DE HISTÓRIA DO VALE DO PARAIBA – A memória popular dos tempos do Café


A cidade de Vassouras será a anfitriã do I Encontro de História do Vale do Paraíba, cujo tema é o Resgate da memória popular dos tempos do Café. O evento, promovido pelo Instituto Light, será realizado nos dias 17 e 18 de junho, em parceria com os institutos Cultural Cidade Viva (ICCV), Preservale, Inepac e as universidades PUC e Severino Sombra, além do Conselho de Turismo da Região do Vale do Ciclo do Café (Conciclo).

Segundo os organizadores, “para ampliar o potencial de futuro de uma região é preciso buscar e registrar o seu passado na História”. O objetivo do evento é resgatar as histórias das cidades do Vale do Paraíba através de moradores, professores e estudiosos locais, viabilizando a troca de conhecimentos sobre a região interiorana do Rio de Janeiro, que ganhou destaque no início do século XIX, quando a cultura cafeeira prosperou, motivando o surgimento de fazendas e cidades da região e seus entornos.

O material reunido formará o conteúdo a ser divulgado num portal ainda inédito – Histórias do Médio Paraíba – e que poderá ser utilizado pelas escolas públicas e privadas dos 19 municípios do Vale do Paraíba fluminense, fornecendo elementos para que professores possam difundir o conteúdo em suas aulas, desenvolvendo em seus alunos a atenção para a importância da preservação da cultura, meio ambiente e cenários históricos.

As inscrições são gratuitas, mas as vagas são limitadas. Historiadores, professores, estudantes, moradores e demais interessados em participar do projeto devem acessar o site http://www.institutocidadeviva.org.br/encontrodehistora, para cadastro de seus dados pessoais. Aqueles que tiverem uma história, causo, fato, poesia ou fotos antigas sobre uma das cidades do Vale do Paraíba podem utilizar o e.mail faleconcosco@institutocidadeviva.org.br ou enviar sua colaboração para o endereço do ICCV, Rua Presidente Carlos de Campos, 258/201, Laranjeiras, Rio de Janeiro-RJ, cep 22231-080. Por telefone, maiores informações poderão ser obtidas com Anna Gabriela Lopes, nos números (021) 3553-1708 ou 9448-9649.

A sede do encontro será o Hotel Santa Amália, e a programação prevê encontros para trocas de experiência entre os participantes, apresentações de cultura popular e exibição filme, além de uma reunião dos secretários de Cultura, Educação, Turismo e Meio Ambiente dos municípios da região, para debater a História das Cidades do Vale do Paraíba e sobre financiamentos para a restauração do patrimônio.

Célia Borges

3 de junho de 2008

ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE – O dia 5 de junho e a responsabilidade de cada um na proteção à natureza


O dia 5 de junho é aquele em que se comemora o Dia Mundial da Ecologia e do Meio Ambiente. Comemora-se é o modo de dizer. Não é exatamente um dia para comemorar, mas uma oportunidade para se meditar, avaliar e tomar posição quanto à novas posturas diante da questão ambiental. É um bom momento para decidir se vamos continuar agindo de forma inconsciente, e “empurrando com a barriga” os problemas, ou se já é boa hora de passar da teoria à prática, e de começarmos a agir de acordo com a responsabilidade que o meio ambiente requer.

Já houve um tempo que em achávamos que podíamos responsabilizar os outros, fossem autoridades municipais, estaduais ou federais, ou até mesmo os nossos próprios vizinhos, pela poluição que nos assola em todos os níveis. Mas o desenvolvimento de uma “cultura ambiental” nas últimas décadas, contribuiu para nos mostrar que a poluição, ou melhor dizendo, o controle da poluição, é responsabilidade de todos, e de cada um de nós. Não nos cabe apenas agir individualmente, mas discutir, argumentar, propor novas soluções e técnicas para enfrentar a questão no dia a dia.

O aquecimento global, o degelo das calotas polares, as mudanças climáticas, as enchentes e ocorrências de fenômenos inéditos em várias partes do mundo, tudo o que antes parecia ser apenas o noticiário de situações distantes, hoje começa a bater em nossas próprias portas. A falta de água potável e de alimentos são expectativas que não podemos mais desprezar, deixando a responsabilidade para “os outros”. Porque nós fazemos parte desses “outros”, seja pelo nosso comportamento, seja por nossa opinião.

Do ponto de vista da opinião, podemos manifesta-la das mais variadas formas possíveis, seja aderindo e fazendo parte de entidades que as compartilham conosco, filiando-nos a um partido político que apresente projetos de acordo com nossas idéias, ou votando em candidatos que apresentem plataformas que nos agradem nesse sentido. Associações de moradores, entidades de classe, grupos de amigos, a cada um desses podemos levar o debate, discutir e sensibilizar para um assunto que, afinal, não vai nos trazer nem um centavo de lucro pessoal, mas pode representar um valor acima de qualquer medida.

Mas a principal mudança precisa ocorrer no nosso próprio comportamento, nos menores gestos e nos mínimos detalhes. Conscientes do custo e da dificuldade de se obter água potável à longo prazo, por exemplo, é indispensável que aprendamos a economiza-la e a ensinar aos demais a fazer o mesmo. A mudança de pequenos hábitos, como a forma de lavar a louça, o tempo gasto no banho e o uso de produtos biodegradáveis são pequenas medidas que, se tomadas por muitos, podem levar à grandes resultados.

Economizar energia elétrica é assunto que já deveríamos dominar, desde a época dos apagões, e é sempre bom manter aquela experiência em mente, controlando o consumo tão rigorosamente quanto possível. Nos dias de hoje, a carência da vez diz respeito aos alimentos, então é importante começarmos a aprender a economizar também nesse setor, comprando o necessário e evitando o desperdício. A cultura do reaproveitamento pode trazer surpresas muito agradáveis, não apenas do ponto de vista da economia doméstica, mas também no da criatividade. Há sites na internet e outras fontes, como livros e revistas, com excelentes dicas sobre isso.

A reciclagem passou a ser assunto importante para quem cultiva uma consciência ambiental, e ela pode estar presente na opção de compra de cada pessoa, em relação à uma multiplicidade de produtos. Apoiar iniciativas baseadas no princípio da reciclagem é uma maneira, ainda que indireta, de contribuir para o equilíbrio ecológico. Na outra ponta do processo, encaminhar detritos com grande potencial de poluição para finalidades adequadas, evitando com eles comprometer o ambiente, é atitude ativa de grande importância. Pilhas gastas, latas de alumínio, óleo de cozinha usado, garrafas PET, embalagens de plástico e de vidro, hoje há uma infinidade de produtos que já contam com endereços de coleta, que se pode pesquisar na internet ou nos órgãos competentes de cada cidade.

A consciência da necessidade de economizar, e a perspectiva da reciclagem como forma de evitar o desperdício e ao mesmo tempo proteger a natureza, são atitudes culturais, que precisam ser criadas, alimentadas e cultivadas. Elas podem se manifestar como arte, como artesanato, como solução econômica, como projetos científicos, e uma infinidade de outras potencialidades.

Os problemas ambientais existem, e não há como evita-los. Mas encontrar as soluções adequadas, é coisa que depende de cada um de nós.

Célia Borges